19 de fev. de 2018

O Tempo



O ano termina e recomeça, e assim sucessivamente, e o termo que já se tornou um clichê “feliz ano novo” “adeus novo velho”, volta a fazer parte de nosso vocabulário, porém se formos analisar até poderemos pensar que o tempo continua igual, quem sabe uma invenção para nos alegrar, nos dar esperanças de um tempo melhor, passa-nos  a impressão de que ele não é literal, porque parece viver em círculos, vai e volta e assim continuamente. Não vou falar do tempo na concepção de físicos como: Einsten ou Newton, mas de como podemos definir o tempo ou quem sabe senti-lo. O calendário é uma bela criatividade, porque nos dá a impressão de que tudo será novo e que tudo terá um novo começo, ledo engano, pois tudo continua igual, mas com a nossa fantasia de que o tempo mudou, ou que o tempo passou...
Quem na verdade sofre mudanças somos nós, e que às vezes, somos enganados pelo tempo, o qual não é linear, e por isso, não percebemos se ele vai ou volta, sem sair do lugar, nós é que mudamos. Devemos então nos questionar o quanto mudamos, o quanto melhoramos neste tempo que parece que passou muito depressa, ou então naquele que aguardamos chegar com muitas novidades, mas na verdade somos nós que fazemos as mudanças e novidades da vida. Ouvimos muito: ah! quando eu completar tal idade, ah! quando o ano terminar, ou no começo do ano vou casar, e nossa metas são grandiosas, no plano físico, no entanto precisamos nos perguntar quais as metas para o nosso corpo espiritual, a nossa alma. O que fiz de bom neste”pseudo tempo”?
O Calendário é apenas um mero sistema para contagem e agrupamento de dias que visa a atender principalmente às necessidades civis e religiosas de uma cultura.” A palavra deriva do latim calendarium, "livro de registro", que, por sua vez, deriva de calendae, que indicava o primeiro dia de um mês romano.”
O relógio, a ampulheta, o calendário, relógio do Sol, relógio de pêndulo, relógio atômico, relógio digital e tudo que possa nos dar uma noção do tempo facilita a nossa vida para obtermos resultados, quando nos programamos  pensando no tempo, mesmo que ele seja uma mera convenção dos homens, para poder contá-lo ou simplesmente medi-lo.
Albert Einsten afirmou: "Para nós, físicos presunçosos passado, presente e futuro são apenas ilusões".

Mesmo que isso seja verdade, vou fazer uso do velho clichê e desejar a todos um ano repleto de realizações, que seja um tempo bom para todos nós!

7 de fev. de 2018

Somos Intolerantes




Ontem em uma roda de conversa boa, o assunto foi sobre sentimentos, alguns ruins, que nos causam mal, e o maior deles, o ódio. E acabamos falando sobre uma palestra, com o tema “Intolerância”, a qual foi proferida por Haroldo Dutra Dias, ele é juiz de direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, escritor, tradutor, e conferencista brasileiro.
 Há muita intolerância hodiernamente, tudo se torna intolerante a nós, e
infelizmente, ainda somos estimulados a ter ódio, o assunto da conversa tomou um rumo muito interessante, pois acabamos lembrando de fatos de famílias que foram destruídas devido ao ódio reinante por muitas gerações.
Nelson Mandela já dizia:
Ninguém nasce a odiar outra pessoa devido à cor da sua pele, ao seu passado ou religião. As pessoas aprendem a odiar, e, se o podem fazer, também podem ser ensinadas a amar, porque o amor é mais natural no coração humano do que o seu oposto.
A única voz que o orgulho respeita é a humildade, para a violência, a paz e a brandura.
O ódio nunca ouve o ódio, e para acabar com a intolerância é muito mais fácil  exterminá-la nos outros, pois a nossa própria intolerância nos parece invisível. Atualmente, em qualquer lugar ou em qualquer roda de amigos, se você não tiver ódio de algum político, iniciativa política, ou de alguma pessoa bem sucedida, fica mais difícil de entrar nesta roda. Até parece que é chique ter ódio em algum momento de nossa vida.
Será que o ódio nos dará oportunidade de mudarmos para melhor, fazermos nova política, um novo país? Sentimos ódio por gênero, por pessoas de cor, por falta de conhecimentos, por falta de bens materiais, enfim, execramos o nosso próximo por ele ser apenas diferente de nós.
Precisamos estar vigilantes e mensurar o nosso grau de intolerância. Todos temos escolha, temos que respeitar a maneira de como o outro vive. Amar é respeitar o outro, o nosso próximo. Alguém disse:
-Mas se eu não concordar com o outro?
Basta respeitá-lo, não precisamos concordar com as atitudes dele, pois podemos nos posicionar quanto ao certo ou errado, porém sem ódio, seguindo os ensinamentos de Jesus, que nunca agiu com ódio. Vivemos tempos obscuros, o valor de uma vida é pequeno ou inexiste, a política um caos, a integridade física desmerecida, enquanto que a intolerância e o ódio estão sendo disseminados ao nosso redor.
Falta-nos o ato de nos colocar no lugar do outro, pois rir, aplaudir, acusar é mais fácil que parar para refletir que muitas vezes nos igualamos aos que acusam, ou aos que destilam o ódio através de palavras ou ações. O respeito constrói a paz, constrói o novo.
“Se a sociedade está doente, é porque nós estamos”. Jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio; o que acaba com o ódio é amor.


“Nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância.”

Mulheres e a história

      Nós, brasileiros, possuímos um patrimônio social na história, na política na cultura e, como acontece em todos os países há a ...