16 de dez de 2018

Façamos a diferença



      Segundo Mahatma Gandhi precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo e nas pessoas. Para que isso aconteça é preciso termos muita coragem, mas não a coragem de luta, de força, mas a que vem do coração. Precisamos ser a diferença ao invés de sermos apenas quem a faz.
    “Você deve fazer diferença na vida. Passar pela vida e viver. Participar da Criação e contribuir com alguma coisa.”
Para isso não precisamos ser um político, um grande cientista ou superdotado, pois cada um de nós tem sua forma de contribuir e atuar positivamente na vida.
    "Não existe a realidade pronta, existe no homem, a capacidade de realizar!"
   Há inúmeras histórias que conhecemos e sabemos que fizeram a diferença na vida de alguém. Ouvindo um discurso, guardei esta mensagem proferida pela pessoa que estava sendo homenageada:
Meu pai sempre dizia:
- Para fazer a diferença você precisa ser persistente e possuir coragem senão acaba sendo como uma bananeira que deu cacho, pois a bananeira só produz um cacho e, é cortada.
  Vou registrar um trecho de uma história que com certeza, muitos a conhecem, mas que ilustra bem quando se é o causador da mudança. Não indiquei o autor por não saber, pois só a conheço oralmente.
   Professora Teresa no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e, como todos os demais professores, disse-lhes que gostava de todos igualmente. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
   No início do ano letivo a ficha escolar dos alunos era lida para saber como eram nos anos anteriores.
Quando Tereza leu a ficha de Ricardo ficou surpresa
   A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte: Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos.
   A professora do segundo ano escreveu: Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos, por isso sua vida deve estar sendo muito difícil.
  Do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para ele, procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.
   Do quarto ano escreveu: Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.
 Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.Naquele dia, depois que todos se foram, a professora  chorou, e em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava.
  Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde Tereza recebeu uma notícia de Ricardo, que lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.
  Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
Mas a história não terminou aqui. A professora recebeu outra carta convidando-a para seu casamento. Ela aceitou o convite, e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
- Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, mostrando-me que posso fazer a diferença.
Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: -Você está enganado, foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença.
Sempre é possível fazer a diferença na vida de alguém, com uma palavra, um abraço, um poema ensinado com amor, enfim podemos fazer a diferença com o que possuímos.

29 de nov de 2018

A consciência do bem e do mal


   

      Hoje, em uma roda de amigos, o assunto foi sobre as decisões erradas que tomamos e o mal que causamos às pessoas, muitas vezes inconscientemente, pois nem sempre temos consciência para diferenciar se é bem ou mal.
    Conceituação de bem e mal: em religião, ética e filosofia, o bem e o mal referem-se à avaliação de objetos, desejos e comportamentos através de um espectro dualístico, onde, numa dada direção, estão aqueles aspectos considerados moralmente positivos e, na outra, os moralmente negativos.
Podemos analisar a frase que ouvimos diversas vezes e até fazermos uma analogia com o tema.
A Luz não existiria se não houvesse a Escuridão
  Estamos em luta pessoal diariamente, o que nos mostra que há dois exércitos, o do mal e o do bem, e que às vezes a nossa consciência decide assumir um deles em certa altura da vida, e assim temos a certeza de que o bem e o mal têm potencial igual. Será que fazemos o mal?
Então vem a pergunta: o que é considerado errado, o que é considerado como o mal, o qual nos leva para o lado sombrio?
Há infinitos atos que praticamos e, sequer imaginamos ser algo que cause o mal às pessoas.
A manipulação emocional, a acusação fútil, a injúria, a maledicência, a inveja, humilhação, luta pelo poder, preconceito, discriminação, impaciência, preguiça e tantos atos que praticamos como se fossem normais, esquecemos dos ensinamentos de Jesus.
   Atualmente, percebemos que muitas pessoas sentem vergonha em falar sobre Jesus, mas se dizem cristãos, há aqueles que vão à igreja com frequência, mas apenas por uma questão social, pois não praticam o que foi ensinado por ELE.
Muitos estão cegos, igualmente como ficou o apóstolo Paulo, cujo nome original, era Saulo de Tarso, escritor do cristianismo primitivo, foi o maior perseguidor dos cristãos. Certa vez, quando Saulo fazia a sua perseguição, caiu do cavalo e ficou cego. (Discute-se muito se ele caiu do cavalo, mas o que nos interessa é que ele caiu, e teve uma visão de Jesus, envolto numa luz incandescente.)
Foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão, que morreu por apedrejamento.
Protomátir =Primeiro mártir de uma religião ou de um ideal político.
Jesus lhe perguntou: - Por que me persegues? Após o acontecido, Saulo se converteu ao cristianismo e passou a seguir com Jesus.
Também podemos cair, porém não devemos ficar de rosto colado ao chão, sem enxergar nada, às vezes não sabemos como agir, basta nos perguntar:- Jesus, qual seria o seu jeito?
No início do século XX, nos Estados Unidos, foi lançado um livro com o título:
"Em meu lugar o que Jesus faria?" Devemos aprender a ouvir, no silêncio da alma, a resposta que está em nossa consciência.
   Temos aulas de oratória para nos ensinar a falar melhor, a convencer e a persuadir, mas não aprendemos a ouvir, não nos ensinaram. Então como podemos ouvir Jesus?
   Quando aprendermos a ouvi-LO, saberemos ouvir o outro,( nosso próximo).Só nós  podemos fazer isso por nós mesmos, eu até posso pedir que rezem por mim, portanto somente cada um de nós, vai aprender "de" Jesus, porque sobre Jesus aprendemos nos livros, nos filmes, nas palestras, mas só aprendemos "de" Jesus, com ELE. Ninguém aprende, vive ou sofre em nosso lugar.
Vamos aprender a ouvir, a enxergar, para sabermos distinguir em qual exército devemos permanecer para lutarmos ativamente, exército do bem ou o exército do mal, e o conflito, com certeza não está entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância.

