30 de out de 2010

Ode à Morte - João C. Santos

Terça-feira, dia 02 de novembro, dia dos Finados.
Começo minha pesquisa na Internet para trazer a vocês algo meu, juntando aqui e acolá, e montando a minha visão sobre esse momento em nossas vidas.
Sabemos que há várias formas de se ver, sentir e entender a morte. Várias doutrinas e ciências a estudam, mas o que conta mesmo é o que vai em nosso coração quando perdemos um ente querido, um velho amigo de infância, pais, avós, filhos, um bicho de estimação, enfim... temos aqui na América Latina uma questão mais funda sobre a morte, sobre a perda, o desapego.
Nesse mês o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, faleceu após uma parada cardíaca.
A fila de pessoas que queriam passar pelo caixão dele era de aproximadamente 03 horas.
Lembrei-me de Evita, Ayrton Senna,Luciano Pavarotti,Michael Jackon, e você lembrou de quantos mais que levaram filas ao seu velório, sem nunca terem tido sequer um contato físico com o morto.
Temos aqui a questão latina, o ‘’sangue latino’’, o apego, o carinho pelo que a mídia nos mostra, de várias formas.
Eu mesma me emocionei com a transmissão da Rede Globo no enterro de Lady Di, quando a mesma filmava aquela montanha de flores, milhares de pessoas carregando cartazes e lágrimas abundantes, crianças que sequer sabiam o que estavam fazendo ali.
Somos induzidos pelo ‘’sangue latino’’ a nos deixar levar pela lágrima, e quando nos perguntam o porquê do choro, apenas apontamos para a tevê e continuamos a chorar.
Somos emotivos, isso é bom, mas penso até que ponto é bom o apego, o não querer deixar ir a pessoa, que já cumpriu sua missão aqui na terra.
Entre tantos textos virtuais, um me tocou profundamente, e repasso ele a vocês.
Após a leitura tomei fôlego, um bom copo com água,e fiquei um tempo a refletir.Penso que ele trará diversas emoções a vocês também.
Boa leitura!



Ode à Morte

Procurava-te agora no anoitecer do meu descanso sem fé tentando apenas a mim enganar nas longas esperas de pé. A mim já não chegam os teus gritos de saudade, ouço apenas o eco do que temo já não ser verdade, sei que me perdoas este não saber o que ao menos fazer, também sei que só tu me sentes e me crês nas vezes que choro sem perder. Escrevo com a alma fechada da alegria que não quero amada como que em gesto turvo sem ser comparada me diz ao soletrar, existe assim, apenas sem amar.
O dia nasce triste sem o sol em riste para me seguir, acordo com a sensação de não ter adormecido que o meu corpo insiste em pedir na esperança que se faça ouvido o louco pedido. Guio-me aos caminhos negros passando rochedos onde não nascem trevos, que os meus o são num verde que deste a conhecer sem as mesmas folhas de sorte. São rosas de ventos desordenados sem os quatro tempos não valem nada, assim caminho apenas num sentido, apenas para Norte saberei que entro sem ser sincera morte.
A caminhada tem início sem ser sacrifício já me sinto a suar, a responsabilidade deste novo ofício que tanto lido com a dor sem nada haver com o perdido amor. A caminho do Norte da procura passeio-me pelos corredores do sofrimento onde encontro tantos lamentos, não olho a alma destes pobres sofridos em todos de nada perdidos que aqui procuram conhecer a calma. Mesmo o louco que me reconhece e me agarra as vestes, pede para o levar, procuro manter-me misterioso que em tudo sou muito vagaroso levando-me apenas a caminhar.
Outras há que não me falam, sem as olhar ouço as rezas tão sentidas que sinto acabar, moribundos desgraçados que quando se sentem no fim procuram tudo menos a mim. Sois tão fraco solene mortal, sentes a linha acabar e voltas acreditar em tudo sem amar. Deves achar-me selectivo que como tu não sou cativo, sou apenas sombra em que me descalço sem no chão tocar, transporto-me bem de leve apenas a levitar.

João C. Santos



27 de out de 2010

Ode ao Livro - dia 29 de Outubro - Dia do Livro

Ler é um processo: ''encontrar seu jeito de ler. Encontra-te a ti próprio''.


