29 de jul. de 2012
24 de jul. de 2012
22 de jul. de 2012
O Maior Brasileiro de Todos os Tempos (?)
ontem o SBT reprisou o programa: O Maior brasileiro de todos
os Tempos.
a lista final conta com 100 nomes, destes, apenas um será o
merecedor do "troféu".
enquanto o jornalista Carlos Nascimento apresentava os nomes
ao público presente e televisionado, fiquei imaginando quais os pré-requisitos necessários
para estar na lista:
caráter, sensibilidade, romantismo, honestidade, inteligência,
perspicácia?
pensei: vou descobrir, com certeza, quais requisitos são
necessários vendo quais os candidatos escolhidos.
a lista começou a ser apresentada, com nomes como: Maria da
Penha, Jô Soares, Vital Brazil, Ana Paula Valadão, Jorge Amado, Romário, Chacrinha,
Joelma, Ronaldinho Gaúcho, Datena, Sócrates, Fernando Collor de Mello, Michel
Teló, Carlos Chagas, Paulo Freire, Tiririca, Chico Mendes, Dom Pedro II, Pastor
Silas Malafaia, São Frei Galvão, Eike Batista, José Alencar, Roberto Carlos, Zilda
Arns, Dercy Gonçalves, Chico Anysio, Bispo Edir Macedo, entre outros.
a lista completa pode ser conhecida no site: http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/
pois bem, o jornalista foi neutro em todas as apresentações,
enaltecendo as qualidades, em alguns casos, mais maquiando os defeitos.
voltando ao que eu pensava ser pré-requisito para estar na
lista, observei que estava enganada desde o começo.
eu não sei se o povo que escolheu os nomes ( escolha livre,
ou seja, não havia nomes para marcar "x", mas, sim, você escrevia os
nomes ) entendeu o objetivo do programa, e a seriedade que ele tentou trazer.
no meio dos grandes nomes, grandes pelo feito que os mesmos
trazem em seus sobrenomes, temos pessoas que congelaram nossos salários, zombam
da nossa inteligência como deputado federal não fazendo, absolutamente, nada,
cantores que estouraram nas rádios com músicas cujo sucesso é momentâneo pois não
têm conteúdo algum, outras pessoas que incitam o ódio pelas palavras homofóbicas,
outras que fizeram de palavrões suas falas corriqueiras, outros que jogaram
futebol, gastaram milhões em festas, carrões importados, mulheres e não fizeram
bem algum a outra pessoa que não fosse a elas mesmas, e outras que, graças aos
milhões, bilhões em suas contas bancárias, conseguem livrar seus filhos das
grades, mesmo após ter causado a morte de um ciclista quando seu carrão importando
bateu no mesmo.
eu não sei se sou quadrada, ou fora dos padrões brasileiros,
mas a minha lista inclui pessoas de boa índole, caráter sem nenhuma suspeita de
desvio, que trouxeram ou trazem algo de bom ao nosso País tão carente de tudo.
Zilda Arns morreu no outro lado do mundo, quando ajudava
famílias e crianças a combater a extrema pobreza. Maria da Penha é exemplo às
mulheres que sofrem violência doméstica, e está sempre na mídia alertando às
mesmas.
José Alencar foi um exemplo ao lutar, por 14 anos, contra o
câncer que o venceu.
Roberto Carlos canta o amor, conta o amor, emana o amor. Chico
Anysio retratava em seus personagens a luta do povo brasileiro todos os dias,
bem como os temas abordados sempre traziam críticas contra os governos e a
inflação.
Agora, há nomes nesta lista que eu gostaria que me
explicassem se, mais uma vez, brincaram com algo que tentou ser sério... como
quando elegeram, em forma de protesto, o Deputado Federal Tiririca.
mais uma vez, com pesar, prova-se que alguns brasileiros não
têm condições de levar nada a sério neste País.
por este motivo, tudo termina em pizza, tudo é amortizado
com futebol e samba, e as pessoas más estão enriquecendo cada vez mais, e os
pobres pagando ainda mais impostos e se afundando em dívidas.
não é a política o problema, não é o dinheiro encontrado em
meias e cuecas o problema, não é a justiça não prender os "grandes" o
problema.
o problema são estes brasileiros que fazem chacota de tudo.
que não fazem nada vezes nada para mudar a realidade que, é
sim, mutável.
que acham "Bonito" indicar uma pessoa que não
acresce NADA de bom, numa lista com brasileiros que foram e são notáveis.
das duas uma: ou alguns brasileiros não entenderam a
proposta do programa, ou simplesmente perderam a noção das qualidades que uma
pessoa precisa ter para ser a MAIOR DE TODAS.
Despeço-me inconformada.
