5 de out de 2010

Desgosto...

Hoje me deparei com o seu sorriso manchado de vermelho
O mesmo batom usado nas artimanhas dos palcos que alegravam o povo
Hoje o lenço branco é voraz
O berço que nos ninava, agora balança com a correnteza do Gigante adormecido
Não quero plantar árvores
Hoje estou apolítica
Sinto-me vazia
As caixas não protestaram como imaginei que seria
Meus irmãos escolheram o palhaço                                                      
E o aplaudem como se lá fosse o seu picadeiro
Quero apenas não querer desistir                                                     
Não quero tomar um genérico para dor de cabeça                                                     
Quero alguém renascido em berço                                                      
Mas não um Pedro qualquer sentado em sua mula                                                     
Quero apenas sorrir,
Sem o batom vermelho nos lábios                                                      
E não precisar escrever nas entrelinhas                                                     
Como nossos pais.



2 comentários:

  1. Ah Marli, ponho-me a teu lado
    deixei o batom no armário
    e procuro nas palavras
    o que deverá ficar escondido
    do picadeiro, a arte foi tolhida
    e fizeram-na voz-muda
    sento, e aguardo o próximo ato...

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  2. Bom dia Professora, me desculpe a invasão mas gostei muito de seu Blog.

    Bjs do Zé Carlos

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