Estou a refletir e sentindo tristeza por saber que não conseguirei ler, apreender e aprender toda a imensa literatura existente, pois não sou eterna.
Leio Virgínia Woolf, mas pensando em manusear Saramago, Machado de Assis,uma paixão que quero viver intensamente.
Surpreendo-me com as páginas de Ulisses de Joyce, Hamlet de William Shakespeare, Dom Quixote de La Mancha de Cervantes... e a lista continua.
Reflito em quanto ainda tenho que ler, inversalmente quanta literatura foi anulada, e algumas jamais recuperada.
Um exemplo, o nosso famoso Kafka entregou obras a Max Brod para que ele as destruísse, no entanto, ele as publicou. Graças a uma rebeldia de Max, temos acesso a essas obras que continuam vivas.
Graças a isso, podemos ler, refletir , mencionar e sentir a catarse acontecendo através da leitura.
Memo polêmica a frase de Ziraldo é seu mote para ajudar a transformar o Brasil em um país de leitores. ''Ler é mais importante que estudar''.
Refletindo seu mote vemos que, quando lemos uma obra, ela mexe conosco, transforma nossa forma de pensar. Mas não precisamos estudar? Sim, se lermos não apenas como lazer mas, por hábito, ler sobre todos os assuntos, sobre os acontecimentos mundiais, planetas, invenções, descobertas, curas para doenças, saber sobre tudo , através das obras que lemos. Ao lermos, enfim sobre tudo, não há necessidade de estudar, porém a leitura deve ser constante em nossa vida, e às vezes ela torna-se apenas lazer, por isso sim, precisamos estudar, porque lemos pouco.
Para um brasileiro fica difícil entender o livro desta forma, pois o nosso Brasil foi conquistado sob lutas, armas, matança, enquanto em outros países o livro fazia parte das conquistas.
O hábito da leitura ainda não foi instituido, mesmo sendo ela o alicerce de toda educação.
Segundo pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, 05% dos brasileiros que se auto-declaram leitores têm mais de 60 anos. Isso significa um universo de 4,6 milhões de pessoas. A média de leitura entre as pessoas de 60 a 69 anos é de 2,2 livros/ano  e, para quem tem acima de 70 anos, o índice é 1,3 livros /ano.
Temos que continuar batendo na mesma tecla - ler, ler, ler, pois há países onde a média é de 18 livros/ano.
Analisando tais números podemos pensar que jamais atingiremos algo próximo a esses 18 livros existentes em outros países, mas nada é impossível, basta darmos o exemplo às crianças, desligando um pouco a televisão, computador, celular, e nos conectando a um mundo novo, a um mundo mágico e que pertence apenas àquele que o possui, ou lê.
Mais do que simples páginas em branco com letrinhas miúdas, o livro é nosso mais íntimo amigo, que conhece nossos anseios, e sabe como nos orientar, basta abrir a primeira página.

22 de out de 2010

Livro para que te quero, Livro!

"Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noite adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando passam passos. Lá no alto as estrelas teimosas namoram inutilmente a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa de seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra dimensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há lugar para dois passageiros: leitor e autor." - Augusto Meyer (1902-1970), "À Sombra da Estante".


Hoje me encontrei com uma amiga entre uma ruela e outra da livraria. Entre folhas e capas duras, conversamos sobre a importância das palavras, o quanto elas nos fascinam, e o quanto as palavras estão sendo trocadas pelos computadores e devaneios juvenis, sem objetivo algum.
Ao abrir um livro, começar pelo prefácio, passar a mão levemente sobre suas páginas, é um caso de amor sim. Poderá durar uma semana, um mês, um ano, ou a vida inteira, caso você o deixe sempre por perto e o releia quando sentir ''saudades'' do se sentir acariciar por suas linhas.
Podemos conhecer o mundo através de um livro, ou ir até a esquina. Podemos chorar, rir ou odiar fulano, cicrano ou até mesmo nós mesmos, enquanto nos infiltramos nas páginas e frases bem colocadas.
Sem nos importarmos com o final, devoramos histórias e guardamos um pedaço dela dentro de nós.


Um livro nunca será de um todo perdido. Mesmo que a história não nos agrade, ou o autor não esteja na lista dos favoritos, mas com certeza ao menos uma frase entrará profundamente em nós, e ali perceberemos o quanto valeu a pena ter aberto tal livro.
Toda a juventude deveria ir dormir e acordar com um livro novo a cada dia. Todas as crianças deveriam conhecer Ziraldo e seu Menino Maluquinho.
Não apenas Pelé e o samba.
Todos deveríamos ter uma grande varanda, onde o pôr do sol deixasse a violeta mais rosada, com um cachorro preguiçoso deitado sob a cadeira de balanço, enquanto os pássaros ciscando as quireras no chão, ouviriam, ainda que pela última vez, a minha leitura de Machado de Assis, Clarice Lispector ou até mesmo um poema escrito para um antigo amor, guardado a sete chaves na gaveta da nossa Alma. Abra seus braços e voe: leia um livro!

21 de out de 2010

A Vida Me Ensinou...

... com vocês, um pedaço de Charles Chaplin!


A VIDA ME ENSINOU


A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;

Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;

Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o
mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”, embora nem
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”, embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me
ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.


