16 de jul. de 2012

Saúde ou Política?


No dia 5 de julho foi inaugurado o posto de Saúde, no bairro São Pedro, Porto União SC . A Unidade de Saúde leva o nome de minha avó paterna, Anna Andrukiu. Havia muitos convidados integrantes da saúde.Também estavam muitos políticos e pessoas políticas.Os primeiros, fazendo a sua presença valer mais para si, que a preocupação da saúde dos moradores, do bairro.

Lembrei, é ano político, por isso estão aqui.Alguém pode até pensar alto - mas os políticos trouxeram a verba para a construção da Unidade de Saúde. Com certeza, mas penso ser um dever de cada político com o "seu povo". Aliás, o início de todo este trabalho assim como outros, de grande importância foi edificado, após um esforço enorme para o bem de todos .E foi executado por alguns membros da família. Posso citar uma como exemplo-Capela Mortuária,e através do  trabalho na  Associação de bairro, muitas melhorias foram feitas. Ah! e sem salário e sem pretensão política. Uma das primeiras famílias a começar o bairro foi a minha, Andrukiu ou Andrucho, pois como somos de origem ucraniana, no Brasil houve algumas mudanças,mas somos do mesmo sangue.

Tudo estaria até bem certinho, quando na hora do discurso  um certo "senhor político" que  falou bonito, mas esqueceu o verdadeiro motivo de estar ali.Verdade!

Ele percebeu sua falha após ouvir outros citarem  o nome de minha avó, penso que ele deve ter se perguntado:- quem será esta Anna?

Passado um tempo, ele conversou com o responsável pelo protocolo e pediu  réplica. Eu estava quase ao lado e ouvi o pedido. Fiquei só observando, eu hein!

Após todos os pronunciamentos, as pessoas começaram a se movimentar para o interior do local inaugurado,por isso nem deram muita atenção ao "político"que tardiamente lembrou de agradecer pelo nome que a família Andrukiu (Andrucho) empresta ao posto de Saúde,com muito orgulho.

Voltei para casa pensando nos candidatos ali presentes.

Pensei,vou ter que dar continuidade a este assunto. Meu próximo post será sobre a origem da palavra "Candidato".

Espero vocês!

4 de jul. de 2012

Lançamento do Livro: E Outros Silêncios de Isabel Furini

Conto: Refúgio ( by Fernanda Andrucho )


Eu estava andando pela rua um pouco pensativa. Quando me tornei assim? Sempre fechada, sozinha. Como as pessoas me irritam. Eu não pertenço a este mundo, é como se houvesse um acordo tácito entre ele e eu. O acordo demorou para acontecer. Antes eu era apontada, zombada por meus trajes negros. Agora? Tentam imitar. Espartilhos! Corpetes! Coturnos! Tolos... Eu precisava de um mundo só meu.

Olhe, pessoas vem vindo pela rua deserta e mal iluminada. A agústia invade minha mente, meu corpo se sente sufocado. Fobia social? Pânico? Chamem como quiserem. Olho ao meu redor, procuro algum lugar escuro onde me sinta segura. Algum lugar obscuro onde eu me reencontre. Não há nada, só becos e nada mais. Mas com o que eu me depararia ali? Espere, há um prédio antigo mais a frente. Talvez se eu andar mais rápido consiga entrar antes que as pessoas cheguem perto.

Risadas. Abaixo a cabeça e acelero o passo. O vento bate com força contra meu corpo. A imagem do meu sobretudo se armando como uma capa de vampiro preenche minha mente. Meus coturnos, meia-canela, estão desamarrados. O cadarço se arrasta pelo chão como correntes de um presidiário em fuga. Concentro-me para não pisar em cima deles.

Alcanço o prédio, finalmente. Parece abandonado. A porta, inutilmente trancada, encontra-se quebrada. Passo pela fresta. O tule da minha saia arranha minhas coxas pálidas que nunca pegaram sol.

O prédio internamente estava coberto de poeira que irritou meu nariz. Espero. Quase que instantaneamente meus olhos se acostumam com a tão adorada escuridão. A agonia vai embora, meu corpo vai lentamente relaxando e só então percebi o quanto minha respiração estava acelerada. Minhas costelas doiam com a pressão das barbatanas de aço do espartilho.

