4 de dez. de 2019

Campanha do bem

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     Interessante,mas não estranho,as grandes campanhas de solidariedade para auxiliar irmãos menos favorecidos.
O número de pessoas que estão sendo beneficiadas vem crescendo,e não apenas em nossas cidades,mas em outros lugares.
   E hoje há a consciência de que quando somos solidários, os primeiros beneficiados somos nós.
Claro que ainda existe muita falcatrua ao que se refere a campanhas solidárias, mas penso que podemos afirmar, que a maioria age com honestidade.Devemos sim, ficarmos atentos a quem nos pede ajuda.
Atendi a um menino com 8 anos, estava vendendo uma rifa, muito educado me ofereceu um número,estava indo de porta em porta.
Fiz-lhe diversas perguntas,as quais ele respondeu sem pestanejar, parecia ter decorado o texto, fiquei ouvindo,e pensando na boa oratória do garoto.
Curiosa, antes de ver o papel perguntei o preço e o que era o prêmio.
Mais que depressa ele respondeu:
-Dois e cinquenta cada número, e o prêmio é uma ovelha (viva).
Eu muito admirada, falei -ah! viva?
  -Sim, pois quem ganhar não precisa matá-la pode continuar a criá-la, foi o senhor Jonas que tem criação de ovelhas que nos deu para a rifa.
Comecei a simpatizar com aquele menino tão decidido, e perguntei para que seria o dinheiro da rifa?
  -Tenho um amigo, que estuda na minha sala, mas agora está só no hospital, e precisa de um grande tratamento e também para ajudá-lo nas  viagens, que faz para fora da cidade onde faz outros tipos de tratamento, ele tem as plaquetas muito baixas “plaquetopenia se caracteriza por qualquer distúrbio em que há uma quantidade anormalmente baixa de plaquetas no sangue, que são as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Por isso, as plaquetas baixas podem estar associadas a sangramentos anormais e qualquer batida ele sangra muito.” A família dele não tem condições de custear tudo e por tanto tempo, assim tive esta ideia, que dividi com meus amigos, e agora muita gente está ajudando.
 Perguntei como estavam as vendas e a aceitação da rifa. Ele me contou que muita gente rejeitava, não o deixava nem ao menos explicar o motivo da mesma. Sendo assim,ele vendia nos locais que havia conhecidos e parentes.
    Pedi para ver a folha da rifa, estava tudo bem certinho, ele me contou que a prima havia auxiliado para que tudo ficasse bem transparente, e uma Instituição, que se engajou à campanha havia cedido seu carimbo, na folha. Havia todas as explicações ali.
   Percebi a empatia que havia nas pessoas envolvidas,e resolvi ajudar um pouco mais, chamei pelo interfone a minha vizinha, e assim fui fazendo com o celular, falei com muitas pessoas da redondeza e ele foi aos lugares certos.
  No final da tarde, tive a grata surpresa de vê-lo em minha porta novamente. Ele estava sorridente, e me contou que todas as pessoas que eu indicara a ele, haviam comprado mais que o esperado, sendo assim ele estava com uma nova lista quase completa, a felicidade irradiava luz em seus pequenos olhos.
Perguntei se ele havia voltado para casa, ele respondeu que não. Percebi que o pequeno nem havia almoçado, considerando-o já um grande amigo, convidei-o a entrar,ele meio inseguro sorriu e entrou, servi um pequeno lanche a ele, tomou o refrigerante de um gole só,estava sedento. Ficamos conversando muito.
Ele me contou onde estudava, contou sobre as dificuldades da família,que tinha mais irmãos,que necessitavam de muitas coisas.
Pensei - o que faz um menino,que também precisava de muitas coisas fazer o que ele se propôs e com coragem e determinação.
Percebi que o simples fato de ajudar nosso semelhante nos faz feliz, nos deixa bem, e nos proporciona a cura de males emocionais.
  “Segundo os preceitos de Dalai Lama, uma atitude altruísta tem poder de cura. Em A medicina do altruísmo, um de seus ensinamentos, o líder espiritual do budismo tibetano afirma que muitas doenças podem ser curadas pela medicina do amor e da compaixão,que são a base estrutural da felicidade humana.”
   Parabéns a todas as pessoas que estão engajadas na luta do bem!

