Por uma distração de Deus, talvez, pudemos acompanhar nos
noticiários a morte de algumas celebridades. Não por serem celebridades,
apenas, mas pelo bem que elas faziam.
Uma das mortes que mais me afetou foi a do ator Robin
Willians, não desmereço as outras, mas por eu ser cinéfila, senti que perdi um
amigo que me alegrava e me emocionava nas telas.
Fico aqui pensando, sem julgar, mas não consigo achar
respostas para a morte tão prematura de Robin. Um ator tão carismático, um ser
humano fantástico. Em algumas das histórias que falam a seu respeito está a de
uma menina com câncer em fase terminal. O sonho dela era conhecer Robin. Quando
ele soube, sem pensar duas vezes, cancelou toda sua agenda, pegou o primeiro
avião e foi até ela.
Pessoas boas não deveriam morrer, não tão cedo.
Pessoas boas não deveriam morrer, não tão cedo.
Não sou médica, mas já li em vários artigos que a depressão
é considerada doença e deve ser tratada. Além do problema com o alcoolismo,
ao qual Robin estava, aos poucos, se desvencilhando, a depressão abocanhou sua alma
sem piedade. E, a única saída que ele viu foi a morte.
O final que Robin teve, que me pegou de surpresa, e pegou a
milhares de outras pessoas, fãs ou não, fazem-me pensar se não havia ninguém ao lado dele que pudesse
pegar em sua mão e dizer: eu estou aqui, meu amigo, com você, não desista.
Deus estava com ele, com certeza mandou anjos para
protegerem, mas, no momento da angústia e tristeza, ele não percebeu. Muitas
vezes Deus precisa materializar Seu amor e cuidado, para que as pessoas não
cometam atos cruéis contra si próprias.
Se eu pudesse falar com Robin, hoje, eu diria apenas: venha
aqui meu amigo, você precisa de um abraço. Você é muito amado por milhares de
pessoas e precisamos da sua alegria nas telas, da sua sensibilidade como
artista. Por favor, não nos deixe. Sim, eu acredito que o amor ou a ausência
dele causa doenças.
Puro egoísmo, mas eu não estou pronta para ver quem eu amo
ou admiro partir. Pensar que nunca mais os verei ou tocarei ou falarei com
eles, dói.
É fato que você começa a morrer no dia em que nasce e que
tudo tem seu tempo para começar e acabar. Mas eu não apreendi a aceitar a
perda, talvez por imaturidade espiritual, mas eu não aceito que pessoas boas
saiam da minha vida, desse mundo deixando um espaço vazio jamais preenchido.
Talvez, a única explicação que consola o meu coração, nesse
momento, é que Deus precisa de pessoas boas ao Seu lado para ajudá-Lo a cuidar
de nós, que aqui ficamos. 





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