11 de set de 2019

Criança diz sempre a verdade




    Fui convidada por minha amiga para a festa de aniversário da netinha dela, podemos afirmar,festa de criança exige muito serviço, muita dedicação,estava tudo sendo preparado no salão de festas do prédio onde minha amiga mora. O corre-corre estava longe de parar.
  Havia muito parentes,os priminhos da menina já estavam aguardando o momento da festa, havia muita gente cuidando para que os pequenos não sofressem nenhum acidente, e muitos estavam brincando na piscina,trabalho dobrado para todos.
   Minha amiga percebeu que sua netinha estava tendo um desentendimento com o irmãozinho menor que ela, e a menina é osso duro de roer, não deixa nada passar em branco, e ela sabia que não iria demorar muito para o tumulto se instalar em todo o ambiente. A discussão dos dois pequenos era devido a escolha de algum brinquedo, ela queria dar a última palavra, isso significava que a decisão seria dela. O irmãozinho também queria ter seu quinhão de razão, e as vozes já estavam alteradas.
    Minha amiga usando a sua psicologia chamou a netinha, e a convidou para ir junto ao quarto ajudá-la a escolher uma roupa, como a menina não se interessou, continuou insistindo e disse:
- Venha Eduarda, com a vovó,vou deixar você usar meus cremes.
Nem precisou terminar a frase,a menina já estava agarrada à sua mão.
-Vamos vovó!
  As duas foram caminhando lentamente,parecia que a vovó da pequena estava pensando em alguma solução rápida para que a garotinha esquecesse o tal brinquedo.
 A avó, pegou algumas roupas e foi espalhando sobre a cama, enquanto a menina estava abrindo os potes de creme, que eram os preferidos da minha amiga.
Para tirar a atenção dela, dos potes de creme, disse:
- Querida, você acha que a vovó está gorda?
-O que acha desta roupa em mim, hein?
A netinha fixou os olhos na vovó, colocou as mãozinhas na cintura e respondeu:
- Foi aquele meu primo,intrometido que falou isso de você?
Aí, parece que os ânimos se exaltaram,minha amiga ficou sem reação, se refez, tomou fôlego e respondeu que não, que seu primo nada tinha a ver com a sua pergunta,e disse:-quero saber a sua opinião, pois você sabe que gosto muito de comer docinhos e sou gulosa nas festas,e quero a sua ajuda, pois se me acha gorda não vou comer muito.
Mais calma, mas ainda com as mãozinhas na cintura, a pequena respondeu:
- Ah! Está bem,então o que você quer saber,vovó?
-Se estou gorda,minha querida.
A menina olhou bem para ela e disse:
-Você já é vovó,então não tem problema,pois as avós trocam de pele.
Minha amiga, teve que se sentar para segurar a sua estrondosa gargalhada,e pensou:- estou mudando de pele, posso comer tudo que quiser.
Ficaram mais um tempo na conversa e deu tempo de rir muito.
Chamaram-nas para a festa,todos já estavam ao redor da grande e bela mesa.
Minha amiga estava rindo sozinha,e disse-me:
-Você, não pode comer docinhos,depois te conto o porquê,e riu muito.
Durante o café,os convidados adultos ficaram perto para poderem conversar.
Aí, minha amiga,contou-nos a história hilária,no momento que ela falou que avós podem comer doces e podem engordar porque trocam a pele, as gargalhadas foram estupendas. Em seguida pediu a todos que já eram avós que levantassem a mão, e todos o fizeram, menos eu.
Então ela complementou:
-Todos podem comer de tudo,inclusive muitos doces,pois nada fará mal,se somos avós vamos trocar de pele. Muitas risadas.
Apontou o dedo para mim,e rindo muito disse-me:
- Amiga, você não é avó,por isso, se comer muito e provar os docinhos vai engordar e não trocará a pele, e gargalhou,e continuou, está escrito na grande sabedoria infantil,da minha amada neta,quem não é avó não troca de pele.
Mas mesmo assim eu comi muitos doces,e sem culpa alguma.