12 de nov. de 2019

Buscando ser feliz




    A grande busca do ser humano ainda é a felicidade, estamos sempre correndo para encontrá-la, já fazem parte de nossos desejos sejam eles quais forem.
Poucos sabem que ela não existe lá fora e sim dentro de cada um de nós,tudo que fazemos pelo outro,quando sentimos empatia,quando conseguimos arrancar um sorriso de alguém que esqueceu de sorrir, a felicidade aparece.
    Gosto da citação de Clarice Lispector- “As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”
   Quantas vezes já ouvimos:- Se eu ganhar na loteria serei a pessoa mais feliz do mundo, se eu encontrar o companheiro ideal para minha vida, serei feliz, se eu tiver a casa dos meus sonhos, o carro do ano, casa na praia ou no campo, se......e a conjunção condicional, neste caso leva a culpa da ausência da tão sonhada felicidade.
 É extremamente fascinante perceber que não só nós, os adultos, nos preocupamos com a tal felicidade. Os pequenos também a valorizam, porém também seguem o exemplo de que ela está em outro lugar ou em outra pessoa.
   No dia do professor, que aconteceu no dia 15 de outubro, eu fiz companhia para minha amiga que foi buscar filha e netinha na escola, houve festa, por isso, a mãe estava lá.
  Quando as duas entraram no carro, a minha amiga que estava ao volante percebeu a tristeza no rostinho da neta, virou para trás e perguntou:    
- O que houve, minha querida, você chorou?
 Sussurrando  ela respondeu:- sim vovó, estou muito triste, e se encolheu no ombro da mãe.
- Conte o que houve, podemos ajudá-la?
Ela mais que depressa se afastou da mãe, ergueu os olhinhos cheios de lágrimas e disse:
- Mamãe, quando eu crescer você me ajuda a achar um marido, para eu ser feliz?
   A mãe, meio chocada olhou para a pequena e respondeu
Valentina, você ainda é muito pequena para pensar em se casar, em ter um marido, por que isso agora?
Valentina, muito corajosa ergueu o queixo e disse:
Descobri o porquê da tristeza da minha professora, ela é triste porque não tem marido.
  Nós três, nos olhamos e sem saber o que dizer ficamos quietas, mas intrigadas com a afirmação dela, tão pequena e já sentia as emoções de quem ela gostava muito, a tristeza da professora, será que alguém saberia responder?
  Sim, foram feitas diversas pesquisas com este tema,” A visão das crianças sobre a felicidade”, e aqui transcrevo um pequeno resultado de uma delas:
  “ Com relação à primeira questão, sobre o que é ser
feliz, as respostas analisadas permitiram a emergência de
dez categorias excludentes: sentimentos e estados positivos
(rir, felicidade, alegria), self positivo e altruísmo (ser legal,
repartir, ajudar, amar), lazer (atividades físicas e divertidas,
brincar), satisfação de necessidades básicas e desejos (ter
casa, comida, ganhar presentes), família (referências à família), amizade (referências aos relacionamentos com os
pares), não-violência (não ser ator nem expectador de violências), escola (referências à escola), outras respostas.”
  Os dias transcorreram normalmente, todos da família já sabiam da história e o motivo da tristeza da pequena, mas não sabiam o que dizer ou fazer.
  Certa tarde, fomos buscar Valentina na escolinha, ela veio contente, jogando os bracinhos para o ar, e sua pequena mochila batia em sua cabeça, mas ela nem percebia, nós a observávamos, e houve um comentário da avó.
-Ufa! Hoje tem notícia boa, vamos aguardar.
Valentina entrou resfolegando, ajeitou-se ao lado da mãe e bradou:
-Mãezinha, minha professora voltou a ser feliz.
Olhamo-nos sem entender, mas teríamos que esperar a respiração dela ficar calma para ela nos esclarecer.
-O que houve, desta vez?
-Minha professora está muito feliz, pois arrumou um marido.
Rimos com ela, elogiamos a emoção da pequena, só não entendemos se a professora era casada, mas estava separada ou o motivo da tristeza era outro, porém para Valentina a felicidade estava atrelada a possuir um “bom marido”.
Ver e sentir a alegria no rostinho dela mostrava o quanto estava feliz, e não era o momento de explicar à Valentina que a felicidade da professora não estava no marido, e sim dentro dela.

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5 de out. de 2019

Ditados populares


Imagem tirada do Google.


