3 de mar. de 2012

And the Oscar goes to...: Meryl Streep

não pude escolher tema melhor para iniciar 2012 em nosso Naco de Prosa.

Meryl Streep é, sem dúvida,  a melhor atriz da atualidade.

na sua 17a. indicação, com o filme a Dama de Ferro, levou para casa a tão cobiçada estatueta dourada.

aplaudida de pé pelos colegas, com um discurso emocionante e humilde, Meryl Streep se consagra mais uma vez num mundo concorrido, frio e estereotipado: o mundo dos astros de Hollywood.


muitos criticaram: ''Meryl sabia que ia ganhar, pois foi vestida igual ao Oscar'', ou  o filme pelo qual ela ganhou não passa de um dramalhão mexicano, que não retrata em nada a ''monstra'' que foi Margareth Thatcher''.


pergunto: e, daí? isso desvaloriza o brilhantismo que Meryl vem alcançado nesses anos todos? gosto de ver que certas atitudes fazem críticos azedos se coçarem nas cadeiras e deixar o lápis a todo vapor.

sem a beleza exótica de Angelina Jolie, sem a sensualidade exorbitante de Catherine Zeta-Jones, Meryl mostra que é possível sobreviver e ''se dar bem'' numa carreira para poucos.

em uma entrevista, ela foi indagada como conseguiu ficar tão parecida com Margareth Thatcher, ela gargalhou e disse: ''sou como uma esponja, quando aceito um trabalho me dedico ao extremo, absorvo tudo ao máximo'', e o resultado pode ser conferido nos cinemas.

em muitos momentos, por se tratar de uma história biográfica, tive certeza de que havia imagens reais de Margareth misturada à ficção.

enganei-me, não tinha. era simplesmente a Meryl Streep, usando e abusando do seu magnífico talento na arte de interpretar.

procurei algumas curiosidades, e descobri que no filme Música para o Coração, em que interpreta uma professora de violino, a atriz ensaiou 6 horas por dia durante 8 semanas, pois ela jamais havia sequer segurado um violino.

esse Oscar não foi apenas pelo filme A Dama de Ferro, foi pelo KramerxKramer, A Escolha de Sofia, As Pontes de Madison, Julia e Julie, O Diabo veste Prada, etecétera, etecétera.

acredito que todos tenham ao menos ouvido falar nesta maravilhosa atriz, caso alguém não conheça o trabalho dela, aconselho começar por a Escolha de Sofia, e aos poucos embriagar-se pelo talento dessa mulher.

porque assistir a um filme com Meryl Streep é como abrir uma garrafa do seu melhor vinho, ou respingar algumas gotas do seu melhor perfume, ou como assistir a um tango em Buenos Aires, ou dormir em um lençol de seda recém lavado...

são esses pequenos prazeres que tornam a vida agradável.

assistir Meryl Streep torna a vida agradável.




            Mariane Boldori


20 de dez. de 2011

Feliz Natal e Próspero 2012!


Aos antigos e novos amigos do Naco de Prosa, nosso desejo de um lindo Natal.
Que todos nós usemos este dia para agradecer à vida, para comemorarmos o nascimento do nosso Salvador, e possamos agradecer pelo ano que tivemos, pela saúde abundante, pelo emprego fixo, pela união familiar, pela abundância na mesa, pelos sorrisos felizes, pelos sonhos realizados.
Que não enfeitemos apenas as fachadas de nossas casas, mas preenchamos o nosso interior com bondade, amor, respeito e paz.
Que todas as famílias possam estar unidas, e as que não puderem estar fisicamente, que se unam pelo espírito desse dia.
Que 2012 seja ainda melhor, mais abundante, mais humano, mais digno.
Muito obrigada a todos vocês, e ano que vem estaremos juntos novamente, trocando ideias e realizações!

 FELIZ NATAL!


2 de nov. de 2011

Pare! Até quando você quer mandar e mudar minha vida?


Na última quinta feira Curitiba foi palco de uma situação com repercussão nacional: Luciano anuncia durante o show com quem faz dupla com Zezé di Camargo, que iria cumprir sua agenda até o final desse ano, e depois seu irmão seguiria em carreira solo.
Uma semana depois, no programa do Jô Soares, o mesmo Luciano diz: Não iremos nos separar, a dupla irá continuar.
Pensei comigo: por que cargas d’água uma dupla que vende milhões de CDs, faz milhares de shows precisava de uma história ‘’mal’’ contada dessas?

