12 de set de 2016

O valor das pequenas coisas.

foto do google
Na semana que passou recebemos algumas pessoas em nossa casa.O dia começou com um lindo céu inteiramente azul. Havia muita comida, pois como eram pessoas conhecidas de todos os membros da família, cada um trouxe um prato com sua especialidade na cozinha, era tanta comida que não haveria tempo para comê-la.
As crianças brincavam com seus companheiros da mesma idade, já faziam seus grupinhos, meninas longe de meninos, pois é , enquanto são pequenos ficam distantes, após um pouco de idade é um grupo apenas. Como o barulho e brigas estavam ficando intensas entre as crianças, a mãe de uma delas resolveu dar lições de moral  em todos os pequenos. Chamou-os, sentou com eles na grama e falou sobre o respeito, o valor das pessoas mais velhas, a importância do silêncio, o valor da amizade que havia entre eles e, a qual permaneceria para toda a vida , se assim o quisessem, repetiu muitas vezes a importância das palavrinhas mágicas, como: Obrigado! Com licença! Por favor! Desculpe, e outras. As crianças ouviam com muita atenção.Em seguida, ela contou uma pequena estória, para ilustrar crianças educadas e outras nada educadas, fez com que todos percebessem a grandiosidade que há em respeitar a todos com igualdade de direitos.Vou chamá-la de Marta, a mãe de uma pequena menina, muito linda, ela chamou sua filha e a testou com um questionário oral, para mostrar a todos o valor de suas palavras, inclusive nós, só a voz dela era ouvida e acatada. Foi muito interessante quando Marta pediu a sua filha que fosse buscar um copo de refrigerante, e que o solicitasse à dona da casa. Sob os olhares de todos, a menina foi, pediu com muita educação e, no exato momento em que virou-se para voltar, lembrou-se de que não havia agradecido, então o fez com muita alegria. 
Ao entregar o copo para sua mãe, foi elogiada e todos perceberam que a lição foi aprendida e apreendida.
A festa continuou com muita alegria e paz. 
À noite chegou, mas a festa continuou, muitos copos foram quebrados, os cacos foram colocados em uma caixinha de papelão para que fosse recolhido pelo  caminhão de lixo,pois mesmo sendo final de semana , ele passaria . Comentei, que eu sempre colocava um papel bem grande, no qual eu escrevia " VIDRO QUEBRADO". Expliquei que era para que os funcionários da coleta não cortassem a mão, pois às vezes, não recolhiam por medo de atingir os outros desavisados. 
O lixo foi colocado fora da casa, todos ajudaram a colocar a bagunça em ordem. 
De repente, as crianças gritaram, olha o caminhão do lixo! E como se fosse um acontecimento corremos para fora. Um funcionário uniformizado foi pegando as sacolas e entregando ao outro que estava dentro do caminhão, quando pegou a caixa com os cacos de vidro, teve o cuidado de abrir e mostrar ao colega o conteúdo da mesma, o qual  fechou-a e colocou mais ao lado, a filha de Marta bateu palmas e gritou contente:-
-Obrigada, moço!
- Por nada !
Marta, ficou vermelha como um tomate e disse:- filha o que é isso? Ele é apenas um lixeiro.  
foto do google

7 comentários:

  1. Que lindo isso. Momentos lindos entre famílias, amigos, lições de moral dadas, lições aprendidas pela menina e pena, ao final, a frase infeliz da mãe... Ele não é apenas um lixeiro. Ele É lixeiro e como tal deve ser respeitado. Quem faltou à aula nessa lição foi a mamãe... ADOREI! bjs, chica

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  2. Boa tarde, lindos momentos bem escritos.
    Resto de boa semana,
    AG

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  3. Adorei ler Teresinha,e digo que essa história acontece muito,eu também reciclo tudo e quando é vidro procuro colocar em papel e deixar escrito:Cuidado!
    Só essa mamãe que não deu valor a essa profissão linda que é ser lixeiro,um trabalhador comum como os outros,e que exerce a profissão com dignidade.
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

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  4. Maravilhoso texto! Adorei.

    Beijinhos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  5. Linda crônica com importantes lições para as crianças. Mas a mesma pessoa que soube com maestria passar valiosos ensinamentos fez tudo cair por terra com uma frase carregada de preconceito. É de doer isso
    Beijos

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  6. Cara amiga Marli, que estória! Pena que no fim aquela senhora escorregou...
    Pois aconteceu algo semelhante comigo há muito tempo, coisa de uns quarenta anos, mas ainda lembro bem. Pois então, na empresa em eu trabalhava, eu recolhia os currículos e dava uma palavrinha com os candidatos, digamos, a nível de pré-avaliação e punha uma observação num canto da folha, local destinado para tal. Então, um dia a diretora-presidente reprendeu-me ao flagrar-me ouvindo uma estória, um pouco longa- de uma pessoa que havia tido sérios problemas pessoais por aqueles dias. Disse que eu houvera dado excesso de atenção àquele indivíduo, pois o mesmo era apenas mais um candidato a uma vaga de trabalho...
    Um abração. Tenhas uma boa tarde.

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  7. Pois, como se costuma dizer por cá: borrou a pintura.
    Moral da história: lindas palavras mas é nos contextos que se verifica a sua validade.
    Bj, Marli

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