   Existem muitas expressões ou ditados populares, que às vezes não são entendidos, principalmente pelas crianças.
Os ditados populares fazem parte do povo. Todos têm um significado do qual podemos tirar uma moral que nos serve como conselho, pois nos transmitem sabedoria e ensinamentos. 
   Podemos dizer que muitos ditados populares nos remetem à poesia, muitos deles foram usados ou criados há muito tempo, enquanto outros por brincadeiras e para fazer graça, e hoje são usados para transmitir algo que queremos dizer em poucas palavras. Os ditados populares são didáticos, e, é extremamente interessante ensinar às crianças o significado deles, ou de alguns mais usados no dia a dia, pois com eles, a criança aprenderá sobre temas diversos e também, o emprego das metáforas e da linguagem figurada.
 Existem alguns mais usados como:
    Acabou em pizza, empregada quando algo errado é julgado sem que ninguém seja punido.
  Voto de Minerva, também conhecida como “voto de desempate” ou “voto de qualidade”.
 Ficar a ver navios é uma expressão popular que significa ser enganado.
   Dar de mão beijada - A expressão “dar de mão beijada”, usada para se referir ao ato de dar algo de forma espontânea e gratuita.
   Engolir sapos- credita-se que a expressão tenha se originado a partir dos relatos bíblicos das pragas que atingiram o Egito no tempo de Moisés.
   Tirar o cavalo da chuva – Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
  Há muitas destas expressões, mas vou me ater em uma especificamente por ter presenciado o fato, além de interessante passou a ser cômico. Criança sempre nos dá muitas razões para rir.
Domingo, à tarde fui visitar um parente que estava acamado, fazia dias que estava em um tratamento intensivo.
Estávamos reunidos com outros membros da família, a conversa sempre muito boa, apesar do doente.
Havia primos, que não via há tempo, que trouxeram seus filhos pequenos.
   Minha prima, tem uma filhinha de 5 anos, uma graça, além de inteligente é muito peralta, pois estava sempre aprontando alguma, por isso os pais não podiam se descuidar dela, e estava sempre sob os olhares de algum adulto.
A roda da conversa aumentava, todos queriam saber das novidades e notícias de algum parente ausente.
Após um delicioso café, todos voltamos para continuarmos o gostoso bate-papo.
Um pouco mais tarde, chegou uma tia, que viera para passar uns dias junto à família para ajudar nos cuidados com o doente.
Mesmo antes de vê-lo, foi logo perguntando:
-Como ele está hoje?
E aí, alguém começou a falar, mas como estava com a voz um pouco alta foi alertada.
-  Fale baixo, pois aqui as paredes têm ouvidos.
A conversa continuou por um bom tempo.
   De repente, minha prima sentiu falta da sua filhinha, onde foi parar a menina? Todos começaram a procurar por ela, a casa era grande, muitos cômodos.
Todos chamando por ela, e nada de respostas.
Repentinamente, alguém gritou:
- Ela está aqui, no quarto dos fundos. Corremos todos.
Minha prima enlouquecida falou:
Minha filha, o que está fazendo aqui, longe de nós, já avisei a você que não a quero longe de minhas vistas.
A pequena bem depressa e muito contrariada falou:
- Estou procurando os ouvidos nas paredes, já procurei em quase todas elas, e até agora não vi nenhum ouvido.
Não entendemos nada. Então minha prima ajoelhou-se na frente da filha e falou:
-Explique para a mamãe, por que você está procurando ouvido nas paredes?

Então, ele meio chorosa disse:
-A vovó falou para a titia que falasse baixo porque aqui, as paredes têm ouvidos, eu só queria vê-los.
    Sem muito pensar todos puseram-se a rir.
A expressão: “As paredes têm ouvidos”, foi levada literalmente, ao pé da letra pela pequena, que não sabia nada sobre ditados populares.

11 de set. de 2019

Criança diz sempre a verdade




    Fui convidada por minha amiga para a festa de aniversário da netinha dela, podemos afirmar,festa de criança exige muito serviço, muita dedicação,estava tudo sendo preparado no salão de festas do prédio onde minha amiga mora. O corre-corre estava longe de parar.
  Havia muito parentes,os priminhos da menina já estavam aguardando o momento da festa, havia muita gente cuidando para que os pequenos não sofressem nenhum acidente, e muitos estavam brincando na piscina,trabalho dobrado para todos.
   Minha amiga percebeu que sua netinha estava tendo um desentendimento com o irmãozinho menor que ela, e a menina é osso duro de roer, não deixa nada passar em branco, e ela sabia que não iria demorar muito para o tumulto se instalar em todo o ambiente. A discussão dos dois pequenos era devido a escolha de algum brinquedo, ela queria dar a última palavra, isso significava que a decisão seria dela. O irmãozinho também queria ter seu quinhão de razão, e as vozes já estavam alteradas.
    Minha amiga usando a sua psicologia chamou a netinha, e a convidou para ir junto ao quarto ajudá-la a escolher uma roupa, como a menina não se interessou, continuou insistindo e disse:
- Venha Eduarda, com a vovó,vou deixar você usar meus cremes.
Nem precisou terminar a frase,a menina já estava agarrada à sua mão.
-Vamos vovó!
  As duas foram caminhando lentamente,parecia que a vovó da pequena estava pensando em alguma solução rápida para que a garotinha esquecesse o tal brinquedo.
 A avó, pegou algumas roupas e foi espalhando sobre a cama, enquanto a menina estava abrindo os potes de creme, que eram os preferidos da minha amiga.
Para tirar a atenção dela, dos potes de creme, disse:
- Querida, você acha que a vovó está gorda?
-O que acha desta roupa em mim, hein?
A netinha fixou os olhos na vovó, colocou as mãozinhas na cintura e respondeu:
- Foi aquele meu primo,intrometido que falou isso de você?
Aí, parece que os ânimos se exaltaram,minha amiga ficou sem reação, se refez, tomou fôlego e respondeu que não, que seu primo nada tinha a ver com a sua pergunta,e disse:-quero saber a sua opinião, pois você sabe que gosto muito de comer docinhos e sou gulosa nas festas,e quero a sua ajuda, pois se me acha gorda não vou comer muito.
Mais calma, mas ainda com as mãozinhas na cintura, a pequena respondeu:
- Ah! Está bem,então o que você quer saber,vovó?
-Se estou gorda,minha querida.
A menina olhou bem para ela e disse:
-Você já é vovó,então não tem problema,pois as avós trocam de pele.
Minha amiga, teve que se sentar para segurar a sua estrondosa gargalhada,e pensou:- estou mudando de pele, posso comer tudo que quiser.
Ficaram mais um tempo na conversa e deu tempo de rir muito.
Chamaram-nas para a festa,todos já estavam ao redor da grande e bela mesa.
Minha amiga estava rindo sozinha,e disse-me:
-Você, não pode comer docinhos,depois te conto o porquê,e riu muito.
Durante o café,os convidados adultos ficaram perto para poderem conversar.
Aí, minha amiga,contou-nos a história hilária,no momento que ela falou que avós podem comer doces e podem engordar porque trocam a pele, as gargalhadas foram estupendas. Em seguida pediu a todos que já eram avós que levantassem a mão, e todos o fizeram, menos eu.
Então ela complementou:
-Todos podem comer de tudo,inclusive muitos doces,pois nada fará mal,se somos avós vamos trocar de pele. Muitas risadas.
Apontou o dedo para mim,e rindo muito disse-me:
- Amiga, você não é avó,por isso, se comer muito e provar os docinhos vai engordar e não trocará a pele, e gargalhou,e continuou, está escrito na grande sabedoria infantil,da minha amada neta,quem não é avó não troca de pele.
Mas mesmo assim eu comi muitos doces,e sem culpa alguma.