20 de ago de 2019

Rir e chorar

Imagem do Google



     Ontem ganhei o dia, como se costuma dizer quando algo bom nos acontece.
  Conheci a dona Jandira,uma senhora robusta que trabalha como diarista.
  Ela estava muito exaltada, e contava a sua rotina a uma senhora que estava no ponto de ônibus. Dizia que levantava todos os dias às 5h da manhã, preparava o café para os dois filhos, tomava um gole rapidamente e corria para pegar o ônibus. Ela precisava pegar duas conduções para chegar ao trabalho, às vezes atrasava, pois dependia da vontade do motorista em parar, pois se o carro estava lotado nem fazia questão, aí precisava ficar esperando o próximo, sua patroa não se zangava, pois sabia da situação de sua funcionária.
  Naquele finalzinho de tarde, dona Jandira estava se superando na raiva. Disse que saíra um pouco antes porque precisava chegar em casa mais cedo para ir à missa de sétimo dia de sua prima Zina, que falecera em um acidente, quando estava voltando de bicicleta para casa, e foi jogada longe por um motoqueiro. A história era triste, mas ouvindo-a contar parecia uma narrativa cômica.
  E, bem neste dia a sua condução estava muito atrasada. Ela falava e estava esbaforida, era até engraçado vê-la falando, gesticulando e gritando. Parecia que todos ali, tinham culpa pelo atraso do ônibus.
  Ela carregava duas sacolinhas de mercado, uma blusa, uma sombrinha e sua bolsa. Dizia estar cansada por passar todos os dias pela mesma situação, e assim andava de um lado para o outro, abanando as sacolinhas.
De repente, vi que um ônibus se aproximava e todos que estavam na fila foram em sua direção, foram segundos, e ele se foi, neste instante ela gritou feito doida, falou coisas impróprias para descrevê-las, ela havia ficado falando suas tristezas e não percebeu que sua condução chegara e partira rapidamente.
  Ficou transtornada, parecia que o mundo estava desabando, eu de longe observando aquele alvoroço.
-Pensei- Tomara que não sobre para mim.
Quando terminei meu pensamento ela veio, aproximou-se de onde eu estava e lançou suas barbaridades sobre mim. A princípio não disse nada, fingi que estava lendo. Ela mostrava sua falta de educação, e, eu não tinha como retrucá-la. Fiquei sem graça, pois as pessoas que passavam pensavam que ela estava brigando comigo.
Resolvi me afastar e fui a uma lanchonete, que ficava próxima, tomar um suco.
    A fila estava se formando novamente para o próximo ônibus, e ela continuava xingando sem cessar. O pessoal que foi chegando estava meio arredio, pois não entendia o motivo de tanta gritaria.
  Dona Jandira sempre foi reclamona, diziam alguns que já a conheciam, mas nesta tarde estava irreconhecível.
 Começou a falar com todos que estavam na fila, sem receber resposta foi andando até o final da fila e dizia:
-Desta vez, ninguém me fará perder o meu ônibus, pois tenho que rezar pela minha prima que morreu,pobre da Zina, e, eu aqui atrasada para a missa.
Todos da fila estavam visivelmente cansados e sequer davam atenção a ela, estavam sim, querendo chegar em casa o mais rápido possível.
 O pior que eu observei que ela não estava na fila, e a cada minuto aumentava, todos cuidando do seu lugar para entrar no ônibus.
  De repente, ela como se acordasse com a situação da fila, percebeu que não estava em nenhum lugar, sendo assim ela ficaria em último lugar o que provavelmente a faria ter que esperar pelo próximo ônibus, porque com certeza, havia muita gente para embarcar neste.
Ela ficou histérica, andava de frente para trás procurando onde pudesse “furar “a fila, mas ninguém deu abertura para ela.
Fiquei apenas observando, estava curiosa para ver o que ela iria fazer.
Percebi que o ônibus se aproximava e, ela estava fazendo o máximo esforço para embarcar neste.
O ônibus parou e todos foram entrando rapidamente, quando ela viu que a chance de entrar estava acabando, deu um pulo, a porta se fechou, mas coitada, a sua sombrinha ficou imprensada na porta, ela ficou com o cabo nas mãos e o restante ficou para fora. Com o vento ela se abriu como um paraquedas, e todos gritavam:
-Dona, olha a sombrinha!

27 de jul de 2019

A Influência da Leitura

Foto do Google


      O sol ainda não havia surgido e a pequena Laura já estava em pé, morava no bairro e estudava no centro da cidade, não havia meios de transporte para levá-la, sabia do seu compromisso e levantava cedo, preparava o seu café, pegava seu material escolar, tudo pronto na noite anterior, era muito responsável, os pais não precisavam cuidar do seu horário. Ela corria esperar as coleguinhas que passavam para irem juntas, eram em cinco, iam pela linha do trem até perto da escola. Naquela época a Maria Fumaça ainda era a senhora dos trilhos.
    As meninas não tinham medo de tempo feio, nem a chuva fazia com que elas perdessem a vontade de estudar, iam com suas galochas sobre a conga, pois não havia tênis ainda, capas de chuva e assim chegavam sem quaisquer resquícios da chuva.
 A biblioteca da escola era excelente, havia muitas coleções, muitos volumes.Laura se destacava nas leituras, pois em pouco tempo havia lido a maioria dos livros da Coleção Vaga-Lume.
    Um dos primeiros da coleção foi "Éramos Seis", da autora Maria José Dupré,a bibliotecária admirava a constância com que a menina relia essa obra, ela conseguia ler quase que um por semana, era uma leitora admirável. Quando ela leu a obra” Sozinha no Mundo”, do autor Marcos Rey,ficou extasiada, a cada intervalo de aula ela vinha comentar o que tinha lido sobre a menina Pimpa, personagem da história, e que estava desprotegida sem a mãe.
   O reboliço cultural aconteceu quando ela estava lendo “O Escaravelho do Diabo”, da autora Lúcia Machado de Almeida, quis pesquisar em vários livros para ter a certeza de que um simples besouro,inseto que ela gostava, estava envolvido em uma trama tão sórdida. Laura era assim mesmo, cheia de sonhos e a leitura a fazia viver em outros mundos.
   Em casa, a menina tinha muitas tarefas para fazer, e ainda auxiliava a mãe no serviço da casa, fazia tudo com muito cuidado, e a mãe a ensinava tudo que era necessário para ela saber se defender na vida. À noite, Laura tinha um bom tempo para ler, porém havia horário para dormir, pois sabia que levantar cedo era difícil, e quando o inverno chegava, na região sul, o frio era sempre rigoroso. Tinha bons agasalhos, mesmo assim, o ar gelado transpassava a roupa,e ao caminhar sentia o gelo quebrando sob seus pés, mas tudo era vencido com alegria. As cinco meninas estavam sempre dispostas e caminhavam muito.
    Na escola, era muito estudiosa,estava sempre em dia com as tarefas e suas notas eram excelentes.
Escrevia muito bem, criava belas estórias, burilava as palavras de uma maneira tão especial que as transformava em poesia. Havia uma professora que a chamava de “minha tracinha de livros”, penso que não existe o diminutivo desse inseto, traça, mas ficou mais carinhoso, pois ela comia livros.
O último livro que Laura leu enquanto estudava naquela escola foi, “O Mistério da Ilha Perdida”, ela chegou a organizar um teatro com o grupo de amigas. Foi um sucesso, o tempo de estudante dela foi como uma história sem fim.
 Seguiu os estudos e fez cursos para trabalhar em bibliotecas.
      Hoje, Laura trabalha como bibliotecária e escreve livros.

