Ontem assisti a um filme, não é muito novo, porém seu tema é bem atual, chama-se: Um dia de fúria, protagonizado por Michael Douglas.
E o mais interessante é que o tema vem justo no momento em que as famílias estão reunidas falando sobre paz, amor, calma, serenidade, bondade.
Lembro-me que um dia, conversando com uma amiga, falávamos sobre nossos instintos, que com certeza, desconhecíamos do que somos capazes.
Ela, exaltou-se e disse: eu jamais mataria, ou feriria alguém! Aquela velha frase: não mato nem um mosquito. Pois bem, joguei mais lenha na fogueira e indaguei: e se um dia você chegasse em casa e percebesse que causaram algum mal ao seu filho ou sua mãe?
Ela pulou da cadeira de pronto e disse: Aí a história muda!
Eu sorri. Somos seres racionais, mas na hora do aperto, quando a vida testa nossa paciência ao limite, é que descobrimos quem somos de verdade, e mais ainda quando a nossa base de fé em Cristo não é concreta.
Voltando ao filme, em muitos pontos me identifiquei com aquele personagem, não apenas identifiquei a mim, mas a muitos que conheço. Chega um momento em que simplesmente o copo, quase cheio, recebe aquela última gota para transbordar e, aí que vem a força interior para nos segurar ou extravasarmos, o que vai depender de nossa compreensão espiritual.
Seja no emprego, na escola, no trabalho, em casa... Momento, em que você corre para o médico atual: Google e digita desesperadamente, palavras desconexas atrás de uma “cura” ou “ajuda”. Começa a meditar, respira 30 vezes, toma água, deita de barriga pra baixo, ergue as pernas, quando percebe seu corpo está contorcido sobre o tapete e seus pensamentos ainda estão naquilo ou naquele que provocou em você, toda a turbulência interior.
E a paz que você demorou para alcançar, esvaiu-se, e você não consegue recuperá-la tão cedo.
Psicólogos, analistas, remédios, você utiliza de todas as ferramentas que estão fácies, táteis. No momento da raiva, não tem como pensar em algo mais intrínseco, mais religioso. Você quer a solução já e, não esperar o tempo certo. Muitas vezes, quando chegamos ao fundo do poço, ou por esgotamento ou por raiva, não enxergamos o que está em nossa frente e nos aprofundamos em campos que nos fazem sofrer, mas que ao mesmo tempo, ajuda a nos conhecermos verdadeiramente ou quem sabe conhecer ao outro.
Olhe-se no espelho, olhe bem dentro dos seus olhos e diga: Olá, eu sou o(a) fulano(a), prazer em conhecê-lo(a)!
É incrível, como temos dificuldades em nos olharmos, em nos permitir conhecermos.E isto, só vai acontecer quando algo “romper-se” aí sim, procuraremos nos reencontrar, nos redirecionar e saberemos que a oração e o perdão são medicamentos infalíveis em todas as ocasiões de nossa vida, por isso,ela deve ser primordial e, a vigilância constante, pois todos somos bons, até o momento em que somos testados.
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Fotos: Google |