20 de ago. de 2019

Rir e chorar

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     Ontem ganhei o dia, como se costuma dizer quando algo bom nos acontece.
  Conheci a dona Jandira,uma senhora robusta que trabalha como diarista.
  Ela estava muito exaltada, e contava a sua rotina a uma senhora que estava no ponto de ônibus. Dizia que levantava todos os dias às 5h da manhã, preparava o café para os dois filhos, tomava um gole rapidamente e corria para pegar o ônibus. Ela precisava pegar duas conduções para chegar ao trabalho, às vezes atrasava, pois dependia da vontade do motorista em parar, pois se o carro estava lotado nem fazia questão, aí precisava ficar esperando o próximo, sua patroa não se zangava, pois sabia da situação de sua funcionária.
  Naquele finalzinho de tarde, dona Jandira estava se superando na raiva. Disse que saíra um pouco antes porque precisava chegar em casa mais cedo para ir à missa de sétimo dia de sua prima Zina, que falecera em um acidente, quando estava voltando de bicicleta para casa, e foi jogada longe por um motoqueiro. A história era triste, mas ouvindo-a contar parecia uma narrativa cômica.
  E, bem neste dia a sua condução estava muito atrasada. Ela falava e estava esbaforida, era até engraçado vê-la falando, gesticulando e gritando. Parecia que todos ali, tinham culpa pelo atraso do ônibus.
  Ela carregava duas sacolinhas de mercado, uma blusa, uma sombrinha e sua bolsa. Dizia estar cansada por passar todos os dias pela mesma situação, e assim andava de um lado para o outro, abanando as sacolinhas.
De repente, vi que um ônibus se aproximava e todos que estavam na fila foram em sua direção, foram segundos, e ele se foi, neste instante ela gritou feito doida, falou coisas impróprias para descrevê-las, ela havia ficado falando suas tristezas e não percebeu que sua condução chegara e partira rapidamente.
  Ficou transtornada, parecia que o mundo estava desabando, eu de longe observando aquele alvoroço.
-Pensei- Tomara que não sobre para mim.
Quando terminei meu pensamento ela veio, aproximou-se de onde eu estava e lançou suas barbaridades sobre mim. A princípio não disse nada, fingi que estava lendo. Ela mostrava sua falta de educação, e, eu não tinha como retrucá-la. Fiquei sem graça, pois as pessoas que passavam pensavam que ela estava brigando comigo.
Resolvi me afastar e fui a uma lanchonete, que ficava próxima, tomar um suco.
    A fila estava se formando novamente para o próximo ônibus, e ela continuava xingando sem cessar. O pessoal que foi chegando estava meio arredio, pois não entendia o motivo de tanta gritaria.
  Dona Jandira sempre foi reclamona, diziam alguns que já a conheciam, mas nesta tarde estava irreconhecível.
 Começou a falar com todos que estavam na fila, sem receber resposta foi andando até o final da fila e dizia:
-Desta vez, ninguém me fará perder o meu ônibus, pois tenho que rezar pela minha prima que morreu,pobre da Zina, e, eu aqui atrasada para a missa.
Todos da fila estavam visivelmente cansados e sequer davam atenção a ela, estavam sim, querendo chegar em casa o mais rápido possível.
 O pior que eu observei que ela não estava na fila, e a cada minuto aumentava, todos cuidando do seu lugar para entrar no ônibus.
  De repente, ela como se acordasse com a situação da fila, percebeu que não estava em nenhum lugar, sendo assim ela ficaria em último lugar o que provavelmente a faria ter que esperar pelo próximo ônibus, porque com certeza, havia muita gente para embarcar neste.
Ela ficou histérica, andava de frente para trás procurando onde pudesse “furar “a fila, mas ninguém deu abertura para ela.
Fiquei apenas observando, estava curiosa para ver o que ela iria fazer.
Percebi que o ônibus se aproximava e, ela estava fazendo o máximo esforço para embarcar neste.
O ônibus parou e todos foram entrando rapidamente, quando ela viu que a chance de entrar estava acabando, deu um pulo, a porta se fechou, mas coitada, a sua sombrinha ficou imprensada na porta, ela ficou com o cabo nas mãos e o restante ficou para fora. Com o vento ela se abriu como um paraquedas, e todos gritavam:
-Dona, olha a sombrinha!