10 de jul de 2019

Recordações que nos fazem chorar




     Na tarde de ontem uma senhora, a qual já é minha freguesa de roupas, que doo a ela e aos filhos, veio saber se eu tinha mais alguma peça, pois ela, às vezes consegue vender algumas para juntar um dinheirinho a mais.
 A filha adolescente veio junto, uma menina muito bonita que se bem cuidada seria uma princesa. Ela me contou que no final de semana haveria uma festa no salão do colégio para uma confraternização da turma, porque os alunos iriam para outros colégios e outros ficariam sem estudar.
Percebi que ela estava querendo me dizer mais com a sua história, e por isso lhe perguntei:-
     -E você está animada com a festa?
Ela ergueu seus lindo olhos cor de mel, e me respondeu:
    - Eu gostaria muito de ir, mas nem sapatos eu tenho, pois a mãe só compra tênis, que serve para a escola e outros lugares, mas para uma festa não. As meninas estão se preparando há muito tempo, por isso, nem penso mais no assunto.
   Olhei para a mãe dela, que estava de cabeça baixa, estava com vergonha do que a filha me contou. Acabei ficando sem graça e lhe disse que iria tentar ajudar, pedi a ela que passasse em minha casa no dia seguinte.
    Fiz o impossível para conseguir algumas roupas e sapatos, como não tenho filhos adolescentes, procurei uma amiga que tem duas meninas da mesma idade dela. Minha amiga ouviu a história e se comoveu, assim como eu. Acabei trazendo muitas roupas para a garota.
   Na hora marcada ela chegou em minha casa. Mostrei um lindo sapato, ela vibrou de alegria, aí fomos vendo as roupas. Tudo ficou maravilhoso, então pedi a ela, que no dia da festa viesse pronta para darmos um jeito no cabelo. Assim, no dia da festa ela veio com a mãe, estava mais linda do que eu havia suposto que ficaria. O cabelo um pouco preso para aparecer os brincos. Olhei a imagem dela refletida no espelho e minha mente viajou para uns anos antes, dizem que devemos controlar nossas emoções, mas nem sempre conseguimos, as lágrimas rolaram intensamente sobre o meu rosto, chorei e soluçando pedi desculpas e um tempo para me recompor. Ela me perguntou o porquê do meu choro tão sentido?
E, já mais calma e sem chorar contei a história, que naquele momento voltara em minha memória.
Eu fazia o curso de magistério e a formatura era organizada durante os anos em que fazíamos o curso, havia uma mensalidade para os gastos do dia da formatura, mas nestes gastos não entravam vestido, sapato, acessórios e arrumação de cabelo. A formatura era muito bem planejada, pois é um curso do qual saímos com diploma e já podemos lecionar, depois de quatro anos somos professoras, o curso superior vem após, mas muitas já estão trabalhando em escolas.
  No dia marcado, haveria missa e, em seguida a colação de grau, quando o pai acompanhava a sua filha. E lembro como se fosse hoje, uma colega chorando na porta da igreja, quando ela chegou com o pai, estávamos nos organizando para entrar na igreja em fila, e cada uma acompanhada pelo pai ou pela mãe. Quando ela viu que todas estavam bem arrumadas, e todas calçando sapatos pretos, ela soluçava, as nossas professoras foram tentar ajudar, mas não houve jeito, e nem dava mais tempo para nada, ela e o pai estavam de chinelos de dedo. Estavam bem arrumados, mas não tinham sapatos, quem sabe se ela tivesse nos falado ou confiado em alguma colega, tudo estaria arranjado, mas infelizmente o final foi triste, ela não quis entrar. Recebeu o seu diploma em outro dia, na Escola.
Este fato abalou a todos que ali estavam, jamais esqueci deste dia.
   Quem sabe se ela confiasse e aceitasse que outra pessoa arrumasse o sapato para ela, tudo ficaria bem. Sei que ela se formou e estava lecionando, mas nunca mais a vi. Ainda me dói na alma o que senti naquele dia da minha formatura. Éramos em duas grandes turmas e todas ficaram sabendo do ocorrido e tudo seria diferente se ela tivesse um par de sapatos, foi lamentável.

