11 de jul de 2018

A velhice nos torna conscientes ou covardes?

Imagem da Internet



Ouvindo Lendro Karnal falar sobre o tema “A Consciência nos torna covardes”. Em sua fala sempre muito filosófica parei para refletir, quando falou:
-Quanto mais eu envelheço, mais eu tenho medo. A consciência nos torna covardes.
Quando envelhecemos jamais viajamos sem nosso arsenal de medicamentos, casaco, óculos extra, até um bom pedaço de papel higiênico, no caso de não encontrar onde eu precisar dele, o guarda-chuva se faz presente com mais frequência, objeto que não vemos nas mãos de um jovem. Dá-nos a impressão de que o guarda-chuva revela que somos velhos, se chover, o jovem com certeza, irá escapar rapidamente da chuva sem sofrer nenhum pingo.
Sendo assim a ignorância é uma bênção, “quanto menos eu soubesse dos riscos do mundo, melhor eu faria.”
Sem ser prepotente e discutir as palavras do “respeitável Leandro Karnal”, mas cabe aqui uma pequena opinião.
A vida tem riscos e sempre terá, tropeçamos muitas vezes, sofremos e aprendemos, por isso não diria que nos tornamos ignorantes e covardes, porém diante da maturidade adquirida pelas diversidades da vida nos tornamos mais cautelosos. Ignorante seria eu, com mais idade sem ser um bom nadador, sem ser um bom conhecedor das piscinas, jogar-me em um belo salto como se tivesse dezoito anos. O corpo mudou, a resistência já não é a mesma. E sim, devemos temer os perigos que hoje nos são claros. “Envelhecer é como velejar, você não pode parar o vento, mas, pode direcionar a vela para que o vento lhe seja favorável.” E, vamos velejando com cuidado para que o vento não nos leve para o perigo, e, como envelhecer não é algo fácil, com a maturidade conseguiremos manter a vela sempre bem direcionada. A velhice é o nosso comprovante de experiência, a qual poderemos usar em qualquer situação, onde seja necessária. É normal que tenhamos medo de envelhecermos, porém com o passar da idade adquirimos tanta sabedoria, experiências em todos os campos da vida, e mais, conscientes de tudo que nos rodeia, e seria inoportuno afirmar que nos tornamos covardes por termos esta consciência.
Clarice Lispector já dizia:
- “Eu tenho medos bobos e coragens absurdas.”
Podemos com o passar da idade possuir muitos medos, naturais pelo processo do tempo que vivemos, mas a coragem nos fará grandes e absolutos.
Karnal diz que nos tornamos covardes com a velhice, e Ghandi diz:
“O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não.

16 comentários:

  1. Adorei o texto. Muito interessante :))

    Poema do Gil António, que, foi gozar as suas merecidas férias e, " me deixou de serviço" kkkk :) Esperamos que entendam. Obrigada.

    Cartas escritas em letras esquecidas

    Bjos
    Votos de uma boa noite

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  2. A velhice assusta-me e muito. !! Amei o texto!

    Boa noite. Beijos

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  3. Bom dia!
    Não sei se a velhice nos torna covardes,mas nos assusta muito.
    Amei o texto Terezinha.
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

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  4. MARLI,

    envelhecer se fosse apenas contar mais um ano, mais dois, até que seria mais aceitável, no entanto estes anos a mais que se somam a nós, trazem consigo o aumento das dores, doenças e inaptidões variadas que nos fazem cada vez menos atuantes ou inseridos nos grupamentos.
    É natural, é da viva, nascemos para morrer, mas lhe digo que envelhecer não precisava ser um processo doloroso e morrer poderia ser sempre uma ocasião na qual a dignidade do nosso corpo fosse preservada, apesar de desgastado e finito.
    Acho que a consciência da morte iminente e a inevitabilidade dos sofrimentos desta fase da vida, nos amedrontam.
    A mim amedronta!
    Beijo.
    Um abração carioca.

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  5. Bom dia, julgo que a velhice não nos torna cobardes, talvez a fragilidade que a mesma nos causa, faz-nos ter receio.
    feliz fim de semana,
    AG

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  6. Minha amiga Marli, esse tema da velhice, tão bem abordado aqui, tem sido tema para muitos escritores europeus, principalmente. A melhor obra que li sobre a velhice chama-se ! A Velhice" de Simone de Beauvoir, um livro de 744 páginas escrito com a sabedoria de uma grande filosofa.Sempre que posso, recomendo esse livro.
    Um bom final de semana
    Abraços
    Pedro

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  7. “Envelhecer é como velejar, você não pode parar o vento, mas, pode direcionar a vela para que o vento lhe seja favorável.”

    Querida Marli... fazer o quê? A vida é assim, é tocar o barco e velejar da melhor maneira possível. Belo esse texto, dá pena aqueles que fizeram da sua juventude um ponto estagnado! A vida é um caminho, sem retrocesso, mas a mente é que nos dirige.
    Gostei muito!
    Um bom fim de semana, com todo esse frio!
    Beijo, amiga.

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  8. Olá, bom dia
    Entrei aqui por acaso e gostei deste espaço. Para além de ver aqui muitos dos meus amigos comentadores.
    Fiz-me sua seguidora para não lhe perder o rumo e voltar mais vezes.
    Achei este texto muito interessante, embora esteja em total desacordo com o autor.
    A velhice não nos torna cobardes, de modo algum! Torna-nos prudentes, isso sim!
    Viajamos com todos os medicamentos que estamos usando? Prova de que somos previdentes (e ainda não estamos esquecidos...)
    Falta-nos a ligeireza da juventude? Sobra-nos sabedoria para evitar os pingos da chuva que nos poderiam causar pneumonia... :)
    O assunto é apaixonante, mas não vou maçá-la com mais palavras.
    Se quiser visitar-me no meu blog dar-me-á grande prazer.