Podemos reafirmar junto a Platão: "A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."   

13 de nov de 2018

Complexo de Vira-Lata


       A expressão “complexo de vira-lata”, que define a falta de autoestima dos brasileiros foi criada por Nelson Rodrigues em 1950, quando o Brasil foi derrotado pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. Nelson Rodrigues foi um teatrólogo, jornalista, romancista, folhetinista e cronista de costumes e de futebol brasileiro, e tido como o mais influente dramaturgo do Brasil. Em relação a expressão, muitos usam a palavra complexo ou síndrome, mas há diferença entre elas, pois síndrome não é uma doença, mas uma condição médica, um conjunto de sinais e sintomas que define as manifestações clínicas de uma ou várias doenças e pode ter vários fatores envolvidos. Complexo é um termo da psicologia para descrever um desvio ou um comportamento patológico.
Esta expressão é usada nos dias atuais, talvez por ela ser reforçada por nós, brasileiros, que desdenhamos o que temos em nosso país sem ao menos conhecer os problemas de outros países ou de seu povo, é uma expressão forte, que às vezes nos causa espanto, mas existe.
    Ouvimos "Este lugar não é bom" logo chegamos à conclusão, de que quem assim fala viveu ou vive em outros lugares, pois não é possível se fazer comparações sem possuir um parâmetro, e há anos que tentam reverter a tal expressão, vários estudiosos e intelectuais  pensaram em como resolver o danoso "complexo de vira-lata" dos brasileiros. Entretanto, apenas um chegou próximo, foi o historiador cearense Capistrano de Abreu, quando propôs a substituição de todos os artigos da Constituição Federal por apenas um: "todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara". Não vamos aqui, exagerar ou generalizar, pois nem todos agem desta forma.
    Frases como: “É só no Brasil” ou “Só podia ser no Brasil” apenas rebaixa o que temos como visão de mundo; não é só aqui que há dificuldades, e há muitas complicações para resolvermos certos problemas.
Nelson Rodrigues disse:
   Por “complexo de vira-latas” entendemos a inferioridade em que o brasileiro se coloca voluntariamente, em face do resto do mundo. Sendo assim estas atitudes nos tolhem as possibilidades de lutar e conseguir o que precisamos como brasileiros.  Chegará o dia em que poderemos ler notícias positivas sobre nosso país, aceitando que isso também acontece aqui e não apenas em outros países. Com a união de todos, com boa vontade, pois somos uma grande nação, acontecerá a mudança, que depende de nós. Interessante notar que na literatura também existe este complexo, pois a produção literária nacional muitas vezes é desprezada pelo simples fato de ser nacional, há muitos exemplos nas escolas pelos livros exigidos. Percebemos  em muitos  alunos, a falta de interesse, que  surge da inexistência de identificação do que foi proposto durante as aulas sobre clássicos nacionais, o mesmo acontece também, em filmes e séries; por não conseguirem situar o momento em que vivem, dentro de um contexto político e social, concluem e consequentemente generalizam: “Todos são ruins e nada disso faz sentido”. Com este pensamento em relação aos clássicos, já conhecidos pelo público, mensuremos então, a literatura contemporânea, pouco conhecida.  Assim notamos, que a expressão não se limitou ou limita apenas ao futebol, ela está sendo usada em várias áreas.
   Certo jornalista falou: Talvez a predominância da grande mídia, é ver um Brasil dependente em certas áreas, o que reflete uma situação confortável, ouseja mais que o complexo de vira-lata, é a pessoa se achar pequena, ou até mais que isso, é querer ser pequena.
    Temos todas as condições de retirar do nosso vocabulário essa expressão, a qual assusta a muitos, sabemos que aqui, em nosso país o povo trabalha e conscientemente deseja uma nação estável, dando-nos boas condições de vida, precisamos  entender que é um erro continuar usando essa expressão, que  teve sentido em 1950, além de entender isso, é preciso que reconheçamos  de uma vez por todas, que o real problema não é o Brasil, e sim, os brasileiros; porque a mudança depende de nós.
     Será que o “Complexo de Vira-Lata “já nos pertence?

