Acredito que muitos não sabem utilizar a liberdade de imprensa que ainda existe em muitos países.

O mais irônico, é que a própria primeira dama, Michelle, esteve na China defendendo a liberdade de expressão.
A liberdade de expressão é perigosa em mãos de pessoas que trabalham em jornais como o De Morgen. Aqui no Brasil tivemos punições jurídicas contra o pseudo-humorista “Rafinha Bastos”, quando ( conforme definido pelo próprio ) fez uma piada que não foi entendida após comentário a respeito de uma foto em que Wanessa Camargo está grávida: “eu comeria ela e o bebê”.
Nos dias de hoje, não há como não ter uma interpretação dúbia dessa frase de péssimo gosto.
Quero entender porquê, alguns humoristas, têm que citar cor da pele, peso, altura e outros aspectos nas pessoas para fazerem graça. Como se os cabelos loiros, a cor da pele, seu peso, sua altura, fossem castigos de Deus e os seus algozes estão prontos para mostrarem ao mundo, e ganharem dinheiro às custas alheias.
A foto no jornal belga foi de imenso mau gosto. Não há como achar graça, ou acreditar nas desculpas pedidas após o estrago feito: “O De Morgen já emitu um pedido de desculpas admitindo que foi culpado pelo mau gosto
e que apenas pretendia ironizar sobre a relação entre Obama e Vladimir Putin, o presidente da Rússia."
Rafinha foi suspenso da Bandeirante, na época, afastado do programa CQC ( utilizado para fazer o comentário ), e condenado a pagar cerca de 100 mil reais à cantora pela inteligente piada.
O mais polêmico é ler comentários de internautas que são coniventes com atitudes como essa.
Há milhares de apoio a Rafinha, assim como ao jornal belga.
Incrédulo, mas é a realidade mundial hoje.
Os que defendem o comediante, afirmam que o Brasil é “o país que leva os humoristas a sério e os políticos na brincadeira”. Ou seja, para eles, devemos aplaudir o Sr. comediante, permitir que ele faça piadas de mau gosto porque a classe política está uma baderna?
Os anos passam, e a humanidade vai perdendo a visçosidade.
O ser humano, como a palavra sugere, deixa a cada dia um pouco de lado a beleza da sua essência.
E não falo apenas por estas atitudes isoladas, falo num âmbito geral: animais abandonados e mal tratados, crianças jogadas nos lixos, idosos sendo espancados e jogados em asilos, pessoas matando umas as outras por uns trocados.
Morei no Rio de Janeiro, por pouco tempo, justamente no ano em que o filme Tropa de Elite ia ser lançado, e nas barraquinhas de venda de DVDs era incrível o número de filmes de terror e policial que eram vendidos. Se você quisesse algo mais “leve” teria que encomendar pois não tinha procura.
Estava exposto ali a realidade dos dias de hoje: as pessoas apreciam e levam para casa uma violência gratuita e mórbida.
Quando algo de ruim ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, os brasileiros ficam atiçados e publicam “tinha que ser no país desses “loucos””. Como se aqui não vivêssemos todos os dias histórias mórbidas, como da ex-esposa que matou e esquartejou seu marido, colocando seus pedaços em sacos plásticos.
A violência gratuita está crescendo nos Estados Unidos, no Japão, no Egito, no México, na Argentina, na Grécia, e no Brasil, sim senhor.
E vocês podem achar besteira o que vou dizer, mas uma frase mal dita, ou uma foto caricaturando seja um presidente, ou alguém que você ama ou admira, pode se tornar o estopim para essa violência, sim.
Existe uma frase que diz mais ou menos assim: quem fala o que quer, ouve o que não quer. A liberdade de expressão é importante, mas ela deve ser controlada, avaliada. Não é necessário ofender, humilhar, magoar ou incitar a violência e o ódio para sermos lidos ou ouvidos. Pessoas que o fazem, não merecem ter seus espaços reconhecidos.