12 de jun de 2019

O namoro em tempos modernos




     Ouvimos muito “No meu tempo o amor era diferente”, penso que não é o amor, mas a forma de conquistar este amor.
    Mês de junho, dia 12 é quando no Brasil, comemoramos o “Dia dos Namorados”, e, nesta data é comum a presença do romantismo através de flores, jantares, presentes, viagens, nos Estados Unidos e na Europa, o Dia dos Namorados é celebrado em 14 de fevereiro, data também conhecida como Dia de São Valentim (Valentine’s Day).
   No passado, o romantismo estava à frente do prazer, que era vivido em sua totalidade, o que trazia rubor na face, mãos suadas, gaguejo, às vezes, muitos até faziam o papel de bobos, por tanto constrangimento, que precisavam enfrentar diante da família toda. E tudo era bonito, mesmo que tudo fosse estabelecido pelos pais, o namorado precisava expressar seus sentimentos baseado em delicadezas e romantismo, que no namoro atual ficou mais difícil de encontrarmos. E, ainda havia a severa vigilância, por isso, o namoro não demorava muito para chegar ao casamento.
   Atualmente, há mais liberdade no namoro e grande parte do romantismo se perdeu, pois o foco está no prazer, porém não podemos ser radicais, pois ainda existem casais que vivem com uma grande dose de romantismo.
  Podemos lembrar como era o flerte, a troca de olhares, os bilhetinhos, hoje tudo virou xaveco, (gíria) conversa de quem quer conquistar alguém. O namoro no portão de casa, sob os olhares dos pais, as cartas de amor,  (eram estipulados os dias de visita do namorado), as quais supriam a saudade, e tudo isso, foi para as telinhas dos computadores.
  Se voltarmos um pouco mais no tempo, vamos relembrar dos casamentos arranjados pelos pais dos noivos ou namorados, os quais perderam a força quando os jovens começaram a frequentar bailes, casa de amigos, grandes cafés, mas no namoro ainda faltava a privacidade, aí entravam as belas e lindas cartas de amor, que me fez lembrar o filme, “Cartas Para Julieta”, de 2010, assinado pelo cineasta americano Gary Winick que acertou em cheio na comédia romântica.
  Muitas cartas de amor de antigamente, dariam hoje, um excelente filme.
E, também havia os namorados mais ousados, que enfrentavam a noite para com seu violão fazer uma serenata para a amada.
    Em tempos mais distantes, havia códigos entre os jovens, devia ser interessante conhecer os sinais e ficar observando, pois a maioria flertava através de pequenos sinais, mas com imenso significado.  Os sinais entre os homens eram feitos através do cigarro ou mais chique, o charuto, até um passar de dedo na ponta do nariz comunicava, um lenço que era lançado ao chão, um gesto de limpar o suor do rosto, e outros códigos, que davam oportunidades aos casais de se encontrarem às escondidas.  As mulheres se utilizavam de vários tipos de flores, cada uma com um tipo de mensagem: algumas queriam dizer: “Começo a te amar” e “Declaro-me a ti!”, porém só aos homens era dada a permissão da iniciativa. Caso a gravidez acontecesse, a mulher era expulsa da família, ou se a família tinha posses ela viajava, passava um longo período fora, e quando voltava sem o bebê, tudo ficava bem.
    Sempre havia uma pessoa da família, (prima, tia, irmã) que ajudava o casal a marcar encontro, entregar cartas e, quando o namoro dava certo, o rapaz devia ir pedir o consentimento dos pais dela, e daí em diante podiam sair, mas sempre acompanhados, e com horário marcado para a volta. Hoje, no lugar de cartas de amor, os jovens mandam mensagens pelo celular, pedir o número do telefone da menina passou a ser:
-Pode me dar seu WhatsApp, você tem MSN?
Precisamos aprender muito sobre o amor.
Palavras sábias de Clarice Lispector,
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.”
 Que o “DIA dos Namorados”, seja repleto de romantismo a todos os casais, e que a idade não seja empecilho para  dar e receber flores, jantar e até bombons!