17 de out de 2010

Médico de Homens e de Almas - dia 18 de outubro, dia do Médico

Que Deus abençoe tuas mãos
que amenizam a dor e curam as feridas.
Que Deus abençoe tua vida,
tua
família  e tua morada,
hoje e sempre,
para que possas,
por longo tempo,
sanar a dor que sangra nas casas,
nas
ruas e nos leitos dos hospitais.
Que Deus continue a guiar tuas mãos
e a encher de amor teu
coração
para que sejas sempre o caminho
da bondade e da esperança
para aqueles que em tuas mãos depositam suas vidas.
Pela dedicação,
amor e carinho
com que segues a jornada
que escolheste para tua vida,
Parabéns pelo teu dia, Doutor!

16 de out de 2010

Ah, o amor!...

Venha como vier, seja como for... tal sentimento tão complexo e tão simples, seja entre mãe e filho, homem e mulher, homem e natureza, o amor deve existir entre todos.
O amor vem da Alma, o amor não escolhe cor, sexo, religião... daí surge a complexidade... mas quando vemos o sorriso do ser amado ou a reação que causamos em quem amamos, tudo se torna simples...
E como é bom quando conhecemos o amor, em sua complexidade e simplicidade...
Sem pedirmos nada em troca além da felicidade do ser amado...
E... até mesmo quando o amor ama sozinho, a despedida é um poema... como nessa música composta por Roberto Carlos...
Deleite-se e ame.

De Tanto Amor

Ah ! Eu vim aqui amor só pra me despedir
E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir
Me perdi de tanto amor, ah, eu enlouqueci
Ninguém podia amar assim e eu amei
E devo confessar, aí foi que eu errei
Vou te olhar mais uma vez, na hora de dizer adeus
Vou chorar mais uma vez quando olhar nos olhos seus, nos olhos seus
A saudade vai chegar e por favor meu bem
Me deixe pelo menos só te ver passar
Eu nada vou dizer perdoa se eu chorar


14 de out de 2010

Ao Mestre com Carinho ( 15 de Outubro - Dia dos Professores )

SERMÃO DA MONTANHA (versão para os Educadores)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre
uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se
aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da
Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- "Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito,
porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles..."

Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André disse:
- É pra copiar no caderno?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus (devia ser da GERED), que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso
e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos?
Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás, que era de uma espécie de NAFE da época, emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades
integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os
parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais
e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me
o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se
cumpram as promessas do Imperador de um ensino
de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a
eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor
titular...

Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria
proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator
previdenciário e a regra dos 95, desistiu.
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e
montar uma padaria...
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de
educador se enterneceu e Ele continuou:
-"Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras
contra vocês por causa da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será
grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que
vieram antes de vocês".


Tomé, sempre resmungão, reclamou:
- Mas só no céu, Senhor?

- Tem razão, Tomé - disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras
em conformismo e alienação.. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem
esperando, de braços cruzados, somente uma recompensa do além. É preciso construir o
paraíso também aqui e agora, para merecer o que vem depois...

E Jesus concluiu:
- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a luz do mundo...

Filme Nosso Lar

Quando acenderam as luzes da sala 04 do cinema, e no écran os créditos finais começavam a deslizar, eu me dei conta do tempo que perdi com coisas fúteis e desastrosas nessa vida terrena.
O quanto deixei de valorizar coisas simples. E o quanto coisas simples contam e muito no plano espiritual.
Das vezes em que um transeunte estendeu a mão e pediu uma moeda, e eu não dei por medo de ser assaltada ou simples descaso.
Das vezes em que neguei um sorriso, uma palavra amiga, ou os ouvidos por estar sem tempo.
Não estou aqui para afirmar que o filme é exatamente o que ocorre no outro lado, mas tenho certeza de que a vida não tem um ponto final.
O filme tenta e nos consegue fazer entender que somos todos irmãos, por mais que na prática isso seja desencorajador.
O quanto é bom podermos ajudar ao próximo sem esperar que o mesmo o faça, pois cada qual possui suas limitações.
E se você pode dar um sorriso, dê.
Se você pode estender a mão, estenda.
Caso possua um cobertor sobrando, doe aquele homem que está na rua, ao relento.
Não fará falta, e contará pontos.
Cada degrau que eu descia da sala de cinema, os pensamentos vinham com muita velocidade, dos mais diversos. E o mais preocupante: o tempo que eu ainda tinha aqui para me redimir.
Para poder transformar as coisas à minha volta, e ser mais humana.
Deus não nos cobra, não nos aponta o dedo, apenas estende a mão através de seus guardiões para nos ajudar sempre que precisamos.
E isso o filme nos diz com todas as letras: Deus está sempre pronto para lhe perdoar de todos os pecados, basta você se conscientizar disso.
Somos espíritos, somos Almas, e como somos, devemos tentar sermos bons. Mas não pelo medo do que virá depois, e sim por nós mesmos.
O filme Nosso Lar não é espírita, evangélico, budista, católico. É um filme que fala para a Alma, e a mesma não tem credo, apenas amor.
Quem não assistiu, tire a máscara do pré-conceito e vá.
É o melhor conselho que uma amiga pode lhe dar nos dias de hoje.


