26 de jul. de 2011
23 de jul. de 2011
17 de jul. de 2011
Eu @ Eu
Lendo algumas matérias em revistas destinadas ao comportamento humano, percebo que a cada dia estamos mais sós.
Não sei até onde isso é bom, ou ruim. Não sei até onde nós somos os culpados, ou somos induzidos a sê-lo.
Hoje, as pessoas buscam seus futuros ‘’amores’’ em sites de relacionamentos, desabafam em salas de bate papos com estranhos para, talvez, preservarem-se das críticas que algum amigo real o fizesse.
Não queremos mais saber o nome dos nossos vizinhos, não queremos ser incomodados na ida e volta do trabalho dentro dos ônibus, no máximo um ‘’bom dia’’ ou ‘’boa tarde’’ no elevador.
Não ficamos mais horas sentados à mesa junto com nossa família para, assim, fugirmos das perguntas às quais nem mesmos nós sabemos as respostas.
Ligamos a televisão e passamos horas à frente da mesma, o celular toca identificando ser seu amigo, mas você não pode perder a estreia do programa que você esperou por uma semana.
Vamos ao cinema sozinhos, e depois entramos no MSN para correndo contar ao amigo, poderíamos tê-lo convidado.
Perdemos muito da companhia alheia, do crescimento, da troca de informações.
Mandamos e-mails com correntes e palavras de melhoras há muitos amigos e colegas, mas não procuramos mais o ombro amigo físico para nos consolarmos.
A solidão tornou-se comum e impositiva.
Talvez por este motivo os relacionamentos reais durem tão poucos, qualquer mínimo de aborrecimento ambos decidem que é melhor dar um tempo ou um ponto final.
Não somos mais seres preparados para lutar pelos nossos ideais, pois o inimigo ao qual estamos acostumados é virtual, e não há como tocarmos no virtual.
Não sei até onde isso é bom, ou ruim. Não sei até onde nós somos os culpados, ou somos induzidos a sê-lo.
Hoje, as pessoas buscam seus futuros ‘’amores’’ em sites de relacionamentos, desabafam em salas de bate papos com estranhos para, talvez, preservarem-se das críticas que algum amigo real o fizesse.
Não queremos mais saber o nome dos nossos vizinhos, não queremos ser incomodados na ida e volta do trabalho dentro dos ônibus, no máximo um ‘’bom dia’’ ou ‘’boa tarde’’ no elevador.
Não ficamos mais horas sentados à mesa junto com nossa família para, assim, fugirmos das perguntas às quais nem mesmos nós sabemos as respostas.
Ligamos a televisão e passamos horas à frente da mesma, o celular toca identificando ser seu amigo, mas você não pode perder a estreia do programa que você esperou por uma semana.
Vamos ao cinema sozinhos, e depois entramos no MSN para correndo contar ao amigo, poderíamos tê-lo convidado.
Perdemos muito da companhia alheia, do crescimento, da troca de informações.
Mandamos e-mails com correntes e palavras de melhoras há muitos amigos e colegas, mas não procuramos mais o ombro amigo físico para nos consolarmos.
A solidão tornou-se comum e impositiva.
Talvez por este motivo os relacionamentos reais durem tão poucos, qualquer mínimo de aborrecimento ambos decidem que é melhor dar um tempo ou um ponto final.
Não somos mais seres preparados para lutar pelos nossos ideais, pois o inimigo ao qual estamos acostumados é virtual, e não há como tocarmos no virtual.
A cada dia somos menos capazes de nos doarmos ao outro, a nós mesmos ou aos nossos amigos.
Perdemos o contato com o mundo real, com as dores, com as ilusões, com as frustrações e alegrias, pois nos chats, ou redes sociais podemos não ser nós mesmos, e utilizarmos as máscaras que melhor nos convêm.
Estamos a cada dia mais desconfiados e menos carinhosos.
Desacreditados do nosso semelhante, sem percebermos que os ‘’sem credibilidade’’, dessa história, somos nós mesmos.
Tornou-se um ciclo sem fim.
11 de jul. de 2011
8 de jul. de 2011
Serão eles seres artificiais?
Estes tempos recebi um vídeo de um amigo, no qual fotos de atrizes famosas nas décadas de 30, 40, 50, 60 apareciam em poses sensuais ou angelicais.
Enquanto as fotos pipocavam na tela do computador, corria um texto apresentando tais atrizes. Em um dos trechos de tal apresentação, um deles chamou a minha atenção: ‘’não se fazem mais atrizes como antigamente, naturalmente belas’’.
Silicone, botox, tira aqui, repuxa ali, implanta acolá e BUM! Eis que surge uma ‘’nova’’ Sophia Loren, ou parecida.