1 de jun de 2019

A dor da fome



      Nas reuniões de conselho de classe os professores se reúnem para discutir alguns problemas, possíveis soluções e outros fatos pertinentes, à ocasião da reunião. Todos que sentaram nos bancos escolares, (seja como professor, aluno ou pai), sabem o que é conselho de classe.
    É o momento em que todos os professores têm a chance de comentar seus problemas em relação aos seus alunos e ouvir a opinião de toda a classe docente. O resultado costuma ser satisfatório, pois há muitas soluções, as quais são analisadas e tira-se a melhor escolha.
Lembro-me perfeitamente de um pequeno menino, franzino, vinha a pé, de uma distância considerável, pois se percebia que era de uma família com certas dificuldades, porém de uma educação e meiguice louváveis.
    Neste dia de conselho de classe, o nome dele foi citado, alguns professores que ainda não conheciam a história do pequeno, perguntaram ao grande grupo o que havia de errado com ele, pois era esforçado demais, mas parecia estar sempre cansado querendo dormir na carteira.
    Depois de tantos anos, ainda me vem à memória o rostinho do pequeno menino, eu tinha um carinho especial por ele, meus cuidados eram extremos, parecia que eu o defendia como se fosse a sua mãe. Muitas vezes eu levava a ele um pequeno embrulho, que lhe passava sem que os demais alunos percebessem, eu trazia a ele um lanche, pois soubera por ele que nunca dava tempo de tomar café, tinha que levantar muito cedo para ajudar ao pai com os irmãozinhos, porque sua mãe estava muito doente.
Notava-se nele que passavam por muitas dificuldades, e que a comida era escassa, ele fingia que não dava tempo de se alimentar pela manhã, mas nem café devia haver em sua casa.
  Nas escolas estaduais e municipais é servida merenda a todas as crianças, mas ele ganhou bolsa integral em um colégio particular, onde não se servia merenda. Ele jamais pediu nada, vinha sempre com seu uniforme impecável, material em ordem e lições feitas, após as aulas ele sempre ficava um tempo a mais para aproveitar a biblioteca, e ter paz para fazer seus deveres. Estava sempre sozinho.
   Voltando ao assunto do comentário do professor, percebi que nenhum dos colegas sabia o real motivo dele parecer desmotivado nas aulas. Ele tem fome, falei a todos que eu sabia um pouco da história triste dele, os meus colegas sentiram na alma o problema. O que fazer para resolver? Nosso diretor, como sempre bom de coração disse:
-Todos os dias ele deve tomar café aqui, no colégio, serviremos uma boa refeição para ele começar bem, o dia de estudo.
    O menino foi avisado em particular, para não melindrar seu coração, foi lhe dito que como a mãe estava doente, e o pai sem tempo para fazer seu café, ele poderia fazer a primeira refeição no colégio, assim que ele chegasse, antes do início de todas as aulas, ele deveria tomar seu café. Confesso que a mudança foi extraordinária, ele parecia ser outro menino, cheio de vida. Pudemos ir mais além, pois como ele ficava aguardando a biblioteca abrir, começou a almoçar lá também.
   E assim, passaram-se os anos, o pequeno menino já adolescente continuava fazendo suas refeições no colégio, nunca lhe foi perguntado se ainda precisava comer ali, mas era óbvio que tudo lhe fazia bem.
O tempo não perdoa ninguém e passou rápido, ele se formou e nunca mais soube dele.
   Certa noite, eu estava em um evento, e ao meu lado uma jovem começou a falar comigo, perguntando se eu era a professora do tal colégio.
   Como encontramos nossos ex-alunos em todos os lugares, sem reconhecê-la perguntei se ela havia sido minha aluna. Ela me respondeu que não, mas seu noivo sim, e sempre falava sobre mim para ela. Fiquei surpresa e curiosa, queria saber quem era ele.
Quando me contou, veio-me à lembrança o meu pequeno aluno. Ela me falou que ele terminou o ensino superior, e continuava fazendo cursos específicos à sua profissão. Senti que fizera a diferença na vida daquele pequeno menino, e que hoje é um homem realizando seus sonhos.
Que Deus o abençoe!