    Votos de um Domingo feliz
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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  9. A covardia jamais deverá ser coadjuvante da velhice
    A maturidade nos torna mais cônscios de nossa limitações físicas e por isso tornamo-nos mais cautelosos. Essa mesma velhice nos torna mais altivos e fortes intelectualmente e espiritualmente visto que a gama de conhecimentos adquiridos ao longo da vida reflexões mais amplas e escolhas mais acertadas
    Beijos e uma feliz semana

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  10. Minha querida amiga, gostei muito da reflexão deste texto. Não creio também que envelhecer nos torne cobardes, mas sim mais lúcidos, com mais precauções… Lembrei até de uma frase de Miguel Torga: "A velhice é isto: ou choramos por tudo e por nada, ou perdemos o pé de tanta lucidez"...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  11. Tema complexo, cara amiga Marli. Aprecio bastante a filosia do Karnal como também a do não menos famoso Luiz Felipe Pondé, mas concordo em número e grau convosco: o envelhecimento nos traz sabedoria e junto dela vem a cautela e os cuidados dos quais ainda não necessitávamos quando eramos jovens
    Subscrevo a frase da nossa querida Tais: "Gostei muito".
    Um abração daqui sul, aliás, desnecessário falar do sul, porque você também é daqui (do nosso sul), né! Então um abração.

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  12. Olá, querida Marli!

    Tudo bem? Eu, um pouco melhor das mãos.

    Já, ontem, tinha lido seu brilhante texto, mas como já era mto tarde, fui só pesquisar umas "coisinhas" e pensei k seria melhor comentar hoje.

    Esse senhor HISTORIADOR, de nome Lendro ou Leandro (creio ser o mesmo) Karnal, por vezes, pensa que descobriu a pólvora -rs e k está dizendo algo, que ninguém houvera dito e k estamos vivendo na Idade Média.

    Estive escutando alg. vídeos onde ele intervém e fiquei boquiaberta com as atitudes do público. Ele diz e tá dito, escritura bíblica, não adulterada, e ninguém o questiona, antes o idolatram. Tem jeito pra pastor, que não guarda suas ovelhas ou pra orador, não na Antiga Grécia, mas no Brasil, onde 90% das pessoas acreditam piamente noutras, k dizem umas "coisas". Você, Marli, está nos 10% restantes.

    A palavra cobarde ou covarde tem uma carga negativíssima, quer seja aos 10 ou aos 100 anos, e pode ter diversos significados, mas sempre em torno do ruim, portanto, é de AFASTAR e já esse vocábulo, embora eu saiba k há pessoas, que, alguma vez na vida foram cobardes, sim, pke não é uma atitude constante.

    Ele fala dos mais velhos (ele k se cuide pke caminha para os 60), como se fossem pessoas já caducas. Eu, qdo tinha 18/20 anos era bem mais prudente, que sou agora. Para onde ia, levava uma nini casa atrás, desde a maquilhagem, roupa, sapatos, eventualmente guarda-chuva/sol e até alg. medicação (sei lá se poderia ter uma dor, repentinamente, algures). Hoje, me sinto mto mais leve e desapegada, embora já tenha dobrado os 20 anos e mais uns pozinhos - rs. Não penso em futuro, contrariamente ao k acontecia aos 20 anos, e vivo, com alegria, um dia de cada vez. Antes, usava salto alto e qdo chegava a casa, aliás, já nas escadas, eu vinha de sapato na mão, hoje, sucede, exatamente o mesmo. Vamos tb referir k os tempos mudaram, sim, fazemos História todos os dias, e as pessoas, de há uns anos a essa parte vestem de jeito mais prático, casual, portanto. Estamos no tempo do descartável, e eu se pudesse, tb, descartaria mta gente, que anda por esse mundo, dizendo tolices, atrás de tolices e arrebatando massas humanas pró lados delas. ACORDEM! ESTÁ NA HORA!

    Beijinhos e um dia mto feliz.

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  13. Boa tarde, colega Marli!
    Lindo texto. Francamente, espero que a velhice me torne mais forte, é o que desejo.
    Ei, moça!
    Tem postagem novinha no meu blogue também. Passe lá em "GAM Dolls (2)" e confira!
    Ficarei feliz com tua visitinha e comentário, sempre tão gentis.
    Te espero por lá, ok?
    Abração pra você! :)

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  14. Não concordo com o autor, pois avaliar o risco e tomar medidas para o minimizar é um sinal de sabedoria e não de covardia. E, com a idade, avaliamos os riscos muito melhor do que na juventude.
    Amiga Marli, continuação de uma boa semana.
    Beijo.

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  15. Marli, vou com você. Acredito que à medida que o tempo passa, não é que ficamos acovardados, mas AS PRIORIDADES MUDAM.Hoje no meio da casa dos 30, eu não me vejo indo para uma balada ou ficando acordada até mais tarde quando tenho muitas responsabilidades no dia seguinte.

    Acredito que " o conhece a ti mesmo" passa ter mais peso para nós do que "só se vive uma vez". E essa é a beleza da coisa. Vejo tanta gente da minha idade agindo como se tivesse 14 ou 15. Isso não é coragem. É imaturidade.

    Beijos e adorei sua reflexão.

    http://vivendolaforanoseua.blogspot.com/

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  16. Bom dia Marli, nõa é que fiquemos covarde ao envelhecer, é que no mais das vezes o processo natural do envelheciemnto passa a exigir cautela, melhor ser cauteloso , porém antenado sem cair no ridículo!
    Texto reflexivo!
    Feliz domingo!

    Bjs!

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