Não falo apenas das mulheres, quero falar dos homens também, que já aderem aos salões de estética.
Tenho medo de que em pouco tempo as pessoas não mais se reconheçam no espelho ao acordar. Terão que se apresentar a si mesmas todos os dias.
Não sou contra a beleza comprada, mas sim aos exageros que o dinheiro traz.
Vi muitas reportagens de belos e belas jovens que, por uma questão de vaidade exacerbada, se submeteram ao puxe daqui e repuxe acolá nas clínicas, e saíram de lá seres esdrúxulos e sem a marca nata.
Outra matéria que a Rede Globo negou um pedido ao Maurício Mattar por ele estar fora de forma. Pensei comigo: que bom que agora a interpretação é medida pelo peitoral sarado, ou a bunda durinha, ou ao peito siliconado. A pergunta que me ocorreu: como será o diploma de uma faculdade que forma boas bundas, bons peitos, bons peitorais? Fiquei com medo do que se passou na minha cabeça.
Uma ruga aqui, uma marca ali, jamais serão sinais de feiura,. Não estou pedindo para ‘’jogarem pedra na Jeni’’, e embalsamarem as ‘’beldades’’ cinematográficas, gostamos do que é bonito, do que é belo, por ser agradável aos nossos olhos. Mas eu quero as nossas atrizes e atores de volta, os olhares vívidos, as interpretações majestosas sejam elas com a bunda flácida ou não.
6 de jul. de 2011
4 de jul. de 2011
Uma Vida de Luxo - Danuza Leão
É impossível viver sem ele; só que existem luxos e luxos.
Para a milionária Barbara Hutton, a herdeira mais rica dos Estados Unidos, um deles foi mandar fabricar um Rolls-Royce em tamanho pequeno para dar de presente a seu filho, então com 9 anos.
E, para motorista do carro, contratou um anão.
Será que ter dinheiro demais pira a cabeça das pessoas, elas nunca ficam satisfeitas?
Detalhe: depois de nove casamentos, Barbara Hutton morreu pobre.
Para não ser radical, admito que algum dinheiro sempre ajuda, mas não é tão fundamental assim.
Então vou falar de algumas coisas que são, para mim, o luxo dos luxos e que não custam quase nada.
Acordar num domingo de manhã, sabendo que a faxineira não vem,
que todos os eletrodomésticos da casa estão funcionando e que, com a graça de Deus,
o telefone não vai tocar.
O dia será silencioso, e o único movimento na casa será o dos gatinhos (agora tenho mais dois) correndo e se enrolando uns nos outros sem emitir um só som. Um domingo assim é um luxo total.
Outra preciosidade é, depois de passar 20 dias sem comer carboidrato, nem unzinho,
pegar no armário aquela calça de 15 anos atrás, quando você era uma sílfide, e o zíper fechar.
A felicidade é maior do que se ganhasse um brilhante.
E quando você chega da rua, com um calor de matar, pega um copo (bonito, de preferência) e toma uma água bem gelada, não é um luxo?
Se puser dentro de uma jarra (bonita, de preferência) cascas de limão-siciliano e deixar na geladeira, vai ser a água mais fresquinha e perfumada que já tomou.
Não é um superluxo? Aí você se refresca num chuveiro e depois vai para o quarto, liga o ar-condicionado e se deita numa cama com lençóis brancos limpinhos, cheirosos. Tem luxo maior?
Dar um mergulho num mar azul, sem ondas, sem se preocupar com os cabelos,
e depois tomar uma água de coco?
E então comer um peixe grelhado, temperado apenas com sal, limão e um fio de azeite.
Depois de passar por várias paixões sofridas e alguns casamentos errados, não estar apaixonada é um luxo.. Uma sexta-feira, às 7 da noite, você está sozinha, sem a angústia de esperar aquele telefonema.
Sente-se independente e decide sair.
Enquanto pinta o olho, começa a pensar em que restaurante vai, sem ninguém para dizer que prefere outro.
Quando chega lá, toma dois drinques, sabendo que é uma mulher livre e resolvida,
que não precisa de ninguém para uma coisa tão banal, que é jantar fora. Não é um luxo?
Bom demais é ter resistido à compra daquele vestido lindo, que fez você ficar duas noites sem dormir pensando “compro ou não compro? e passar pela loja uma semana depois, ver que ele está em liquidação, pela metade do preço, e que você nem o quer mais.
E quando chega de uma reunião de trabalho com a cabeça quente, se sentindo um lixo, e a empregada fez aquela sobremesa que você adora, não é como se o Universo estivesse todo a seu favor?
E o resultado do exame avisando que sua saúde está ótima?
E seu filho que telefona para dizer que está com saudades?
Percebo que misturei muitos luxos com momentos de felicidade; e existe luxo maior do que ser feliz?