14 de mai de 2019

Homenagem às Mães,

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     Sabemos e ouvimos falar que todos os dias são e devem ser dedicados às Mães.Há tanta coisa bonita a ser dita, porém tudo se torna redundante, porque todos os poetas já proclamaram em verso e prosa o nome "Mãe". Palavras bonitas,versos rimados, mas será que em algum poema veremos registrado o dia em que a mamãe ficou sem almoçar porque o bebê chorou muito,a dor era grande e, ela chorou também,ou será que em algum lugar encontraremos a mamãe escondendo as lágrimas, para manter-se firme diante de uma posição tomada?
Na obra'Amor,Silêncios e Tempestades'de José Luís Nunes Martins,achei extremamente interessante esta citação:
   “Ser mãe é receber em si um ser que lhe vem de fora e acolhê-lo em vista de um futuro que pressente,mas que,de maneira nenhuma, sabe explicar.Ser mãe é,antes de mais, aceitar.Tudo.Tudo.
“É aceitar em si um outro  ser para o qual ela se torna o mundo: gerando-o, alimentando-o, comendo, bebendo e respirando com ele... ele dentro de si, ela em volta dele.”
“É deixar esse outro ir embora e voltar a recebê-lo em cada dia, quando ele volta, quando ele se revolta e,também, quando ele não volta.”
      E assim,quando nos perguntarem:
-Quem é aquela mulher ajoelhada aos pés da cruz de Jesus?
-É uma Mãe que pede pelo seu filhinho que nasceu com paralisia cerebral.
-Quem é aquela mulher com as mãos sujas de barro aos pés do morro?
-É uma Mãe que procura pelo seu filho,sob os escombros do deslizamento, após as chuvas.
-Quem é aquela mulher correndo pela rua, em meio à multidão?
-para pegar seu filho,na creche do bairro.
-Quem é aquela mulher,sentada à beira da estrada?
-É uma Mãe cansada do trabalho da roça,e que ainda vai trabalhar em casa.
-Quem é aquela mulher chorando,à porta do hospital?
-É uma Mãe que precisa que seu filho seja atendido pelo médico,mas não há vaga no hospital.
-Quem é aquela mulher desesperada contando moedas?
-É uma Mãe que conta seu dinheiro para saber quantos pãezinhos poderá comprar para seus filhos,com o que ganhou com seu trabalho,na feira.
-Quem é aquela mulher atrapalhando a fila, no mercado?
É uma Mãe que está devolvendo mercadorias, porque seu dinheiro é pouco para pagar.
-Quem é aquela mulher,à porta do colégio, olhando o relógio?
-É uma Mãe que espera que seu filho se adapte ao primeiro dia de aula, para poder deixá-lo e ir trabalhar
-Quem é aquela mulher,de salto alto,às pressas pela calçada?
-É uma Mãe, advogada que vai enfrentar mais uma difícil jornada de seu trabalho,com a justiça.
-Quem é aquela mulher carregada de livros que caminha apressada?
-É uma Mãe professora,que está indo cumprir mais uma jornada de trabalho,em outra Unidade Escolar.
-Quem é aquela mulher com vassoura,na rua?
-É uma Mãe gari,que faz seu trabalho na limpeza da cidade.
-Quem é aquela mulher que está aguardando em frente à loja?
-É uma mãe que trabalha como balconista para auxiliar na renda de casa.
-Quem é aquela mulher de boné com baldes e pás?
-É uma Mãe servente de pedreiro,e também é chefe de família.
-Quem é aquela mulher maravilhosa,de braços abertos querendo abraçar a todos nós,como se fôssemos seus filhos?
-Aquela é Maria,a Mãe de Jesus e nossa Mãe, foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Mestre Divino,e Ele quando na cruz disse a todos nós:
    - Eis aí,sua Mãe!
      Maria,Mãe de Jesus e nossa Mãe.
       Maria Santíssima,nossa Mãe espiritual.
      Que o Mestre Divino abençoe a todas as mães!