16 de jul. de 2012
Saúde ou Política?
No dia 5 de julho foi inaugurado o posto de Saúde, no bairro São Pedro, Porto União SC . A Unidade de Saúde leva o nome de minha avó paterna, Anna Andrukiu. Havia muitos convidados integrantes da saúde.Também estavam muitos políticos e pessoas políticas.Os primeiros, fazendo a sua presença valer mais para si, que a preocupação da saúde dos moradores, do bairro.
Lembrei, é ano político, por
isso estão aqui.Alguém pode até pensar alto - mas os políticos trouxeram a
verba para a construção da Unidade de Saúde. Com certeza, mas penso ser um
dever de cada político com o "seu povo". Aliás, o início de todo este
trabalho assim como outros, de grande importância foi edificado, após um esforço
enorme para o bem de todos .E foi executado por alguns membros da família.
Posso citar uma como exemplo-Capela Mortuária,e através do trabalho na
Associação de bairro, muitas melhorias foram feitas. Ah! e sem salário e
sem pretensão política. Uma das primeiras famílias a começar o bairro foi a
minha, Andrukiu ou Andrucho, pois como somos de origem ucraniana, no Brasil
houve algumas mudanças,mas somos do mesmo sangue.
Tudo estaria até bem
certinho, quando na hora do discurso um
certo "senhor político" que
falou bonito, mas esqueceu o verdadeiro motivo de estar ali.Verdade!
Ele percebeu sua falha após
ouvir outros citarem o nome de minha
avó, penso que ele deve ter se perguntado:- quem será esta Anna?
Passado um tempo, ele
conversou com o responsável pelo protocolo e pediu réplica. Eu estava quase ao lado e ouvi o
pedido. Fiquei só observando, eu hein!
Após todos os
pronunciamentos, as pessoas começaram a se movimentar para o interior do local
inaugurado,por isso nem deram muita atenção ao "político"que
tardiamente lembrou de agradecer pelo nome que a família Andrukiu (Andrucho)
empresta ao posto de Saúde,com muito orgulho.
Voltei para casa pensando
nos candidatos ali presentes.
Pensei,vou ter que dar
continuidade a este assunto. Meu próximo post será sobre a origem da palavra
"Candidato".
Espero vocês!
10 de jul. de 2012
4 de jul. de 2012
Conto: Refúgio ( by Fernanda Andrucho )
Eu
estava andando pela rua um pouco pensativa. Quando me tornei assim? Sempre
fechada, sozinha. Como as pessoas me irritam. Eu não pertenço a este mundo, é
como se houvesse um acordo tácito entre ele e eu. O acordo demorou para
acontecer. Antes eu era apontada, zombada por meus trajes negros. Agora? Tentam
imitar. Espartilhos! Corpetes! Coturnos! Tolos... Eu precisava de um mundo só
meu.
Olhe,
pessoas vem vindo pela rua deserta e mal iluminada. A agústia invade minha
mente, meu corpo se sente sufocado. Fobia social? Pânico? Chamem como quiserem.
Olho ao meu redor, procuro algum lugar escuro onde me sinta segura. Algum lugar
obscuro onde eu me reencontre. Não há nada, só becos e nada mais. Mas com o que
eu me depararia ali? Espere, há um prédio antigo mais a frente. Talvez se eu
andar mais rápido consiga entrar antes que as pessoas cheguem perto.
Risadas.
Abaixo a cabeça e acelero o passo. O vento bate com força contra meu corpo. A
imagem do meu sobretudo se armando como uma capa de vampiro preenche minha
mente. Meus coturnos, meia-canela, estão desamarrados. O cadarço se arrasta
pelo chão como correntes de um presidiário em fuga. Concentro-me
para não pisar em cima deles.
Alcanço
o prédio, finalmente. Parece abandonado. A porta, inutilmente trancada,
encontra-se quebrada. Passo pela fresta. O tule da minha saia arranha minhas
coxas pálidas que nunca pegaram sol.
O
prédio internamente estava coberto de poeira que irritou meu nariz. Espero.
Quase que instantaneamente meus olhos se acostumam com a tão adorada escuridão.
A agonia vai embora, meu corpo vai lentamente relaxando e só então percebi o
quanto minha respiração estava acelerada. Minhas costelas doiam com a pressão
das barbatanas de aço do espartilho.
As risadas,
que estavam cada vez mais altas, começaram a se afastar.
Pela
primeira vez me perguntei onde eu havia entrado. Era algum tipo de recepção. Do
que será?
Uma luz
fraca me atraiu para dentro de uma sala. Ao seguir a luz descubro a resposta
que queria. Era uma biblioteca.
