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22 de mar. de 2014
50 anos de Mafalda
Nascida há 50 anos, recebeu o nome de Mafalda. Ela foi criada em 1964, pelo cartunista argentino, Joaquim Salvador Lavado, o Quino.
Menina inteligente, vanguardista, era de classe média e viveu intensamente tudo que foi idealizado para ela, pois foi e continua sendo conhecida e, às vezes, até odiada pelo seu senso crítico.
Ela enfrentou com galhardia a ditadura militar para falar de censura, feminismo, crises econômicas e sociais, as desigualdades, a injustiça, a corrupção, a guerra e o meio ambiente.
Mafalda não foi censurada, pois considerava-se na época, a "Arte das tiras" um gênero menor, portanto ela não representava ameaça.
Mafalda era um símbolo dos anos 70. Porém havia um problema, ela, aos seis anos, odiava sopa, mas em compensação adorava os Beatles e o desenho do Pica-Pau.
Mafalda foi criada para ser personagem de uma marca de eletrodomésticos. No entanto, o projeto não deu certo. Devido ao fracasso, Quino adaptou-a para uma tira que foi publicada pela revista semanal "Primeira Plana", de Buenos Aires.
Seus questionamentos era a respeito dos problemas do seu país e também do mundo. Logo veio o sucesso.
E Mafalda ficou famosa, era igual às outras meninas, mas possuía uma visão aguçada a respeito da humanidade.
As tirinhas ainda mantém o mesmo sucesso do inicio, pois são extremamente interessantes por serem atemporais, pois os problemas que ela abordava até 1973, estão presentes nos dias de hoje.
É triste pensar que os questionamentos dela continuam atuais, meio século depois, não apenas na Argentina, mas no mundo.
As tiras já foram traduzidas para mais de vinte línguas.
A menina de cabelo preto e fita vermelha foi e continuará sendo uma heroína que rejeita o mundo assim como ele é.
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