29 de abr de 2019

Abandono digital




   A expressão “orfandade digital” sempre me causou estranheza e espanto, porque é algo que existe,mas está longe da vida de muitas pessoas, que não possuem mais crianças em casa, mas sabemos que ela existe. A negligência parental é o ato de omissão dos pais quando se descuidam da segurança de seus filhos diante do ambiente cibernético, esquecendo-se do risco que correm com os efeitos nocivos da mesma.Pais ausentes ortogam às mídias o poder de cuidar e divertir seus filhos.Iniciei este assunto devido a este acontecimento,eu estava fazendo uma pequena caminhada, percebi à frente um senhor que caminhava devagar, notei que a causa da lentidão era o celular,ele estava focado na telinha,nada seria espantoso se o que presenciei não fosse real,a uns passos atrás dele caminhava um garotinho, que não parecia ter mais que três anos, puxava por um barbante,um carrinho. Diminui meu passo e comecei a observar a cena, incrível,mas o senhor,que parecia ser o avô,sequer olhava para trás para verificar o pequeno.
   Consciente ou inconscientemente comecei a cuidar da criança,ao mesmo tempo indignada com a atitude do homem. Um pouco distante seguia os movimentos do pequeno,que a cada passo parava para arrumar sua preciosa carga de pequenas pedras na carroceria do seu carrinho. Percebi que o suposto avô se distanciava e o pequeno ao querer alcançá-lo perdia as pedras da sua caçamba, porque ao correr ela tombava assim, ele ficava sentadinho no asfalto arrumando tudo novamente. Eu já nem estava caminhando, mas seguindo ao lado do garotinho.
Aproximei-me do menino e perguntei:
- Você quer ajuda para juntar suas pedrinhas?
Ele rapidamente ergueu a cabeça e respondeu:
-Quero sim, pois meu avô foi embora, está longe.
Eu já havia percebido que o avô esquecera de que estava com o netinho. Minha indignação cresceu a tal ponto que não conseguiria mensurá-la.Ajudei-o a arrumar tudo e percebi que se ele fosse caminhar puxando o carrinho, jamais iria se aproximar do avô.
Fiz a ele uma proposta:
-Levo seu carrinho em minhas mãos, assim poderemos caminhar mais rápido e alcançá-lo.
Ele aceitou e,assim fizemos. Fiquei um tempo apenas pensando,onde estava a responsabilidade daquele avô?
Patrícia Peck Pinheiro, fala em seu artigo:
“Os pais têm responsabilidade civil de vigiar os filhos”, designadamente quando “a internet é a rua da sociedade atual”, implicando reconhecer que quanto maior a interatividade da web e o acesso às novas tecnologias, “maior a necessidade de educação”.
Neste caso há uma inversão a criança sem internet, estava correndo risco.
Voltando ao pequeno, percebi que ele estava cansado e sem condições de continuar a caminhada atrás do desalmado avô. A distância entre nós era razoável, mas para o menino era gigantesca.
Resolvi que precisava carregá-lo, olhei para ele e disse-lhe:
-Quer um colinho?
Ele abriu os bracinhos e sem pestanejar deixou-se erguer nos meus braços, pedi a ele para jogarmos fora a carga de pedras para que ele carregasse o seu caminhão. Tudo certo, seguimos a caminhada.
A conversa foi trivial, me contou sobre o cachorrinho, contou que sempre o avô o levava para passear, eu logo fiquei imaginando os passeios dele com seu avô. Disse-me que seu nome era Caquinho, logo percebi que era o seu apelido, mostrou-me com os dedinhos que tinha quatro aninhos, e assim fomos levando nossa conversa.
A minha surpresa foi muito grande quando distingui ao longe a silhueta do avô voltando, passos tão rápidos que parecia estar correndo. Percebi que ele não identificou seu neto nos meus braços, ele procurava por ele ao longe, ainda bem que estávamos na pista própria para caminhada o que salvou o menino de algum acidente.
Eu parei e fiquei esperando, bem próximo de nós, ele reconheceu o garoto.
Chamou por ele com a voz embargada, a inocência da criança não o deixou reclamar de nada, mas contou com alegria tudo que passamos juntos.
Eu estava preparada para despejar meus impropérios contra aquele cavalheiro.
No entanto, percebi que não mais havia necessidade, pois ele se agarrou ao netinho, e chorando pediu desculpas a ele e a mim.
Frase islâmica:
“O homem apega-se ao transitório e negligencia o eterno”.

16 de abr de 2019

Nostalgia e a saudade

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      Nostalgia termo muito usado,mas que muitas vezes lhe damos outro valor descreve muito bem o sentimento de saudade,ligado a um grande desejo de voltar àquele passado,impulsionado por lembranças de momentos felizes e, ou antigos relacionamentos. Associamos o sentimento de nostalgia ao som de uma música do passado,exalamos cheiros,sentimos sabores que nos remetem a momentos que vivemos no pretérito, às vezes fatos irreais, devaneios, que podem acontecer por um mal estar, uma doença, problemas na família,no trabalho ou em relacionamento. Nostalgia difere muito do sentimento de melancolia.
Bem explicado na frase de Carlos Heitor Cony:
“Nostalgia é saudade do que vivi, melancolia é saudade do que não vivi.”
  Podemos dizer que a nostalgia é uma emoção boa,pois nos permite voltar e relembrar os bons tempos que tivemos na infância,juventude,tempo com os filhos,tempo de algo bom que nos fez sentir a felicidade.
  "A nostalgia é uma sensação que se debate entre a tristeza e a plenitude,tristeza pelo que já não existe, já findou, plenitude ao reviver a lembrança do que foi. A palavra vem do grego e significa algo como “dor pela volta para casa”.
“A nostalgia é a pena por se sentir ausente.” Ela já foi considerada uma condição médica no início da Era Moderna por ser associada à melancolia.
   Embora a palavra nostalgia seja de uso comum, ela foi inventada pelo médico Johannes Hofer em 1688. Em sua tese de doutorado, ele analisou os casos de um estudante e um empregado com graves problemas de saúde.
Os dois chegaram a agonizar, mas por diversas razões,cada um foi levado para sua casa para morrer junto com sua família. Milagrosamente ambos melhoraram.
Naqueles tempos,a nostalgia foi considerada um sintoma grave.Se um soldado apresentasse esse sentimento, imediatamente era enviado para casa, o mesmo acontecia com os marinheiros.
   Nas palavras de Milan Kundera,a nostalgia tem uma palavra prima: a saudade.
   Quando sentimos que estamos nostálgicos,significa que estamos lembrando, revivendo momentos que passamos em algum dia de nossa vida,seja o tempo que for,pois ela nos faz bem ao nos dar o poder de experimentarmos novamente através das lembranças, que estão guardadas na memória,e o que está registrado em nosso coração.
  Li esta história sobre o tema, achei-a extremamente interessante e resolvi transcrevê-la, pois nos esclarece que sermos nostálgicos nos deixa mais criativos.
    Uma universidade norte-americana fez uma experiência com 175 participantes. Todos deveriam criar uma história com base em uma lembrança que lhes produzisse nostalgia.
  A história devia incluir uma princesa, um gato, um carro de corrida, ou começar com a frase: “Uma fria manhã de inverno, um homem e uma mulher se espantaram pelo som de um alarme que vinha de uma casa próxima”.
   O resultado foi que todos aqueles que conseguiram evocar um evento nostálgico com maior clareza obtiveram uma pontuação significativamente superior a daqueles que não conseguiram trazer para a memória, um evento que lhes gerasse grande nostalgia. Os pesquisadores concluíram que a nostalgia favorece a criatividade. Isso se deve ao fato de que ela desata sentimentos de segurança, pertencimento e significado, o que constitui um excelente apoio para dar lugar à imaginação.
Quantas vezes nos colocamos a imaginar momentos bons, conversas interessantes,sucesso na vida,e isso nos leva ao devaneio nostálgico.
Segundo Virgínia Wolff:
“Só posso notar que o passado é belo porque a gente nunca compreende uma emoção no seu momento. Ela se expande mais tarde e, portanto, não temos emoções completas em relação ao presente, só em relação ao passado.”