27 de jul. de 2019

A Influência da Leitura

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      O sol ainda não havia surgido e a pequena Laura já estava em pé, morava no bairro e estudava no centro da cidade, não havia meios de transporte para levá-la, sabia do seu compromisso e levantava cedo, preparava o seu café, pegava seu material escolar, tudo pronto na noite anterior, era muito responsável, os pais não precisavam cuidar do seu horário. Ela corria esperar as coleguinhas que passavam para irem juntas, eram em cinco, iam pela linha do trem até perto da escola. Naquela época a Maria Fumaça ainda era a senhora dos trilhos.
    As meninas não tinham medo de tempo feio, nem a chuva fazia com que elas perdessem a vontade de estudar, iam com suas galochas sobre a conga, pois não havia tênis ainda, capas de chuva e assim chegavam sem quaisquer resquícios da chuva.
 A biblioteca da escola era excelente, havia muitas coleções, muitos volumes.Laura se destacava nas leituras, pois em pouco tempo havia lido a maioria dos livros da Coleção Vaga-Lume.
    Um dos primeiros da coleção foi "Éramos Seis", da autora Maria José Dupré,a bibliotecária admirava a constância com que a menina relia essa obra, ela conseguia ler quase que um por semana, era uma leitora admirável. Quando ela leu a obra” Sozinha no Mundo”, do autor Marcos Rey,ficou extasiada, a cada intervalo de aula ela vinha comentar o que tinha lido sobre a menina Pimpa, personagem da história, e que estava desprotegida sem a mãe.
   O reboliço cultural aconteceu quando ela estava lendo “O Escaravelho do Diabo”, da autora Lúcia Machado de Almeida, quis pesquisar em vários livros para ter a certeza de que um simples besouro,inseto que ela gostava, estava envolvido em uma trama tão sórdida. Laura era assim mesmo, cheia de sonhos e a leitura a fazia viver em outros mundos.
   Em casa, a menina tinha muitas tarefas para fazer, e ainda auxiliava a mãe no serviço da casa, fazia tudo com muito cuidado, e a mãe a ensinava tudo que era necessário para ela saber se defender na vida. À noite, Laura tinha um bom tempo para ler, porém havia horário para dormir, pois sabia que levantar cedo era difícil, e quando o inverno chegava, na região sul, o frio era sempre rigoroso. Tinha bons agasalhos, mesmo assim, o ar gelado transpassava a roupa,e ao caminhar sentia o gelo quebrando sob seus pés, mas tudo era vencido com alegria. As cinco meninas estavam sempre dispostas e caminhavam muito.
    Na escola, era muito estudiosa,estava sempre em dia com as tarefas e suas notas eram excelentes.
Escrevia muito bem, criava belas estórias, burilava as palavras de uma maneira tão especial que as transformava em poesia. Havia uma professora que a chamava de “minha tracinha de livros”, penso que não existe o diminutivo desse inseto, traça, mas ficou mais carinhoso, pois ela comia livros.
O último livro que Laura leu enquanto estudava naquela escola foi, “O Mistério da Ilha Perdida”, ela chegou a organizar um teatro com o grupo de amigas. Foi um sucesso, o tempo de estudante dela foi como uma história sem fim.
 Seguiu os estudos e fez cursos para trabalhar em bibliotecas.
      Hoje, Laura trabalha como bibliotecária e escreve livros.