24 de out de 2018

Resgate a sua criança interior


     O mês de outubro registra muitas datas comemorativas, mesmo que o dia tenha passado,ainda é outubro e mês das crianças.
     Li uma mensagem que trazia como título: Procura-se criança desaparecida!!! Foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos. Chamou-me a atenção ao refletir que realmente,ela está desaparecida.
     O que ela fazia?
Pulava amarelinha, brincava com bolinhas de gude, jogava peteca, dava vida a latinhas, tampinhas,soldadinhos de chumbo, bonecas, escrevia muitas cartinhas ao Papai Noel, brincava no riacho com as pedrinhas, procurava pelos ninhos de passarinhos para ver se tudo estava bem, brincava de escolinha, sendo a professora. As brincadeiras eram tantas que seria preciso escrever muito para registrar tudo, e nem há necessidade de dizer que a felicidade existia em todos os momentos, nos intervalos, na escola brincava- se muito, e a brincadeira de roda era a campeã.  
    A criança é um ser tão fascinante que leva consigo as mais diversas qualidades, se quisermos encontrar a humildade, a inocência, a beleza de alma, o sorriso farto, a sinceridade,que é seu ponto alto, basta-nos encontrar um pequenino que em poucos minutos,estaremos até quem sabe gargalhando e felizes.  
     "Um dia,uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: - Que tamanho tem o universo? Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: - O universo tem o tamanho do seu mundo.
Perturbada, ela novamente indagou: - Que tamanho tem meu mundo? O pensador respondeu: - Tem o tamanho dos seus sonhos".
    Lembrei-me da obra que li há uns dias "Minha vida de menina", um diário de Helena Morley (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant), que foi traduzido pela poetisa americana Elizabeth Bishop. Foi publicado pela autora para mostrar "às meninas de hoje a diferença entre a vida atual e a existência simples que levávamos naquela época".
    Nem só nos livros vivem os exemplos e diferenças de épocas nas vidas das crianças.
  No interior,nos arredores da cidade ainda podemos ver as crianças brincando com seus carrinhos feitos com latas vazias,a bonequinha feita com a espiga de milho,toda embrulhadinha em um pedaço de pano,ainda causam a alegria em muitos pequenos, que não foram brindados com os“ditos” brinquedos modernos,e são felizes.
  Conheci há poucos dias três pequenos que brincavam em sua casinha, feita nos galhos de uma frondosa árvore. Senti saudades, e quem não recorda com carinho o tempo que foi criança e tudo era fantástico.
  Todos já fomos crianças, o Menino Jesus foi uma criança santa e o dia 12 de outubro, significa lembrar a todos que as crianças precisam brincar, sorrir, precisam de amor, sentir segurança e viver sua "criancice". Toda criança tem guardado um mistério, são mistérios que povoam as cabecinhas com força imensurável, ela vive em seu mundo misterioso, em um universo onírico.
   Estaremos amputando-a da sua infância se a privarmos do seu mergulho no universo de sonhos e fantasias.
Se um dia fomos crianças, hoje dentro de nós ainda existe uma,que jamais perecerá, pois, às vezes,é bom termos na alma uma criança,que sonha e que ainda guarda um brinquedo no fundo do baú.
  Antes brincávamos de roda,pega-pega,peteca,pular amarelinha, esconde-esconde,até com bilboquê,e tantas brincadeiras com muita criatividade,hoje as crianças continuam sendo crianças,apenas com outra maneira de brincar. A simplicidade deu vez e vida aos aparelhos sofisticados,porém, ela continua sendo a criança inocente que vai se adaptando ao mundo que a acolhe.
Oscar Wilde já dizia:
"A melhor maneira de tornar as crianças boas,é torná-las felizes".
   Na maioria das vezes elas são felizes e nem percebem, pois não há preocupação em ser feliz,ela é feliz, e tudo está bem.
  Vamos reviver a criança que ainda vive em nós!