Simples, meus amigos: a Mídia faz falta. O artista vive dela. E quando ela esquece o artista, o artista sente necessidade de inventar, criar polêmicas para voltar à tona. Qual foi o resultado dessa história? Jornais, internet, horário nobre, programas de entrevistas comentando esse assunto.
Não me iludo com os artistas sejam nacionais ou internacionais, infelizmente hoje percebo que não há mais respeito da parte deles para com os seus fãs.
Esses mesmos fãs que ficam por horas embaixo de chuva esperando um aceno, e muitas vezes têm empurrões dos seguranças e desvios de olhares por parte desses artistas.
Lamentável episódio, simples e cru jogo de marketing, engana trouxa.
Não sei por que a nossa imprensa dá tanto valor a um cantor que sempre teve sua carreira sustentada pelo irmão. Luciano pegou o ‘’bonde andando’’ e quis sentar à janela. E hoje, de uma forma imatura e hipócrita, comunica que irá se aposentar e seu irmão que siga sozinho (?).
Os 2 filhos de Chico erraram muito ao usarem um show pago, e muito bem pago, para armar o circo e fazer suas palhaçadas.
Até a quinta música Zezé cantou solo, sendo que o público comprou ingresso para ver a DUPLA sertaneja se apresentar. Penso que cabe, além de um processo por propaganda enganosa ( o consumidor comprou o ingresso para ver Zezé di Carmago E Luciano, e não apenas Zezé di Camargo), uma retratação pública do senhor Luciano por respeito ao seu público que o deixou milionário.
Penso que eles atingiram o objetivo que ansiavam, enquanto seus fãs ficam com cara de trouxa, sentindo-se lesados por um show pobre, e sem nexo algum.
Depois desse episódio e outros é que entendo o porquê muitos preferirem aplaudir os cantores internacionais.
Lamentável episódio. Só espero que o brasileiro, dessa vez, não esqueça tão rápido. E valorize ainda mais seu dinheiro.
Abraços.

Em tempo: neste período Luciano foi internado em um renomado hospital de Curitiba por ter passado mal após tal episódio.
Luciano explicou o motivo: ''tomei rivotril com uísque''.
Pois é!




16 de out. de 2011

Dia 15 de Outubro, dia do Professor


Professor, aquele que busca a sensibilidade para poder viver em meio a tanta insensibilidade.
Aquele que vive o seu tempo com consciência da rudeza do mundo, do mal que afeta os pequenos
a quem ele como  educador dedica sua vida. Ensina, molda,lapida e procura dar sempre o seu melhor em sala de aula,mesmo sem as condições necessárias para atender a todas as necessidades que necessita para dar continuidade ao seu trabalho.
Quem é o professor? Podemos afirmar que ele é um habitante assíduo da escola, onde ensina, pois dedica-se a ela sem perceber que a sua vida está sendo esquecida, mas que está paralelamente sendo aquecida pelos pequenos alunos que o buscam para ouvi-lo, para admirá-lo, enfim para que o educador mostre sua magia, pois com certeza ele é um grande mágico e quem é educador vai entender o significado da palavra mágico. A velocidade da tecnologia não substitui o olhar carinhoso e compreensivo do professor que ao olhar seu aluno conhece o mal que o aflige.
E, é na figura do professor que ainda hoje buscamos aprender o respeito, o valor das pessoas, o caráter, enfim o professor ainda é o maior. Parabéns a todos os educadores!





ABENÇOADA SEJA A PAIXÃO DE ENSINAR

Vivemos tempos em que é permitido pisotear flores, ignorar pérolas, subjugar pessoas e a mãe natureza. Mas, em especial, também é um tempo em que é permitido menosprezar aquelas e aqueles que, heroicamente, tecem histórias suas, e de outros, construindo o mundo da vida e da sabedoria. Estes são tempos em que aqueles que cuidam, não são cuidados. Aqueles que educam, não são valorizados. Aqueles que amam, sofrem com o deboche e o desprezo daqueles que não acreditam mais no amor.
A vida daqueles que denominamos mestres, educadores, professores, infelizmente, também é triste e desmotivada. Sim, logo aqueles e aquelas dos quais a sociedade ainda espera muito (saber, sabor e sabedoria). Pouco valorizados e feridos em sua dignidade, estes resistem bravamente. Os educadores e educadoras, como os demais humanos, são movidos por suas utopias e paixões. Mas a realidade cotidiana é sempre dura, reveladora e cheia de contradições. A escola tornou-se um lugar de onde se espera muitas soluções; muitas delas estão muito além das demandas de ensino-aprendizagem e das competências a partir das quais a mesma se organiza.
Os professores não deveriam, mas já acostumaram. Acostumaram a ganhar baixos salários. Acostumaram a ter de trabalhar 60 horas semanais para garantir mais dignidade à sua família. Acostumaram a aceitar todo o tipo de pressão que a sociedade e os governos exercem sobre seu ofício e sobre a escola. E agora, pasmem, alguns já estão se acostumando com a desesperança, que pode ser lida na expressão de seus rostos e de seus olhares. Uma constatação triste, pois sempre foram e são vistos pelos adolescentes e jovens como um alento da esperança.
Nossos professores e nossas professoras estão doentes e estressados. Cuidaram, encaminharam e salvaram vidas alheias, mas não dedicaram o devido tempo para cuidar de sua própria vida. Como contemporiza a escritora Marina Colasanti, “eu sei que a gente se acostuma, mas não devida. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos que precisa. A gente se acostuma para poupar a vida, que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma”. Apesar de já terem se acostumado com tantas coisas, a maioria mantém firme sua missão de semear esperanças.
Converse com alguns deles e você verá como resistem para não virarem números ou meras figuras decorativas. Muitos deles já pensaram em desistir, mas não conseguiram. “Desistir... eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça” (Geraldo Estáquio de Souza). Ainda que tomados por uma imensa paixão de ensinar e por uma coragem que nem sempre sabem de onde vem, desejam compreensão e apoio para dar conta de grande missão de educar para a vida, para a cidadania,para o conhecimento.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
Texto extraído da revista Mundo Jovem

Religião e espiritualidade

Foto do google    À tardinha de um dia muito quente,estavam sentados sob uma frondosa árvore duas crianças judias,que ouviam atentamen...