As risadas, que estavam cada vez mais altas, começaram a se afastar.


Pela primeira vez me perguntei onde eu havia entrado. Era algum tipo de recepção. Do que será?

Uma luz fraca me atraiu para dentro de uma sala. Ao seguir a luz descubro a resposta que queria. Era uma biblioteca.

Uma vela grossa tentava iluminar as estantes de livros que a cercava. E, talvez, pela ironia do destino, ao me esconder de pessoas, o que eu encontro? Mais pessoas. Um garoto lia ali, sob aquela luz trêmula.

Fiquei parada, apenas observando. O menino demorou para notar minha presença, que se camuflara no silêncio carregado de segredos das inúmeras vozes que aquele cômodo guardava. Ao afastar o olhar das palavras que o envolviam, ele me viu. Depois que o espanto em seu rosto se dissipara, direcionou seu olhar para um banco ao seu lado, no qual me sentei.

Aquela fora a primeira noite que passamos ali. Eu, Joseph, este era seu nome, e as inúmeras vozes. Era maravilhoso. Era como se o mundo que eu tanto almejava estivesse ali, escondido por aquelas paredes. As coisas tristes, melancólicas, tornavam-se belas naquele lugar.

Era inacreditável. Meu mundo existia!

Na primeira noite, o medo me dominara na hora de sair de lá. Ao atravessar a porta, olhei para todos os lados para ver se havia alguém. Foi então que eu percebi que nunca mais sairia do meu mundo e o medo se dissipara, pois a voz de Poe ecoara dentro de mim: “Noite, noite e nada mais”. O silêncio da noite fora quebrado pela minha risada e por nenhuma outra.

Passaram-se meses assim, até que tentaram arrancá-lo de mim.

O prédio fora comprado. Em pouco tempo de reforma as prateleiras de livros seriam substituídas por prateleiras de roupas, o silêncio por vozes histéricas e a escuridão da noite por luzes das vitrines. Será que venderiam corpetes? Tolos...

O meu medo, meu pânico, minha fobia, eu não sei o quê, mas o quê quer que seja voltou aos poucos.

Eu estava, novamente, andando por aquela rua. Pensei que encontraria pessoas curiosas olhando através das vitrines da nova loja, mas, para o meu alívio, a rua parecia ser apenas um cenário abandonado por seus atores. 

Assim que eu passei pela frente da vitrine, uma voz ecoou dentro de mim.

“Por que é que as coisas têm que ser assim? E o que faz a felicidade do homem se tranformar também a fonte de sua desgraça?”. Fora Werther que abrira as portas para todos os meus fantasmas. Goethe, Baudelaire, Nietzsche, Álvaro de Campos, Augusto dos Anjos, todos bradavam dentro de mim.

“Vivendo ou morrendo, que importa?”

“Queria abrir-me uma veia que me alcançasse a liberdade eterna”

“Se queres matar-te, mata-te...”

“Nunca mais as goteiras cairiam

Como propositais setas malvadas

No frio matador da madrugada

Por sobre o coração dos que sofriam”

“Esgotamos todas as nossas forças em satisfazer nossas necessidades, que apenas tendem a prolongar uma existência miserável; quando constato que a tranquilidade a respeito de certas questões não passa de resignação sonhadora, como se a gente estivesse pintando as paredes entre as quais jazemos presos com feições coloridas e perspectivas risonhas, tudo isso me deixa mudo”

“De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas a que chamamos mundo?”

“Que resta das cabeças que pensaram?

E afundado nos sonhos mais nefastos

Ao pegar um milhão de miolos gastos

Todos os meus cabelos se arrepiam”

“Soturnos funerais deslizam tristemente

Em minh’alma sombria. A sucumbida Esperança

Lamenta-se, chorando; e a Angústia, cruelmente

Seu negro pavilhão sobre meus ombros lança!”

“Não saúdes como eu a morte em literatura”

“E estais velha! De vós o mundo é farto,

E hoje, que a sociedade vos enxota,

Somente as bruxas negras da derrota

Frequentam diariamente vosso quarto!”

“Todos os mortos pode ser que sejam

Vivos noutra parte

Todos os meus próprios momentos passados

Pode ser que existam algures”

Eu já estava em casa quando todas as vozes foram se calando e Álvares de Azevedo usurpava o lugar delas para embalar o meu sono.