12 de out de 2010

Sonhos de um Palhaço


Vejam só
Que história boba eu tenho pra contar
Quem é que vai querer acreditar
Eu sou palhaço sem querer

Vejam só Que coisa incrível o meu coração
Todo pintado nessa solidão
Espera a hora de sonhar

Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço é natural

Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei o amor e o sonho sem saber
Que o palhaço pinta o rosto pra viver

Vejam só e há quem diga que o palhaço é
Do grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher

Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço é natural


Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei o amor e o sonho sem saber
Que o palhaço pinta o rosto pra viver

Vejam só
E há quem diga que o palhaço é
Do grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher


8 de out de 2010

A deliciosa voz de Barbra Streisand no filme Bonequinha de Luxo




Moon river
Wider than a mile
I'm crossing you
In style some day
Oh, dream maker
You heart breaker
Wherever you're goin'
I'm goin' your way
Two drifters
Off to see the world
There's such
A lot of world to see
We're after
The same rainbow's end
Waitin' 'round the bend
My huckleberry friend
Moon river
And me
Moon river
Wider than a mile
I'm crossin' you
In style some day
Oh, dream maker
You heart breaker
Wherever you're goin'
I'm goin' your way
Two drifters
Off to see the world
There's such
A lot of world to see
We're after
That same rainbow's end
Waitin' 'round the bend
My huckleberry friend
Moon river
And me


Parei por alguns segundos para ver os pingos da chuva respingando na janela da sala. Enquanto, no cd, tocava ‘’Epitáfio”.
Eu posso dizer que deveria ter amado mais, explodido de amor, talvez! Não apenas o amor entre um homem e uma mulher, mas a entrega total e sem pudor a tudo que está à minha volta.
Amado mais a chuva, e não reclamado pela lama que ela fazia sobre meus pés.
Amado mais o frio, e não reclamado dos arrepios que ele me causava.
Amado mais o amanhecer, e não reclamado dos 10 minutinhos que perdi a mais na cama.
Amado mais o cantar dos pássaros, e não fechado a janela por perder a concentração.
Andei por tantos caminhos, conquistei muitas coisas, perdi outras tantas...
Vi muitos erros, muito acertos, lágrimas e sorrisos.
Hoje eu olho para trás e vejo o quanto não fiz, o quanto deixei de sentir.
Quantas vezes perdi o sorriso de uma criança por estar brigando com outro motorista por ele ter ‘’cortado’’ minha vez.
Eu sei das minhas dores e das minhas alegrias. Mas e as dores e alegrias da minha mãe quando passei por momentos difíceis, quando me casei, quando dei a ela seu primeiro neto... Nunca soube, porque sempre me importei demais com os outros, com problemas grandes e esquecido que a vida é feita para ser vivida, venha ela como vier.
Sempre teremos alguém para nos proteger, isso é certo.
E hoje, enquanto a chuva respinga na janela, as lágrimas respingam em meu rosto.
Quantos pôr do sol perdi porque trabalhei demais...
Quantas risadas dos meus filhos deixei de ouvir por, já exausta, deitar na cama e só acordar na manhã seguinte...
Quantos sorrisos tive que estampar no rosto mesmo querendo chorar.
Dentro de mim um coração bate...
Mas bate pela metade, pois eu não soube viver completamente.
Abro a janela, deixo a chuva entrar.
Talvez seja esse meu recomeço.


... momento poético



Os teus pés

Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.

Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram vôo,
a larga boca de fruta,


tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
 



5 de out de 2010

Desgosto...

Hoje me deparei com o seu sorriso manchado de vermelho
O mesmo batom usado nas artimanhas dos palcos que alegravam o povo
Hoje o lenço branco é voraz
O berço que nos ninava, agora balança com a correnteza do Gigante adormecido
Não quero plantar árvores
Hoje estou apolítica
Sinto-me vazia
As caixas não protestaram como imaginei que seria
Meus irmãos escolheram o palhaço                                                      
E o aplaudem como se lá fosse o seu picadeiro
Quero apenas não querer desistir                                                     
Não quero tomar um genérico para dor de cabeça                                                     
Quero alguém renascido em berço                                                      
Mas não um Pedro qualquer sentado em sua mula                                                     
Quero apenas sorrir,
Sem o batom vermelho nos lábios                                                      
E não precisar escrever nas entrelinhas                                                     
Como nossos pais.



O Voar do Tempo

Bola de gude, amarelinha, bets, pega-pega, brincadeiras que fizeram parte da infância de inúmeras gerações e, hoje soam como lendas para ...