10 de jul. de 2019

Recordações que nos fazem chorar




     Na tarde de ontem uma senhora, a qual já é minha freguesa de roupas, que doo a ela e aos filhos, veio saber se eu tinha mais alguma peça, pois ela, às vezes consegue vender algumas para juntar um dinheirinho a mais.
 A filha adolescente veio junto, uma menina muito bonita que se bem cuidada seria uma princesa. Ela me contou que no final de semana haveria uma festa no salão do colégio para uma confraternização da turma, porque os alunos iriam para outros colégios e outros ficariam sem estudar.
Percebi que ela estava querendo me dizer mais com a sua história, e por isso lhe perguntei:-
     -E você está animada com a festa?
Ela ergueu seus lindo olhos cor de mel, e me respondeu:
    - Eu gostaria muito de ir, mas nem sapatos eu tenho, pois a mãe só compra tênis, que serve para a escola e outros lugares, mas para uma festa não. As meninas estão se preparando há muito tempo, por isso, nem penso mais no assunto.
   Olhei para a mãe dela, que estava de cabeça baixa, estava com vergonha do que a filha me contou. Acabei ficando sem graça e lhe disse que iria tentar ajudar, pedi a ela que passasse em minha casa no dia seguinte.
    Fiz o impossível para conseguir algumas roupas e sapatos, como não tenho filhos adolescentes, procurei uma amiga que tem duas meninas da mesma idade dela. Minha amiga ouviu a história e se comoveu, assim como eu. Acabei trazendo muitas roupas para a garota.
   Na hora marcada ela chegou em minha casa. Mostrei um lindo sapato, ela vibrou de alegria, aí fomos vendo as roupas. Tudo ficou maravilhoso, então pedi a ela, que no dia da festa viesse pronta para darmos um jeito no cabelo. Assim, no dia da festa ela veio com a mãe, estava mais linda do que eu havia suposto que ficaria. O cabelo um pouco preso para aparecer os brincos. Olhei a imagem dela refletida no espelho e minha mente viajou para uns anos antes, dizem que devemos controlar nossas emoções, mas nem sempre conseguimos, as lágrimas rolaram intensamente sobre o meu rosto, chorei e soluçando pedi desculpas e um tempo para me recompor. Ela me perguntou o porquê do meu choro tão sentido?
E, já mais calma e sem chorar contei a história, que naquele momento voltara em minha memória.
Eu fazia o curso de magistério e a formatura era organizada durante os anos em que fazíamos o curso, havia uma mensalidade para os gastos do dia da formatura, mas nestes gastos não entravam vestido, sapato, acessórios e arrumação de cabelo. A formatura era muito bem planejada, pois é um curso do qual saímos com diploma e já podemos lecionar, depois de quatro anos somos professoras, o curso superior vem após, mas muitas já estão trabalhando em escolas.
  No dia marcado, haveria missa e, em seguida a colação de grau, quando o pai acompanhava a sua filha. E lembro como se fosse hoje, uma colega chorando na porta da igreja, quando ela chegou com o pai, estávamos nos organizando para entrar na igreja em fila, e cada uma acompanhada pelo pai ou pela mãe. Quando ela viu que todas estavam bem arrumadas, e todas calçando sapatos pretos, ela soluçava, as nossas professoras foram tentar ajudar, mas não houve jeito, e nem dava mais tempo para nada, ela e o pai estavam de chinelos de dedo. Estavam bem arrumados, mas não tinham sapatos, quem sabe se ela tivesse nos falado ou confiado em alguma colega, tudo estaria arranjado, mas infelizmente o final foi triste, ela não quis entrar. Recebeu o seu diploma em outro dia, na Escola.
Este fato abalou a todos que ali estavam, jamais esqueci deste dia.
   Quem sabe se ela confiasse e aceitasse que outra pessoa arrumasse o sapato para ela, tudo ficaria bem. Sei que ela se formou e estava lecionando, mas nunca mais a vi. Ainda me dói na alma o que senti naquele dia da minha formatura. Éramos em duas grandes turmas e todas ficaram sabendo do ocorrido e tudo seria diferente se ela tivesse um par de sapatos, foi lamentável.

12 de jun. de 2019

O namoro em tempos modernos




     Ouvimos muito “No meu tempo o amor era diferente”, penso que não é o amor, mas a forma de conquistar este amor.
    Mês de junho, dia 12 é quando no Brasil, comemoramos o “Dia dos Namorados”, e, nesta data é comum a presença do romantismo através de flores, jantares, presentes, viagens, nos Estados Unidos e na Europa, o Dia dos Namorados é celebrado em 14 de fevereiro, data também conhecida como Dia de São Valentim (Valentine’s Day).
   No passado, o romantismo estava à frente do prazer, que era vivido em sua totalidade, o que trazia rubor na face, mãos suadas, gaguejo, às vezes, muitos até faziam o papel de bobos, por tanto constrangimento, que precisavam enfrentar diante da família toda. E tudo era bonito, mesmo que tudo fosse estabelecido pelos pais, o namorado precisava expressar seus sentimentos baseado em delicadezas e romantismo, que no namoro atual ficou mais difícil de encontrarmos. E, ainda havia a severa vigilância, por isso, o namoro não demorava muito para chegar ao casamento.
   Atualmente, há mais liberdade no namoro e grande parte do romantismo se perdeu, pois o foco está no prazer, porém não podemos ser radicais, pois ainda existem casais que vivem com uma grande dose de romantismo.
  Podemos lembrar como era o flerte, a troca de olhares, os bilhetinhos, hoje tudo virou xaveco, (gíria) conversa de quem quer conquistar alguém. O namoro no portão de casa, sob os olhares dos pais, as cartas de amor,  (eram estipulados os dias de visita do namorado), as quais supriam a saudade, e tudo isso, foi para as telinhas dos computadores.
  Se voltarmos um pouco mais no tempo, vamos relembrar dos casamentos arranjados pelos pais dos noivos ou namorados, os quais perderam a força quando os jovens começaram a frequentar bailes, casa de amigos, grandes cafés, mas no namoro ainda faltava a privacidade, aí entravam as belas e lindas cartas de amor, que me fez lembrar o filme, “Cartas Para Julieta”, de 2010, assinado pelo cineasta americano Gary Winick que acertou em cheio na comédia romântica.
  Muitas cartas de amor de antigamente, dariam hoje, um excelente filme.
E, também havia os namorados mais ousados, que enfrentavam a noite para com seu violão fazer uma serenata para a amada.
    Em tempos mais distantes, havia códigos entre os jovens, devia ser interessante conhecer os sinais e ficar observando, pois a maioria flertava através de pequenos sinais, mas com imenso significado.  Os sinais entre os homens eram feitos através do cigarro ou mais chique, o charuto, até um passar de dedo na ponta do nariz comunicava, um lenço que era lançado ao chão, um gesto de limpar o suor do rosto, e outros códigos, que davam oportunidades aos casais de se encontrarem às escondidas.  As mulheres se utilizavam de vários tipos de flores, cada uma com um tipo de mensagem: algumas queriam dizer: “Começo a te amar” e “Declaro-me a ti!”, porém só aos homens era dada a permissão da iniciativa. Caso a gravidez acontecesse, a mulher era expulsa da família, ou se a família tinha posses ela viajava, passava um longo período fora, e quando voltava sem o bebê, tudo ficava bem.
    Sempre havia uma pessoa da família, (prima, tia, irmã) que ajudava o casal a marcar encontro, entregar cartas e, quando o namoro dava certo, o rapaz devia ir pedir o consentimento dos pais dela, e daí em diante podiam sair, mas sempre acompanhados, e com horário marcado para a volta. Hoje, no lugar de cartas de amor, os jovens mandam mensagens pelo celular, pedir o número do telefone da menina passou a ser:
-Pode me dar seu WhatsApp, você tem MSN?
Precisamos aprender muito sobre o amor.
Palavras sábias de Clarice Lispector,
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.”
 Que o “DIA dos Namorados”, seja repleto de romantismo a todos os casais, e que a idade não seja empecilho para  dar e receber flores, jantar e até bombons!