“O que sofres? Que dor desconhecida

Inunda de palor teu rosto virgem?

Por que tu’alma dobra taciturna,

Como um lírio a um bafo de infortúnio?

Por que tão melancólica suspiras?”

Adormeci. Mas, no meio da noite, algo me acordou. Gosto de pensar que Joseph passara a mão em meu rosto. Quando levantei, chamei por ele e a resposta que recebi estava sobre meu criadomudo. Um livro. Mas não um livro qualquer. Sua capa de couro liso, sem título algum, protegia páginas em branco, exceto a primeira, na qual estava escrito:

“Sophie,

O mundo que conhecemos juntos nunca acabará. Não deixe de visitá-lo. Aceite este livro e o manterá nosso refúgio sempre por perto. Escreva aqui um conto fantástico sobre um amor proibido, protegido pelos olhares de uma fada peregrina.

J.”


Fernanda Andrucho




Quero viver algo assim - Vídeo do Youtube

Aprecie, sinta, emocione-se!



30 de jun. de 2012

Tiririca: 'Como não prometi nada na campanha, o que eu fizer é lucro'

O Naco de Prosa compartilha este vídeo do Youtube para que não esqueçamos que foi o voto Popular quem colocou este Sr. onde ele está hoje.

27 de jun. de 2012

Caso Raquel Genofre


li, com muito pesar, que a família da menina Raquel Genofre está processando o Estado por danos morais.

a quem não lembra ou não sabe, Raquel Genofre tinha 09 anos quando foi estuprada e, posteriormente, assassinada.

seu corpo foi encontrado em uma mala na rodoviária de Curitiba.

a Família alega que houve exploração das imagens em relação ao corpo da menina ainda dentro da mala.

e que a polícia não está fazendo "nada" para encontrar o assassino.

pensei comigo: não está fazendo "nada", como assim?

tivemos divulgação na imprensa internacional, apelo popular.

não fazer "nada" por parte da segurança Estadual é como dar "um tiro no próprio pé".

mas não escrevo para discutir a forma como a polícia conduz as investigações, escrevo aqui para falar a péssima conduta por parte dessa família.

SE eles tivessem tido mais afinco nos cuidados com essa menina, não teríamos tal história.

em seu perfil no Orkut podia-se descobrir todos os passos da Raquel.

inclusive visualizar fotos da mesma SOZINHA no ponto de ônibus enquanto esperava o mesmo para voltar para casa.

todo trajeto era feito sozinha, e quando voltava para casa, sozinha lá ficava por horas.

penso comigo: aonde estava a titia, o titio, o papai e mamãe dessa criança que não atentaram para tais detalhes bizarros numa página pública?

simplesmente agora querem jogar a responsabilidade deles em cima do Estado, alegando que o mesmo não está fazendo "nada" e que a imprensa os desrespeitou ao divulgar as fotos do corpo?

penso que o alvo aqui é outro, e não o Estado!

o alvo aqui é o desleixo dessa família em não cuidar da sua rebenta de apenas 09 anos.

que, por mais que se maquiasse como "mocinha", era apenas uma criança que tinha sonhos e atitudes infantis.

com o perfil no Orkut, o criminoso pôde, com calma, traçar todos os passos para seu, até então, crime perfeito.

se houve falhas por parte da polícia, houve muito mais por parte desta família que hoje pensa arrancar dinheiro do Estado, e irá conseguir.

aqui entre nós: poderei processar a família por danos morais também?

pela mesma não ter provido segurança à criança?

pela mesma não ter protegido sua rebenta contra os males que todos sabemos existir?

não é responsabilidade exclusiva do Estado a segurança das crianças.

não há como controlarmos os psicopatas à solta, mas há como cuidarmos dos nossos para que os mesmos não sejam "iscas" fáceis.

se a segurança e a imprensa falharam, meus amigos, a família Genofre errou ainda mais.

e, tal erro, jamais poderá ser corrigido, mesmo que, um dia, prendam quem cometeu tal ato.

se a moda pega... teremos "brunos", "nardonis", "richthofens" processando o Estado por danos morais, sempre há brechas do outro lado e nunca culpa do lado de quem cometeu algum erro.

em tempo: lembrando que, ao mover uma ação contra o Estado, quem pagará a conta somos nós, para variar um pouco.





despeço-me indignada.