9 de out de 2018

Professor



     Professor, aquele que busca a sensibilidade para poder viver em meio a tanta insensibilidade, que vive o seu tempo com consciência da rudeza do mundo, do mal que afeta os pequenos a quem ele como educador dedica sua vida. Ensina, molda, lapida e procura dar sempre o seu melhor em sala de aula, mesmo sem as condições necessárias, que necessita para dar continuidade ao seu trabalho.
    Quem é o professor? Podemos afirmar que ele é um habitante assíduo da escola, onde ensina, pois dedica-se a ela sem perceber que a sua vida está sendo esquecida, mas que está paralelamente sendo aquecida pelos alunos que buscam-no para ouvi-lo, para admirá-lo, enfim para que o educador mostre sua magia, pois com certeza ele é um grande mágico e quem é educador vai entender o significado da palavra mágico. A velocidade da tecnologia não substitui o olhar carinhoso e compreensivo do professor que ao olhar seu aluno conhece o mal que o aflige.
    E, é na figura do professor que ainda hoje buscamos aprender o respeito, o valor das pessoas, o caráter, enfim o professor ainda é o maior.
O professor Nei Alberto Pies em seu texto, abençoada seja a paixão de ensinar, disse:
  Vivemos tempos em que é permitido pisotear flores, ignorar pérolas, subjugar pessoas e a mãe natureza. Mas, em especial, também é um tempo em que é permitido menosprezar aquelas e aqueles que, heroicamente, tecem histórias suas, e de outros, construindo o mundo da vida e da sabedoria. Estes são tempos em que aqueles que cuidam, não são cuidados. Aqueles que educam, não são valorizados. Aqueles que amam, sofrem com o deboche e o desprezo daqueles que não acreditam mais no amor.
A vida daqueles que denominamos mestres, educadores, professores, infelizmente, também é triste e desmotivada. Sim, logo aqueles e aquelas dos quais a sociedade ainda espera muito (saber, sabor e sabedoria). Pouco valorizados e feridos em sua dignidade, estes resistem bravamente. Os educadores e educadoras, como os demais humanos, são movidos por suas utopias e paixões. Mas a realidade cotidiana é sempre dura, reveladora e cheia de contradições. A escola tornou-se um lugar de onde se espera muitas soluções; muitas delas estão muito além das demandas de ensino-aprendizagem e das competências a partir das quais a mesma se organiza.
Os professores não deveriam, mas já acostumaram. Acostumaram a ganhar baixos salários. Acostumaram a ter de trabalhar 60 horas semanais para garantir mais dignidade à sua família. Acostumaram a aceitar todo o tipo de pressão que a sociedade e os governos exercem sobre seu ofício e sobre a escola. E agora, pasmem, alguns já estão se acostumando com a desesperança, que pode ser lida na expressão de seus rostos e de seus olhares. Uma constatação triste, pois sempre foram e são vistos pelos adolescentes e jovens como um alento da esperança.
    Nossos professores e nossas professoras estão doentes e estressados. Cuidaram, encaminharam e salvaram vidas alheias, mas não dedicaram o devido tempo para cuidar de sua própria vida. Como contemporiza a escritora Marina Colasanti, “eu sei que a gente se acostuma, mas não devia. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos que precisa. A gente se acostuma para poupar a vida, que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma”. Apesar de já terem se acostumado com tantas coisas, a maioria mantém firme sua missão de semear esperanças.
“Desistir... eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça” (Geraldo Estáquio de Souza). Ainda que tomados por uma imensa paixão de ensinar e por uma coragem que nem sempre sabem de onde vem, desejam compreensão e apoio para dar conta de grande missão de educar para a vida, para a cidadania, para o conhecimento.
Parabéns a todos os educadores!

25 de set de 2018

Nos tempos da Enciclopédia Barsa

Imagem Google

                            


      Lembrando em conversa sobre os tempos em que havia a reunião de colegas da escola para fazer trabalhos de pesquisa, era sempre uma festa, pois havia sempre uma mesa farta com guloseimas que minha saudosa mãe preparava para nós. Tínhamos a Enciclopédia Barsa em casa, eram livros grandes e pesados, porque possuíam conteúdo sobre assuntos de diversas áreas do conhecimento e eram divididas em verbetes organizados em ordem alfabética. Meus pais sempre primaram pelos estudos dos três filhos e seguiam rentes a caminhada para o aprendizado na escola e, a Enciclopédia Barsa sempre foi a grande companheira para os trabalhos, os encontros para estudo nunca foram uma obrigação, mas uma oportunidade a mais, para aprender.
    As pesquisas deviam ser feitas em casa, nos era dado um período para a entrega, assim sendo nos reuníamos em algumas tardes para o estudo, que nos possibilitava uma rica interação com os membros da equipe, não havia discussões para ver quem seria o líder. Uns levavam a sério, outros nem tanto. O assunto dado era lido, discutido dentro do possível e um membro do grupo registrava em um caderno de borrão, como era conhecido na época. É claro que muitos trechos eram fielmente copiados, pois ainda não possuíamos o poder de síntese.
Levávamos muitos dias para concluir um pequeno trabalho de pesquisa, mas Barsa possuía tudo. Ela foi idealizada em 1959, por Dorita Barrett, sua família era dona da Enciclopédia Britânica, a Barsa foi lançada na década de 1960, e sucedeu a Enciclopédia Britânica, tornando-se assim a primeira Enciclopédia brasileira, foi desenvolvida por um corpo editorial brasileiro e tendo o jornalista e escritor Antônio Callado como o redator-chefe da primeira edição.
   Voltando ao assunto da pesquisa, a equipe era formada por cinco alunos, número estipulado pela professora. Havia uma organização muito significativa. Era determinado para cada um, uma função para que o trabalho ficasse excelente.
Um aluno era escolhido para as primeiras anotações, outro para a leitura dos textos selecionados, o terceiro formulava algumas perguntas, os dois últimos tinham o trabalho de finalizar tudo. Usávamos folhas de papel almaço, com margens perfeitas elaboradas com régua de madeira, só podíamos usar a frente da folha, pois a folha de trás ficava marcada com os vincos das letras. Para passar o trabalho a limpo, na folha definitiva precisava ser dono de letra bonita, o que era difícil. O pior era que se houvesse rasuras não havia perdão, era necessário começar tudo novamente. Mas como dizia Aristóteles: "O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra". E, se fosse preciso recomeçaríamos quantas vezes fosse necessário. Penso que esse era um árduo trabalho, pois os demais já estavam se deliciando com os quitutes, e dois apenas suando sobre as folhas brancas. Sem esquecermos a capa, que era uma folha de papel almaço com o título do trabalho, constando nela o nome da equipe.
  No cabeçalho da folha inicial do trabalho, devia constar o nome da escola, nome completo da professora, disciplina, (talvez não nesta ordem) local, data, nome do aluno ou alunos e título bem centralizado.