1 de jun. de 2019

A dor da fome



      Nas reuniões de conselho de classe os professores se reúnem para discutir alguns problemas, possíveis soluções e outros fatos pertinentes, à ocasião da reunião. Todos que sentaram nos bancos escolares, (seja como professor, aluno ou pai), sabem o que é conselho de classe.
    É o momento em que todos os professores têm a chance de comentar seus problemas em relação aos seus alunos e ouvir a opinião de toda a classe docente. O resultado costuma ser satisfatório, pois há muitas soluções, as quais são analisadas e tira-se a melhor escolha.
Lembro-me perfeitamente de um pequeno menino, franzino, vinha a pé, de uma distância considerável, pois se percebia que era de uma família com certas dificuldades, porém de uma educação e meiguice louváveis.
    Neste dia de conselho de classe, o nome dele foi citado, alguns professores que ainda não conheciam a história do pequeno, perguntaram ao grande grupo o que havia de errado com ele, pois era esforçado demais, mas parecia estar sempre cansado querendo dormir na carteira.
    Depois de tantos anos, ainda me vem à memória o rostinho do pequeno menino, eu tinha um carinho especial por ele, meus cuidados eram extremos, parecia que eu o defendia como se fosse a sua mãe. Muitas vezes eu levava a ele um pequeno embrulho, que lhe passava sem que os demais alunos percebessem, eu trazia a ele um lanche, pois soubera por ele que nunca dava tempo de tomar café, tinha que levantar muito cedo para ajudar ao pai com os irmãozinhos, porque sua mãe estava muito doente.
Notava-se nele que passavam por muitas dificuldades, e que a comida era escassa, ele fingia que não dava tempo de se alimentar pela manhã, mas nem café devia haver em sua casa.
  Nas escolas estaduais e municipais é servida merenda a todas as crianças, mas ele ganhou bolsa integral em um colégio particular, onde não se servia merenda. Ele jamais pediu nada, vinha sempre com seu uniforme impecável, material em ordem e lições feitas, após as aulas ele sempre ficava um tempo a mais para aproveitar a biblioteca, e ter paz para fazer seus deveres. Estava sempre sozinho.
   Voltando ao assunto do comentário do professor, percebi que nenhum dos colegas sabia o real motivo dele parecer desmotivado nas aulas. Ele tem fome, falei a todos que eu sabia um pouco da história triste dele, os meus colegas sentiram na alma o problema. O que fazer para resolver? Nosso diretor, como sempre bom de coração disse:
-Todos os dias ele deve tomar café aqui, no colégio, serviremos uma boa refeição para ele começar bem, o dia de estudo.
    O menino foi avisado em particular, para não melindrar seu coração, foi lhe dito que como a mãe estava doente, e o pai sem tempo para fazer seu café, ele poderia fazer a primeira refeição no colégio, assim que ele chegasse, antes do início de todas as aulas, ele deveria tomar seu café. Confesso que a mudança foi extraordinária, ele parecia ser outro menino, cheio de vida. Pudemos ir mais além, pois como ele ficava aguardando a biblioteca abrir, começou a almoçar lá também.
   E assim, passaram-se os anos, o pequeno menino já adolescente continuava fazendo suas refeições no colégio, nunca lhe foi perguntado se ainda precisava comer ali, mas era óbvio que tudo lhe fazia bem.
O tempo não perdoa ninguém e passou rápido, ele se formou e nunca mais soube dele.
   Certa noite, eu estava em um evento, e ao meu lado uma jovem começou a falar comigo, perguntando se eu era a professora do tal colégio.
   Como encontramos nossos ex-alunos em todos os lugares, sem reconhecê-la perguntei se ela havia sido minha aluna. Ela me respondeu que não, mas seu noivo sim, e sempre falava sobre mim para ela. Fiquei surpresa e curiosa, queria saber quem era ele.
Quando me contou, veio-me à lembrança o meu pequeno aluno. Ela me falou que ele terminou o ensino superior, e continuava fazendo cursos específicos à sua profissão. Senti que fizera a diferença na vida daquele pequeno menino, e que hoje é um homem realizando seus sonhos.
Que Deus o abençoe!

