Tenho estado mais comigo mesma e bate, às vezes, um saudosismo que nem sei de onde surge, vem devagarinho, chegando e se aloja....Aí vem a vontade de viver com mais intensidade. Tenho escrito, e, nas minhas idas e vindas, encontrei mais um texto de 1991, escrevi em uma tarde fria do mês de junho. Sei os detalhes porque faço anotações acima do texto, os quais serviram, hoje, para me localizar no tempo. E, ele passou, e passou muito depressa, dá medo de olhar em frente e o tempo nos roubar. Vejam que o que escrevi naquela época, tem uma linguagem mais simplória , mas vem do coração.
Tempo
As pessoas trabalham, amam, brincam e até pensam que são realmente felizes, ledo engano...felicidade no interior de uma redoma de vidro. O frágil material torna-se a cada dia mais e mais delicado, tornando insuportável a permanência prolongada em tão pequeno espaço, que fica a cada dia mais saturado de incompreensões, vazios, complexos, traumas os quais tentam escondê-los sob uma capa polida de sorrisos, maquiagem que tentam passar ao mundo uma realidade já quebrada, ajeitada, remendada, porém permanecem grandes espaços abertos por onde passam o arrependimento, a intranquilidade, a insegurança....
E essas pessoas se perguntam por que vivo com ansiedade, por que sou intranquilo, por que não consigo amar?
A resposta é tão simples.
Esqueceram de sair de sua redoma de vidro, antes dela explodir.
25 de abr. de 2013
18 de abr. de 2013
Hora de rever
não sei exatamente há quanto tempo as notícias de menores infratores pipocam nas mídias deste País.
mas, de uns dias para cá, a situação grita por uma resolutividade.
semana passada mais jovens foram mortos por outros jovens, os denominados "menores".
confesso que não há como entender que as autoridades fechem os olhos para um problema tão grave como este: menores de idade matando, estuprando, roubando pessoas trabalhadoras, justo quem sustenta este País, levando em conta que "menor de idade" não pode trabalhar, segundo a lei.
a mesma lei que os ampara e açoita as pessoas de bem, as vítimas desses "peq uenos infratores".
em um dos casos, um rapaz trabalhador, de 19 anos, voltava do trabalho mais cedo para estudar. ao chegar no portão de casa, foi abordado por um menor. o "menino", com a arma em punho, exigiu o celular do jovem.
no momento em que ele foi entregar, dois tiros ceifaram sua vida.
o "menor" que o matou, tem passagem pela Fundação Casa, antiga Febem, e completaria 18 anos em dois dias.
no outro dia, o "de menor" se apresentou à polícia, de braços dados com sua mãe para prestar depoimento.
passeatas foram e continuam sendo feitas, protestos nas mídias escritas, mas os políticos dizem que "não podem mudar a legislação".
pergunto-me: se os senadores, governadores e presidentes não podem alterar as leis que eles mesmos aprovam e sancionam, quem poderá?
eles podem fazer muito pelo homem de bem, sim!
a Lei maior tem que parar de inverter seus valores e "acocar" pessoas sem caráter, bandidos, e valorar os cidadãos de bem, que levam este País nas costas por anos.
claro que eu sou a favor de mais escolas do que presídios mas, infelizmente, os nossos governantes deixaram as coisas degringolarem de uma forma tão absurda, que fugiram do controle. e esses jovens precisam de corretivos firmes, que vão muito além de um banco escolar.
o Brasil, infelizmente, neste momento em que a violência encontra-se tão banalizada, não tem condições de reeducar seus jovens infratores apenas com cadernos e lápis.
sou a favor sim, que estes delinquentes sejam privados de liberdade, assim como eles têm feito com tantos cidadãos de bem, e tão jovens quanto eles.
14 de abr. de 2013
Faz-me bem reunir a família.
Encontrei nos meus escritos o texto a seguir. Ele data de 04 de julho de 1991.
Trouxe-me uma grande e ao mesmo tempo triste saudade, pois as pessoas que são relatas no texto já não fazem parte da minha vida.Sei que muitos de vocês devem sentir a mesma emoção e nostalgia ao lembrar dos entes queridos que pela lei da vida já foram.
É um texto curtíssimo, mas que possui extenso sentimento da fragilidade da nossa vida.
Minha família
Recordo com grande aperto no coração quando na minha inesquecível infância eu observava ao longe três jovens senhores no topo de uma extensa Avenida, no bairro São Pedro, diariamente com suas bicicletas irem juntos ao trabalho.
Já fazia parte do meu dia a dia aquela cena, a qual, hoje está gravada com imagens de carinho em minha mente.Sempre dava-me muita alegria a união da família, aquela chácara, aqueles cabritinhos, aquele "Bambi".
Deixava-me muito feliz aquela suposta chamada, quando todos diziam "presente" e marcavam sua presença ao redor de uma grande mesa com dois grandes bancos de madeira.
Hoje, aquele "Homem" que dizia :-escapa, escapa, (ao precisar descarregar a sua carroça) ele já não responde mais, pois seu nome foi transferido para outra escola. Uma escola maior.
Também aquela "Grande "mulher de estatura baixa, já não me diz com os braços abertos:- Veja quem veio me ver, pois também transferiu-se para talvez, a mesma escola do "Grande Homem", meu avô.
Restam os outros que podem responder a esta chamada e reunir-se aos outros na grande família, mas parece que a escola terrena só os ensinou egoísmo, rancor e mágoa.