Para a milionária Barbara Hutton, a herdeira mais rica dos Estados Unidos, um deles foi mandar fabricar um Rolls-Royce em tamanho pequeno para dar de presente a seu filho, então com 9 anos.
E, para motorista do carro, contratou um anão.
Será que ter dinheiro demais pira a cabeça das pessoas, elas nunca ficam satisfeitas?
Detalhe: depois de nove casamentos, Barbara Hutton morreu pobre.
Para não ser radical, admito que algum dinheiro sempre ajuda, mas não é tão fundamental assim.
Então vou falar de algumas coisas que são, para mim, o luxo dos luxos e que não custam quase nada.
Acordar num domingo de manhã, sabendo que a faxineira não vem,
que todos os eletrodomésticos da casa estão funcionando e que, com a graça de Deus,
o telefone não vai tocar.
O dia será silencioso, e o único movimento na casa será o dos gatinhos (agora tenho mais dois) correndo e se enrolando uns nos outros sem emitir um só som. Um domingo assim é um luxo total.
Outra preciosidade é, depois de passar 20 dias sem comer carboidrato, nem unzinho,
pegar no armário aquela calça de 15 anos atrás, quando você era uma sílfide, e o zíper fechar.
A felicidade é maior do que se ganhasse um brilhante.
E quando você chega da rua, com um calor de matar, pega um copo (bonito, de preferência) e toma uma água bem gelada, não é um luxo?
Se puser dentro de uma jarra (bonita, de preferência) cascas de limão-siciliano e deixar na geladeira, vai ser a água mais fresquinha e perfumada que já tomou.
Não é um superluxo? Aí você se refresca num chuveiro e depois vai para o quarto, liga o ar-condicionado e se deita numa cama com lençóis brancos limpinhos, cheirosos. Tem luxo maior?
Dar um mergulho num mar azul, sem ondas, sem se preocupar com os cabelos,
e depois tomar uma água de coco?
E então comer um peixe grelhado, temperado apenas com sal, limão e um fio de azeite.
Depois de passar por várias paixões sofridas e alguns casamentos errados, não estar apaixonada é um luxo.. Uma sexta-feira, às 7 da noite, você está sozinha, sem a angústia de esperar aquele telefonema.
Sente-se independente e decide sair.
Enquanto pinta o olho, começa a pensar em que restaurante vai, sem ninguém para dizer que prefere outro.
Quando chega lá, toma dois drinques, sabendo que é uma mulher livre e resolvida,
que não precisa de ninguém para uma coisa tão banal, que é jantar fora. Não é um luxo?
Bom demais é ter resistido à compra daquele vestido lindo, que fez você ficar duas noites sem dormir pensando “compro ou não compro? e passar pela loja uma semana depois, ver que ele está em liquidação, pela metade do preço, e que você nem o quer mais.
E quando chega de uma reunião de trabalho com a cabeça quente, se sentindo um lixo, e a empregada fez aquela sobremesa que você adora, não é como se o Universo estivesse todo a seu favor?
E o resultado do exame avisando que sua saúde está ótima?
E seu filho que telefona para dizer que está com saudades?
Percebo que misturei muitos luxos com momentos de felicidade; e existe luxo maior do que ser feliz?
2 de jul. de 2011
Dica de Filme: Amácio Mazzaropi
Hoje a dica de Filmes no Naco de Prosa é especial.
Faz referência ao nosso grande cineasta: Amácio Mazzaropi.
Amácio Mazzaropi nasceu em São Paulo, aos 14 anos deixou a casa dos pais para acompanhar o circo La Paz, nasce aí um dos personagens mais famosos e carismáticos: o Jeca.
Posso arriscar que foi Amácio quem iniciou a nossa, hoje conhecida, Stand Up Comedy. Com seus shows em todo Brasil, Mazza fazia rir utilizando-se do humor cotidiano na vida dos homens e mulheres do interior.
Era roteirista, ator, cantor, empreendedor.Trouxe empregos há muitos atores, revelou outros.
Morreu deixando a PAM filmes, hoje transformada em Hotel Fazenda Mazzaropi pelo seu único filho.
Seus filmes nos atraem pela ingenuidade, realidade e crítica social que Mazzaropi faz magistralmente e com inteligência, como no filme O gato de Madame, em que o mesmo já criticava as cobranças dos impostos.
Amácio sempre foi alvo de duras críticas dos cineastas e da alta sociedade ( alegavam que seus filmes era superficiais ), em 1990 as pessoas voltam o olhar para suas obras desarmados, e o mesmo recebe prêmios, aplausos, livros e referências.
Mazzaropi é atemporal.
Mariane Boldori
1 de jul. de 2011
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