  Terminado o trabalho, outra tarde era reservada para a conclusão de tudo que foi escrito e aprendido.
   O trabalho de pesquisa parecia imenso, com diversas folhas de papel almaço, um calhamaço, pois o volume era muito significante. Pensávamos, então que com tantas folhas escritas, o trabalho de pesquisa seria digno de nota máxima.
   Finalmente, precisávamos unir todas as páginas, era usado um grande e pesado grampeador, e com muitas dificuldades e várias mãos tudo ficava pronto.
   Com o tempo e com a popularização da internet, as enciclopédias foram sendo esquecidas, mas muitas delas continuam completas e disponíveis, a vantagem está na busca por palavras chave, que fica muito mais fácil usando os recursos da informática.
   E assim:
"Quando você está inspirado por um grande propósito, por um projeto extraordinário, todos os seus pensamentos rompem seus limites"
  Penso que muitos leitores procurarão em suas memórias o tempo em que a Enciclopédia Barsa lhes fez companhia.

14 de set de 2018

Cérebro Reptiliano


   
  Um professor fez a introdução de sua aula com a apresentação de um vídeo, mostrando aos seus alunos quanto valor nós damos ao drama.
  Mostra-nos a história de alguns pinguins que saíram de sua colônia em direção à margem gelada do mar, em busca de alimento, mas um deles aguardava que os amigos  se distanciassem para voltar, não para sua colônia, mas  em direção às montanhas, que ficavam a setenta quilômetros  de distância, se calcularmos o tempo que o pinguim levaria para chegar à montanha, poderíamos dizer que seria uma viagem muito demorada e sofrida. Curioso o fato de que podia-se tentar levá-lo de volta ao mar gelado, ele voltava quantas vezes fosse necessário. Um vídeo muito intrigante, pois nos leva a pensar nas dificuldades do pequeno pinguim, a fome, o cansaço, enfim como foi para ele uma aventura tão incerta.
   O educador notou que seus alunos estavam muito interessados no assunto, com expectativa no final da história. As indagações surgiram; será que ele sobreviveu? Achou alimento? Achou outra colônia, na montanha?
    O mundo está desesperado para que alguém continue a história, disse o professor, e que o mundo só se interessa se for drama, pois foram feitos diversos questionamentos sobre o vídeo e mais alarmante, a maioria queria saber sobre o sofrimento do bichinho, e simularam vários finais tristes, nenhum aluno deu um final feliz ao mesmo, e assim é ao nosso redor.
O que é drama?
Originalmente a palavra drama vem do grego "drâma", que significa "ação", e era usada com relação à arte teatral.
Drama é uma expressão usada para designar uma situação comovente, que envolve sofrimento ou aflição, podemos dizer que na vida são os acontecimentos complicados, difíceis, bem como algo que nos cause danos, sofrimento e dor.
      Os noticiários nos mostram tragédias porque elas dão retorno financeiro e, assim não conseguimos enxergar um futuro alvissareiro, começando pela mídia que só nos mostra fatos desanimadores, sabemos que existem repórteres que optam por nos mostrar corrupção, guerras, assaltos, mortes, suicídios deixando de lado os acontecimentos bons, que nos rodeiam.
 Há premiação para jornalistas que cobrem grandes catástrofes, grandes tragédias, enfim dramas.
     Existem muitas pessoas que são viciadas em assistir todas as desgraças do mundo, sabem tudo sobre as últimas tragédias, não só na mídia, mas em sua rua, em seu bairro, em sua cidade. Podemos afirmar que as desgraças afetam nossa vida, nossa mente, nossa maneira de viver. Algumas pessoas dizem acompanhar as notícias para saber o que acontece na realidade, porém o que passa na mídia não é a verdadeira realidade e sim parte do acontecido, às vezes a pior parte dela, e acostumados a isso, vamos esquecendo de ver as coisas boas que há ao nosso redor. Assistimos sobre roubos, sequestros, corrupção, suicídio, e tantas outras tragédias, que se torna difícil enxergarmos o lado bom das coisas, e com certeza há um impacto da negatividade em nós.
   O mundo seria muito melhor, sem dúvida se fosse reservado uma grande porcentagem do jornal, dos noticiários para nos mostrar futuras realizações, projetos para a melhoria na educação, na saúde, objetivos alcançados em vários setores, o otimismo e a segurança falariam mais alto e, a sociedade como um todo seria melhor. Deixaria de lado a tristeza, o medo, a insegurança, deixaria os dramas da vida seguirem sozinhos, sem plateia.
     É muito comum ouvirmos: Eu gosto de ouvir desgraças.
    Hélio Couto pesquisador, escritor e palestrante brasileiro, nos dá uma definição muito interessante do que é complexo reptiliano:
″Sentir compaixão pela dor alheia é um sinal de evolução. Isso seria uma função do neórtex. O cérebro reptiliano é o inverso, para ele tudo é comida. ″
Qual a comida preferida pelo cérebro reptiliano?
Ele possui duas emoções básicas: agressão e medo, diretamente responsáveis pela sobrevivência. Podemos melhorar assistindo a bons filmes, boas leituras, ótimas músicas e conviver com pessoas alegres. “Falam por mim os que estavam sujos de tristeza e feroz desgosto de tudo, que entraram no cinema com a aflição de ratos fugindo da vida, são duas horas de anestesia, ouçamos um pouco de música, visitemos no escuro as imagens, e te descobriram e salvaram-se.” Carlos Drummond de Andrade