2 de abr de 2019

Pessoas abnegadas

Foto do GOOGLE


      Abnegação significa abrir mão dos interesses próprios em detrimento dos interesses de outros, exemplo de abnegação que experimentamos é nosso amor de pais pelos nossos filhos, quando muitas das vezes abrimos mão de confortos e até de necessidades para suprir as deles, abnegação  é “abrir mão”, “renunciar”.Segundo Carlos Bernardo González Pecotche:
“Do amor verdadeiro nunca estão ausentes a abnegação e o sacrifício.” E Jesus é o nosso maior exemplo de altruísmo e abnegação.
  Pessoas que trabalham pelo bem de outras colocando,às vezes em risco, a própria vida, são as que já ascenderam no caminho do bem, pois a pessoa abnegada nega as suas próprias necessidades e se volta para atender as necessidades dos outros. Assim como em (Coríntios 13.5):
 "Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal".
  Temos grandes exemplos de pessoas abnegadas, muitos nomes que fizeram e fazem a diferença na vida de muitas pessoas. Podemos citar a catástrofe de Brumadinho, o rompimento da barragem em 25 de janeiro de 2019, que resultou em um dos maiores desastres com rejeitos de mineração no Brasil. A barragem de rejeitos classificada como de "baixo risco" e "alto potencial de danos", a 65 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Provocando muito sofrimento ao ser humano, deixando-os em agonia. Há inúmeras tragédias que assolaram muitas pessoas, deixando-as na destruição total.
   Em meio a tanta aflição existem as pessoas altruístas, abnegadas, e entre muitas estão os verdadeiros heróis, os bombeiros, hoje conhecidos como: OS HERÓIS DE BRUMADINHO, que se deslocaram para o local do acidente, e esqueceram-se de suas vidas, entregando-se ao trabalho para ajudar a todos, que mesmo sem conhecê-los não mediram esforços para auxiliá-los.
   Eles são pessoas instruídas, que sabem que a causa do desastre foi o descaso e porque não afirmar que foi a ganância de algumas pessoas, mas ao invés de ficarem com raiva, indignados, submeteram-se  colocando em risco as suas vidas, colocando   seu corpo no meio da podridão, confrontando-se com cenas traumáticas de morte e desespero, para levar um pouco de conforto aos outros, desconhecidos seus, e estas pessoas não se acham especiais ou extraordinárias. São apenas pessoas normais, fazendo o que acham ser o certo a fazer e que não param, pois continuam em outros lugares onde ocorrem catástrofes, possuem quem sabe um grau mais elevado de empatia, a qual está profundamente ligada à abnegação, que os ajuda a compreender a dor e o sofrimento das pessoas ao seu redor, incentivando-os a encontrar mecanismos que façam com que possam ajudá-las de maneira mais assertiva e efetiva.
   São atos semelhantes de pessoas abnegadas que auxiliam na transformação das pessoas e do mundo no qual vivemos. Há muitos heróis na nossa história, mas hoje os aplausos vão para os Bombeiros de Brumadinho. O trabalho foi tão grandioso que ganhou um poema da menina Helena Silva, que foi declamado pelos integrantes da corporação, cada militar fardado ficou responsável por uma estrofe do poema:

  Os Heróis de Brumadinho
Tanta lama
Tanta destruição
No meio de tanto verde
Só ficou poluição

Tristeza é o que todos tem sentido
Mas com a ajuda dos bombeiros
Tudo vem sendo resolvido

Dia e noite eles trabalham
Procurando vítimas
Ajudando famílias
Que esperam por notícias

Ser bombeiro não deve ser fácil
Precisa de força
E muito trabalho

Até para os bombeiros
Existem pessoas boas
Que valorizam seu trabalho
E lavam suas roupas

Os bombeiros são pessoas como nós
Mas salvam muitas vidas
E são realmente verdadeiros HERÓIS


Admiro os heróis abnegados!

Criança diz sempre a verdade

     Fui convidada por minha amiga para a festa de aniversário da netinha dela, podemos afirmar,festa de criança exige muito serviç...