23 de jun. de 2012

Embarquemos todos neste Carrossel!


o SBT traz aos brasileiros a nova versão da carismática novela Carrossel.

e o seu aceite está sendo tão positivo, que chega a alcançar 20 pontos no IBOPE, em alguns horários.

reposta positiva de que nós estávamos, sim, cansados das promiscuidades rotineiras das novelas da "toda poderosa".

as crianças e seus familiares estavam esperando um produto assim, e respondem de forma promissora ao mesmo.

para quem não sabe a história, a novela Carrossel tem sua origem no México, e foi exibida pelo SBT no início da década de 90, e incomodou MUITO a Rede Globo.

cada vez mais famílias estão trocando de canal no horário das 20:00 porque agora há uma opção positiva e educacional ao alcance de todos.

temos conflitos infantis reais, tratados de forma positiva.

é uma novela educacional, que mostra de forma clara e objetiva como lidar com situações como racismo, pobreza e violência física.

com certeza é um apoio aos pais, aos familiares, aos amigos, à sociedade.

muito bem escrita, bem dirigida e direcionada de forma clara à família brasileira.

Carrossel é dessas programações que você pode assistir sem medo, colocando todos na sala e prestando atenção nas falas dos personagens.

indicada para crianças e adultos.

com toda certeza absoluta, estávamos precisando de uma novela assim.

e que dure anos, e que os benefícios da mesma sejam aproveitados ao máximo por todos.

Despeço-me feliz.


20 de jun. de 2012

ANDRÉ RIEU ENTREVISTADO POR CLAUDIA TENÓRIO!


 O Poder da boa música.


André Rieu tem um carisma inigualável, fala em Português com a plateia e, tem um repertório muito eclético,vai da música brasileira à sacra. Quando o ouço (e o faço com frequência) não consigo mensurar o que acontece em minha alma, fico em paz,sinto a presença de Deus...
A música é muitíssimo benéfica à alma. Ela é mais um caminho que nos aproxima do Criador.
O som da música relaxante,da música clássica,enfim toda a música que fala a nossa alma. O som da palavra em nossos ouvidos traz imensa satisfação quando vem carregado de energia boa. Por exemplo: quando alguém querido diz o nosso nome, é quase como ouvir um poema, pois o som do nosso nome faz magia em nosso corpo.
Quando criança eu já ouvia que a música alimenta a alma. Platão na Grécia antiga já afirmava "a música é o remédio para a alma".
Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pode funcionar melhor que remédios. A Sonata K448 produz impacto benéfico na massa cinzenta , organizando e estimulando células nervosas precárias,em um processo comparável a impulsos elétricos.
Em nossa vida muito atribulada precisamos de um tempo para ouvir a boa música.
André Rieu é simplesmente fabuloso. Ouçam e deixem sua opinião.

Obrigada!

 


          


15 de jun. de 2012

Aquela flor.....

 
 
 
Percebi hoje, pela manhã, que as flores do vaso de orquídea estavam começando a desabrochar.
Como não costumo marcar datas, não sei se ela está florindo no tempo certo. Seu caule, ao mesmo tempo que frágil,
resiste aos fenômenos da natureza, aos quais estão sujeitos. As cores se fortalecem com os raios do sol, observo-a com atenção
demorada, fato que há tempos não ocorre comigo, pois falta-me o tempo para acalmar os pensamentos e saborear os aromas
que a natureza nos traz.
Sinto a maciez das pétalas pequeninas, delicadas que me levam a outro lugar onde só as flores resistem a rudeza da vida. Costumo afirmar que só o Amor é real, mas com flores a vida se torna mais doce, mais suave, mais atraente, dando nos maior resistência.
Que pequenina e solitária flor, parece me dizer: - olha eu aqui novamente,venho florir seu mundo, apenas uma vez no ano,
portanto fico um longo tempo fazendo parte de sua vida.
Ela veio florir novamente, linda, maravilhosa, porém você já não está aqui para acarinhá-la,como sempre fez, pois
você foi viver no outro mundo das flores.



Religião e espiritualidade

Foto do google    À tardinha de um dia muito quente,estavam sentados sob uma frondosa árvore duas crianças judias,que ouviam atentamen...