Parece que os dois primeiros alunos chamados, não deixaram para estes pequenos discípulos crescidos , o seu exemplo de amor, bondade, perdão e união de uma família tão linda.
A nossa!
Observação: hoje 2013, muitos outros já se foram também. A minha família está a cada dia menor.
Trouxe-me uma grande e ao mesmo tempo triste saudade, pois as pessoas que são relatas no texto já não fazem parte da minha vida.Sei que muitos de vocês devem sentir a mesma emoção e nostalgia ao lembrar dos entes queridos que pela lei da vida já foram.
É um texto curtíssimo, mas que possui extenso sentimento da fragilidade da nossa vida.
Minha família
Recordo com grande aperto no coração quando na minha inesquecível infância eu observava ao longe três jovens senhores no topo de uma extensa Avenida, no bairro São Pedro, diariamente com suas bicicletas irem juntos ao trabalho.
Já fazia parte do meu dia a dia aquela cena, a qual, hoje está gravada com imagens de carinho em minha mente.Sempre dava-me muita alegria a união da família, aquela chácara, aqueles cabritinhos, aquele "Bambi".
Deixava-me muito feliz aquela suposta chamada, quando todos diziam "presente" e marcavam sua presença ao redor de uma grande mesa com dois grandes bancos de madeira.
Hoje, aquele "Homem" que dizia :-escapa, escapa, (ao precisar descarregar a sua carroça) ele já não responde mais, pois seu nome foi transferido para outra escola. Uma escola maior.
Também aquela "Grande "mulher de estatura baixa, já não me diz com os braços abertos:- Veja quem veio me ver, pois também transferiu-se para talvez, a mesma escola do "Grande Homem", meu avô.
Restam os outros que podem responder a esta chamada e reunir-se aos outros na grande família, mas parece que a escola terrena só os ensinou egoísmo, rancor e mágoa.
Parece que os dois primeiros alunos chamados, não deixaram para estes pequenos discípulos crescidos , o seu exemplo de amor, bondade, perdão e união de uma família tão linda.
A nossa!
Observação: hoje 2013, muitos outros já se foram também. A minha família está a cada dia menor.
8 de abr. de 2013
7 de abr. de 2013
Filme " Hitchcock " : uma fraca homenagem.
"há pessoas insubstituíveis".
claro, essa frase nos remete a nós mesmos, eu sei que sou insubstituível
à minha mãe, por exemplo. mas quero falar aqui sobre, para mim, o maior mestre
do suspense de todos os tempos: Alfred
Hitchcock.
e falo sobre ele devido ao filme que assisti: Hitchcock, uma fraca homenagem a este
grande ( sem apologia ao seu tamanho ) homem.
o filme é baseado no livro não fictício de Stephen Rebello (Alfred Hitchcock and the Making of Psycho, 2012 ).
o filme foi de um "achorismo" amador.
dando a entender, em muitos momentos, que Alfred tinha tendências psicopatas,
assim como seu ilustre personagem: Norman Bates ( necrófilo e incestuoso )
seus constantes trejeitos afim de esconder a protuberante
barriga, desviou a nossa atenção do que realmente importava: o talento do
diretor.
Anthony Hopkins, o
eterno Hannibal, deixou a desejar.
criou trejeitos não encontrados no verdadeiro Hitchcock, basta uma olhadela no
youtube.
não há como não lembrarmos de Meryl Streep em A Dama de Ferro, por exemplo. ou em O Diabo veste
Prada, como Miranda Priestly.
a impressão que me passou é que o filme foi às pressas, e
que faltou, por parte de todos, um estudo aprofundado tanto de Alfred quanto do filme Psicose.
não se deve inventar, a não ser que você queira
ridicularizar ao outro, como foi o caso de Hitchock.
após este filme, para quem não conhecia o verdadeiro mestre,
teve a impressão do mesmo ser um bonachão, frustrado, corno, com sinais de
psicopatia e seu talento ser, na verdade, de sua esposa, Alma.
culpa do roteirista que não soube adaptar o livro?
dos atores que passaram a impressão de não ter ideia da
grandiosidade que eles estavam fazendo ( cito Norman Bates e Marion Crane
)?
este filme desmerece Hitchcock,
e frustra, pois a ideia era mostrar a história de amor entre Alfred e sua esposa, Alma, tendo como fundo os bastidores de
Psicose. não conseguiram atingir nenhum dos dois objetivos.
para quem quer conhecer o talento de Alfred, assista Psicose de 1960, e esqueçam essa fracassada
tentativa de póstuma homenagem ao mestre.
Abaixo números e curiosidade de Psicose ( fonte Google ):
*Para realizá-lo, Alfred
penhorou sua casa, abriu mão do seu cachê como diretor, e pediu em troca 40% da
arrecadação total;
*Na época, Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, que deu origem ao roteiro do filme; ele pagou onze mil dólares e depois comprou todas as cópias
disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, seu final
não fosse revelado;
*Uma modelo nua foi
utilizada por Hitchcock em algumas
das cenas do chuveiro, na intenção de criar realismo;
*Psicose foi filmado em preto e branco por opção do próprio Alfred
Hitchcock, que considerava que a cores o filme ficaria
"ensanguentado" demais;
*Para economizar nos
custos de produção, Hitchcock
resolveu por utilizar em Psicose boa parte do elenco de sua série
exibida na TV americana;
*Para criar o sangue na cena do chuveiro foi
utilizada calda de chocolate;| CompartilheFacebookTwitterGoogle+
*O som ouvido do facão
sendo fincado no corpo de Marion é,
na verdade, o som de um facão encravando em um melão.
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