14 de mai. de 2019

Homenagem às Mães,

Foto do Google



     Sabemos e ouvimos falar que todos os dias são e devem ser dedicados às Mães.Há tanta coisa bonita a ser dita, porém tudo se torna redundante, porque todos os poetas já proclamaram em verso e prosa o nome "Mãe". Palavras bonitas,versos rimados, mas será que em algum poema veremos registrado o dia em que a mamãe ficou sem almoçar porque o bebê chorou muito,a dor era grande e, ela chorou também,ou será que em algum lugar encontraremos a mamãe escondendo as lágrimas, para manter-se firme diante de uma posição tomada?
Na obra'Amor,Silêncios e Tempestades'de José Luís Nunes Martins,achei extremamente interessante esta citação:
   “Ser mãe é receber em si um ser que lhe vem de fora e acolhê-lo em vista de um futuro que pressente,mas que,de maneira nenhuma, sabe explicar.Ser mãe é,antes de mais, aceitar.Tudo.Tudo.
“É aceitar em si um outro  ser para o qual ela se torna o mundo: gerando-o, alimentando-o, comendo, bebendo e respirando com ele... ele dentro de si, ela em volta dele.”
“É deixar esse outro ir embora e voltar a recebê-lo em cada dia, quando ele volta, quando ele se revolta e,também, quando ele não volta.”
      E assim,quando nos perguntarem:
-Quem é aquela mulher ajoelhada aos pés da cruz de Jesus?
-É uma Mãe que pede pelo seu filhinho que nasceu com paralisia cerebral.
-Quem é aquela mulher com as mãos sujas de barro aos pés do morro?
-É uma Mãe que procura pelo seu filho,sob os escombros do deslizamento, após as chuvas.
-Quem é aquela mulher correndo pela rua, em meio à multidão?
-para pegar seu filho,na creche do bairro.
-Quem é aquela mulher,sentada à beira da estrada?
-É uma Mãe cansada do trabalho da roça,e que ainda vai trabalhar em casa.
-Quem é aquela mulher chorando,à porta do hospital?
-É uma Mãe que precisa que seu filho seja atendido pelo médico,mas não há vaga no hospital.
-Quem é aquela mulher desesperada contando moedas?
-É uma Mãe que conta seu dinheiro para saber quantos pãezinhos poderá comprar para seus filhos,com o que ganhou com seu trabalho,na feira.
-Quem é aquela mulher atrapalhando a fila, no mercado?
É uma Mãe que está devolvendo mercadorias, porque seu dinheiro é pouco para pagar.
-Quem é aquela mulher,à porta do colégio, olhando o relógio?
-É uma Mãe que espera que seu filho se adapte ao primeiro dia de aula, para poder deixá-lo e ir trabalhar
-Quem é aquela mulher,de salto alto,às pressas pela calçada?
-É uma Mãe, advogada que vai enfrentar mais uma difícil jornada de seu trabalho,com a justiça.
-Quem é aquela mulher carregada de livros que caminha apressada?
-É uma Mãe professora,que está indo cumprir mais uma jornada de trabalho,em outra Unidade Escolar.
-Quem é aquela mulher com vassoura,na rua?
-É uma Mãe gari,que faz seu trabalho na limpeza da cidade.
-Quem é aquela mulher que está aguardando em frente à loja?
-É uma mãe que trabalha como balconista para auxiliar na renda de casa.
-Quem é aquela mulher de boné com baldes e pás?
-É uma Mãe servente de pedreiro,e também é chefe de família.
-Quem é aquela mulher maravilhosa,de braços abertos querendo abraçar a todos nós,como se fôssemos seus filhos?
-Aquela é Maria,a Mãe de Jesus e nossa Mãe, foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Mestre Divino,e Ele quando na cruz disse a todos nós:
    - Eis aí,sua Mãe!
      Maria,Mãe de Jesus e nossa Mãe.
       Maria Santíssima,nossa Mãe espiritual.
      Que o Mestre Divino abençoe a todas as mães!

Campanha do bem

imagem do google      Interessante,mas não estranho,as grandes campanhas de solidariedade para auxiliar irmãos menos favorecidos. ...