2 de set de 2018

Más atitudes não devem ser recompensadas


Imagem do Google

     Na fila do supermercado assisti a uma cena triste, um menino de uns quatro anos deu um show, típico de criança mimada, esperneava literalmente, chorava muito alto. O motivo era um brinquedo enorme, a mãe tentava sem sucesso explicar que não tinha como comprá-lo, mas em vão, os gritos aumentavam, ela teve que sair da fila do caixa para tentar acalmá-lo. Passados longos minutos, nada fez ele ficar quieto. Resultado: ele apareceu com o brinquedo, o choro foi embora, a birra passou e tudo ficou bem. O pequeno já aprendeu como conseguir o que deseja, e com certeza já houve outras vezes.
    Conhecemos, sem dúvida muitas pessoas que mesmo agindo com más atitudes são recompensadas, são pessoas que usam de artimanhas e trapaças para conseguir o que querem. É necessário e bom termos objetivos, porém devemos saber que para atingi-los precisamos ir à luta sem pisar em ninguém, sem usarmos meios ardilosos para conseguir o que queremos.  Pessoas ardilosas, são sagazes, atacam sua vítima conhecendo seu ponto fraco, ferindo também a todos que estão por perto. São dissimuladas, sedutoras, são atores perfeitos, fingem ser do bem, mostram-se poderosos fazendo com que sua vítima fique fragilizada pelo medo.
   Percebemos que na maioria das vezes a pessoa de comportamento errado tem consciência de seus erros e vai em frente. Com uma ação errada muitas pessoas são atingidas, na empresa, no escritório, na igreja ou até mesmo na própria família, há sempre uma consequência, apenas as que a sentem podem mensurar o tamanho do estrago tanto físico como psicológico.
    Sabemos que mesmo as crianças não devem ser premiadas pelo seu bom desempenho na escola ou em casa, pois elas precisam saber que é a sua obrigação agir educadamente, ter disciplina, ser honesto e leal. Muitas vezes os pais recompensam seus filhos por eles arrumarem suas camas, ajudarem com algumas tarefas em casa, serem responsáveis. Primeiramente, a criança deve ter a consciência de que também faz parte dessa casa, e pertence a mesma família e que deve contribuir com as tarefas do dia a dia.
    Pais que premiam os filhos constantemente, querem parecer bons, mesmo que seja uma atitude inconsciente, trará aos pequenos, sérios problemas ao longo de sua vida. Não citamos aqui apenas as crianças, pois há muitos adultos que quando não recebem a recompensa esperada agem de forma triste, são incapazes de adiar o recebimento da recompensa, ficam inquietos, não conseguem enfrentar atitudes novas, mostram acesso de raiva e descontrole, mentem, enganam e na maioria das vezes passam por vítimas, sem perceber que magoam, ferem as pessoas com quem convivem, e na maioria das vezes elas próprias fazem a tempestade acontecer, mas quando a chuva vem, perdem-se no lamaçal que criaram.
    Dizem os estudiosos que essas atitudes, nos adultos são reflexos dos tempos de criança, e que quando crescemos devemos aprender a postergar uma recompensa para atingirmos valorosamente os objetivos, sem os acessos de raiva. Isso acontece, infelizmente a pessoa age de forma errada, prejudica a todos que estão ao seu redor, e quando se espera uma solução assertiva por parte de quem tem o poder, há uma decepção, outro erro, acontece a omissão, alguém passa a mão na cabecinha da "pobre criança crescida”, e lá vai ela em busca de novas recompensas.Há pessoas que fazem escândalo com muitas lágrimas,e aí tudo fica bem, porém esquecem que há outras pessoas que sofrem com acesso de sua agressividade e que também choram, será que as lágrimas dos que agem com maldade são mais valiosas?  
O grande dramaturgo da Grécia Antiga já dizia:
       “Falando a verdade, a maioria dos homens prefere, antes parecer, a SER.”
     E assim aparentemente parece mais fácil usar uma máscara para certas ocasiões da vida, porém esquecem que elas têm data de validade, com certeza, um dia, ela cairá e poderemos observar quem realmente está por trás dela. A atuação por detrás da máscara é perfeita, ganha aplausos e assim os atores continuam no caminho da atuação para conseguir mais e mais recompensas.
       Triste vivermos com atitudes ruins sendo consideradas normais.