Uma
vela grossa tentava iluminar as estantes de livros que a cercava. E, talvez,
pela ironia do destino, ao me esconder de pessoas, o que eu encontro? Mais
pessoas. Um garoto lia ali, sob aquela luz trêmula.
Fiquei parada,
apenas observando. O menino demorou para notar minha presença, que se camuflara
no silêncio carregado de segredos das inúmeras vozes que aquele cômodo
guardava. Ao afastar o olhar das palavras que o envolviam, ele me viu. Depois
que o espanto em seu rosto se dissipara, direcionou seu olhar para um banco ao
seu lado, no qual me sentei.
Aquela
fora a primeira noite que passamos ali. Eu, Joseph, este era seu nome, e as
inúmeras vozes. Era maravilhoso. Era como se o mundo que eu tanto almejava
estivesse ali, escondido por aquelas paredes. As coisas tristes, melancólicas,
tornavam-se belas naquele lugar.
Era
inacreditável. Meu mundo existia!

Passaram-se
meses assim, até que tentaram arrancá-lo de mim.
O
prédio fora comprado. Em pouco tempo de reforma as prateleiras de livros seriam
substituídas por prateleiras de roupas, o silêncio por vozes histéricas e a
escuridão da noite por luzes das vitrines. Será que venderiam corpetes?
Tolos...
O meu
medo, meu pânico, minha fobia, eu não sei o quê, mas o quê quer que seja voltou
aos poucos.
Eu
estava, novamente, andando por aquela rua. Pensei que encontraria pessoas
curiosas olhando através das vitrines da nova loja, mas, para o meu alívio, a
rua parecia ser apenas um cenário abandonado por seus atores.
Assim
que eu passei pela frente da vitrine, uma voz ecoou dentro de mim.
“Por
que é que as coisas têm que ser assim? E o que faz a felicidade do homem se
tranformar também a fonte de sua desgraça?”. Fora Werther que abrira as portas
para todos os meus fantasmas. Goethe, Baudelaire, Nietzsche, Álvaro de Campos,
Augusto dos Anjos, todos bradavam dentro de mim.
“Vivendo
ou morrendo, que importa?”
“Queria
abrir-me uma veia que me alcançasse a liberdade eterna”
“Se
queres matar-te, mata-te...”
“Nunca
mais as goteiras cairiam
Como
propositais setas malvadas
No frio
matador da madrugada
Por
sobre o coração dos que sofriam”
“Esgotamos
todas as nossas forças em satisfazer nossas necessidades, que apenas tendem a
prolongar uma existência miserável; quando constato que a tranquilidade a
respeito de certas questões não passa de resignação sonhadora, como se a gente
estivesse pintando as paredes entre as quais jazemos presos com feições
coloridas e perspectivas risonhas, tudo isso me deixa mudo”
“De que
te serve o quadro sucessivo das imagens externas a que chamamos mundo?”
“Que
resta das cabeças que pensaram?
E
afundado nos sonhos mais nefastos
Ao
pegar um milhão de miolos gastos
Todos
os meus cabelos se arrepiam”
“Soturnos
funerais deslizam tristemente
Em
minh’alma sombria. A sucumbida Esperança
Lamenta-se,
chorando; e a Angústia, cruelmente
Seu
negro pavilhão sobre meus ombros lança!”
“Não
saúdes como eu a morte em literatura”
“E
estais velha! De vós o mundo é farto,
E hoje,
que a sociedade vos enxota,
Somente
as bruxas negras da derrota
Frequentam
diariamente vosso quarto!”
“Todos
os mortos pode ser que sejam
Vivos
noutra parte
Todos
os meus próprios momentos passados
Pode
ser que existam algures”
Eu já
estava em casa quando todas as vozes foram se calando e Álvares de Azevedo
usurpava o lugar delas para embalar o meu sono.
“O que
sofres? Que dor desconhecida
Inunda
de palor teu rosto virgem?
Por que
tu’alma dobra taciturna,
Como um
lírio a um bafo de infortúnio?
Por que
tão melancólica suspiras?”
Adormeci.
Mas, no meio da noite, algo me acordou. Gosto de pensar que Joseph passara a
mão em meu rosto. Quando levantei, chamei por ele e a resposta que recebi
estava sobre meu criadomudo. Um livro. Mas não um livro qualquer. Sua capa de
couro liso, sem título algum, protegia páginas em branco, exceto a primeira, na
qual estava escrito:
“Sophie,
O mundo
que conhecemos juntos nunca acabará. Não deixe de visitá-lo. Aceite este livro
e o manterá nosso refúgio sempre por perto. Escreva aqui um conto fantástico
sobre um amor proibido, protegido pelos olhares de uma fada peregrina.
J.”
Fernanda Andrucho
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