20 de ago de 2018

O Poder do Fogo



  Ao sentarmos diante da lareira, observando o início do fogo, o estalar da lenha queimando, pequenas fagulhas que se desprendem e vão se espalhando sobre a lenha acendendo outras madeiras, que em seguida levam o fogo a toda lenha, o que faz com que o calor se expanda sem perder nada do seu corpo de chamas, calor e luz. Interessante observar que o fogo vai se avolumando, repartindo sua força com tudo que está à sua frente, a lareira fica repleta de fogo, luz e principalmente calor. Percebemos que ele, doa-se e não diminui ,mas propaga-se mais,e nos dá uma bela lição de compartilhamento, pois existem coisas que quando compartilhamos ficamos sem a parte doada, exemplo: quando temos um copo com refrigerante ao compartilharmos a metade ficaremos com menos líquido, se ao repartimos com alguém uma nota de cem reais,  ofertando-lhe  a metade, ficaremos apenas com cinquenta reais, ao repartirmos o pão também ficaremos sem a parte doada. Assim, poderíamos elencar vários exemplos de partilha e seu resultado, que será sempre menos no sentido real. Menos água, menos refrigerante, menos dinheiro, menos pão. E, quanto ao conhecimento, a cultura, o saber, em suas várias áreas, quando os repassamos, também não os perdemos, a cultura, as muitas habilidades que possuímos, porém fogem da parte física, não têm vida própria sendo assim, diferente do fogo. O fogo é “físico”. Interessante notarmos que o fogo é tão físico quanto o dinheiro, a água, o refrigerante, o pão, porém ele não diminui quando se alastra para todos os lados, podemos dividi-lo quantas vezes quisermos sem o risco de perdê-lo porque, algo acontece de maneira diferente com o fogo,” fenômeno que consiste no desprendimento de calor e luz produzidos pela combustão de um corpo; lume.” O fogo é um ser material, semelhante ao pão, ao refrigerante, e a tudo que podemos definir como um corpo material, mas o que nos deixa reflexivos é que ele pode ser partilhado de muitas maneiras e intensidade,e não diminui.
 Vamos citar alguns exemplos: Se estivermos em uma sala escura, com uma velinha acesa em um canto, a sala toda se iluminará ao acendermos nessa vela, centenas de outras. A luz do fogo se expandirá, mas sem perder nada de seu corpo de luz ou calor, assim apenas somaremos, ganhando mais dessa mesma velinha e haverá mais fogo, mais luz. Aí, está a beleza da doação do fogo. Os cientistas dizem que o fogo surgiu na Terra há 400 milhões de anos. Podemos imaginar uma caverna escura sendo iluminada por várias tochas que foram acesas em um único ponto, ou uma tocha, fogueiras, alimentos cozidos, calor e mais e mais fogo. Produzir e saber controlá-lo foram grandes conquistas da humanidade. Com ele, o ser humano conseguiu afugentar os animais ferozes e não temer mais o frio ou a escuridão. Quando houve o conhecimento do fogo, nos primórdios da humanidade, o homem aprendeu como usá-lo, novos  inventos foram vislumbrados pela humanidade,  houve grande impulso para o desenvolvimento da civilização, e o conhecimento não ficou apenas, em como acender o fogo, mas também o seu poder de além, de acender, iluminar, gerar força, e também, infelizmente de destruir, ele é um elemento primário, mas com grande poder de transformação.
“Somente o Fogo manifesta-se em interação com outros elementos. Esta característica é explicada pelo fato de que ele é a primeira manifestação do elemento primordial que se evidencia como algo que une o universo em um único todo, em patamares mais altos, e em níveis próximos ao nosso mundo, se manifesta como fonte da vida.”
Podemos dizer que o fogo é solidário, nos doa seu calor, sua chama, sua luz e continua forte.

6 de ago de 2018

Empatia


  Empatia é a habilidade mais importante que devemos praticar.
A palavra empatia se originou da fusão de duas palavras gregas, com seus respectivos significados:
-in – para dentro;
-pathos – sentimento.
“É muito comum ver as pessoas confundirem empatia com simpatia. Simpatia tem o mesmo radical de empatia (o termo grego pathos), mas difere pelo início sym que significa união.” Batson (1997) cita uma variedade de pesquisas que sustentam a afirmação de que a preocupação empática evoca motivação altruísta. O altruísmo é compreendido como “a ajuda com intenção de auxiliar outra pessoa sem expectativa de qualquer compensação (senão o bom sentimento resultante)”                         
   A empatia é a capacidade de enxergar-se, sentir-se no lugar de outra pessoa, com vontade de compreendê-la, sem julgá-la em nada. Já a simpatia está relacionada com o sentir a emoção junto de alguém. Como sua origem grega prenuncia, simpatia é a união dos sentimentos.
Podemos afirmar que empatia é sentir a dor do outro, projetar-se nele e, em suas emoções. Apenas pela empatia podemos sentir as emoções do outro. Neste mundo egoísta, é fácil ‘fechar a porta das ternas compaixões’ e desconsiderar as necessidades dos outros.
Podemos afirmar que um exemplo puro de empatia começa com nossos filhos, sentimos cada dor junto ao filhinho que chora, nos colocamos no lugar dele, seja em que idade for, a dor, angústia ou outro problema, vivemos e sentimos juntos.
Às vezes, conhecendo e amando o nosso próximo não temos a habilidade de sentir a aflição do nosso irmão, e ajudá-lo a aliviar a sua dor. Quando nossa habilidade de sentirmos empatia é bem desenvolvida o nosso sentimento de compaixão é elevado. Jesus viveu a empatia com todos nós, sentiu a dor de cada um. Em um trecho do evangelho, quando houve a partilha dos pães, Jesus preocupou-se com a multidão que ali se reunia, o que eles iriam comer, pois na época a fome também aniquilava o povo, preocupou-se não apenas com a fome física, mas também com a fome do espírito. O menino que trazia em sua cesta cinco pães de cevada e dois peixes, poderia ter se negado a dar o seu farnel, pois cada um deveria ter pensado em trazer o seu alimento, mas ele o ofertou para que Jesus fizesse a distribuição.
Atualmente, sofremos com a fome que assola os pobres, não tanto pela falta de dinheiro, mas pela má distribuição e muito mais com o desperdício, precisamos nos colocar no lugar de quem tem fome, pois
quando formos inteiramente capazes de nos colocar no lugar do outro, sentir a dor dele, quase que literalmente, poderemos afirmar que temos compaixão. O apóstolo Paulo recomendou-nos ‘a se alegrar com os que se alegram; chorar com os que choram’. E acrescentou: “Tende a mesma mentalidade para com os outros como para com vós mesmos.”
O mundo seria melhor se as pessoas fossem empáticas, pois elas aceitariam  o outro como ele é, sendo assim não teriam  preconceito de espécie alguma, porque colocando-se no lugar do outro sentiriam  a mesma angústia, e o  entendimento geral de tudo que acontece ao nosso redor seria tranquilamente aceitável, pois  a partir do momento que você começa a praticar a empatia, verá rapidamente os benefícios provocados por ela.
Certamente, há poucas pessoas que nascem com a empatia desenvolvida, porém para os demais, há possibilidades de reforçar essa habilidade tão proclamada.   A empatia é uma das qualidades do ser humano ligadas à inteligência emocional e pode, portanto, ser desenvolvida.
Numerosos estudos apontam a importância de exercermos a empatia, pois essa habilidade nos auxilia em todos os processos da vida e desiquilíbrios sociais. É de extrema importância podermos contar com alguém, podermos depositar tudo que atinge nossa alma, nossa estrutura emocional, a qual nos leva a perdermos a capacidade e o equilíbrio da paz.
“Segundo Titchener, assim como para Lipps, ter empatia é perceber através de uma imitação interna o que sente o outro. Somente através da empatia pode se penetrar na consciência do outro.”
“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro, e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.    Carl Rogers.                                                                                                                       

Façamos a diferença

      Segundo Mahatma Gandhi precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo e nas pessoas. Para que isso aconteça é preciso termo...